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domingo, 1 de maio de 2011

Bunge quer ampliar produção de álcool e açúcar no Brasil

A Bunge Alimentos quer intensificar sua atuação na produção de açúcar e álcool, disse nesta quinta-feira o presidente da empresa no Brasil, Pedro Parente.

Ele destacou que a companhia quer fazer novas aquisições e está olhando oportunidades, especialmente na área ligada à produção de cana de açúcar, matéria-prima para as produções de açúcar e álcool.

"Estamos pensando em comprar, estamos olhando. Tudo em agricultura, especialmente na área ligada à cana de açúcar, precisamos trabalhar e crescer mais. O Brasil precisa disso e nós queremos fazer", afirmou, durante a versão para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, que acontece até amanhã, no Rio.

Ele cobrou que o governo favoreça o investimento do setor privado, que segundo o executivo, deseja elevar a injeção de recursos no país.

Nos últimos cinco anos, a Bunge investiu US$ 5 bilhões (cerca de R$ 7,85 bilhões) no setor sucroalcooleiro, segundo Parente. O grupo tem oito usinas, sendo cinco incorporadas do grupo Moema.

Parente, que foi ministro da Casa Civil no governo Fernando Henrique Cardoso, fez críticas à infraestrutura de portos, ferrovias e aeroportos brasileiros. Segundo ele, o custo do transporte de soja no Brasil supera em quatro vezes o valor que a empresa gasta pelo mesmo serviço nos Estados Unidos (Jornal Floripa, 28/4/11)
BP conclui compra de 83% da sucroalcooleira CNAA por US$680 mi
A petrolífera BP concluiu a aquisição do controle majoritário da produtora brasileira de etanol e açúcar CNAA (Companhia Nacional de Açúcar e Álcool), por 680 milhões de dólares, informou a companhia nesta quinta-feira.

O valor do negócio, o mesmo anunciado quando o acordo foi fechado, em março, permitirá que a empresa adquira 83 por cento das ações e refinancie 100 por cento das dívidas de longo prazo da CNAA.

Com o negócio, BP adquire duas usinas de etanol, localizadas em Ituiutaba (Minas Gerais) e Itumbiara (Goiás), com capacidade atual de processamento de 5 milhões de toneladas de cana por ano.

"A conclusão deste acordo é mais um passo no fortalecimento da atuação da BP no setor sucroenergético brasileiro, uma vez que a CNAA apresenta ativos de qualidade, localizados estrategicamente e com boas práticas de gestão", afirmou em comunicado Mario Lindenhayn, presidente da BP Biocombustíveis Brasil, que acumula a partir desta quinta-feira a presidência da CNAA.

A BP também adquiriu uma terceira unidade em desenvolvimento, também situada na região centro-sul do Brasil, nos Estados de Goiás e Minas Gerais.

A produção de etanol das três usinas poderá suprir tanto o mercado brasileiro quanto o internacional.

A capacidade combinada de moagem das três usinas, quando em plena operação, está estimada em 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. A capacidade de produção anual de cada usina será de cerca de 480 milhões de litros de etanol equivalentes.

Cada usina ainda poderá comercializar por ano cerca de 340 GWh de energia elétrica para o SIN (Sistema Interligado Nacional).

A BP, uma das maiores companhias de energia do mundo, entrou no setor no Brasil em 2008, quando comprou 50 por cento da Tropical Bioenergia, em Goiás (Reuters, 28/4/11

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