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sábado, 30 de abril de 2011

Como são diferentes os mecanismos da SEC e os da CVM

Nos Estados Unidos, a Securities anda Exchange Comission não livra nem a cara dos médicos. Atualmente, através de liminares, busca a devolução dos ganhos ilícitos com juros pré-julgamento e sanções financeiras contra Dr. Joseph F. "Chip" Skowron e Dr. Yves Benhamou M.. Tudo porque esses doutores com informações privilegiadas impediram que seis fundos de hedge tivessem perdas de US$ 30 milhões. Agora, essas seis instituições estão propondo, sem negar ou admitir as acusações, o pagamento de US$ 29,02 milhões e mais US$ 4 milhões para que a SEC as dispense do processo. Essa oferta, no entanto, está sujeita a aprovação do tribunal.

No Brasil, aconteceria o seguinte: o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários aceitaria a proposta dos fundos de hedge que, em seguida, para evitar o pagamento, correriam ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. O interessante é que esse órgão auxiliar do Conselho Monetário Nacional, além de ser acusado de reduzir substancialmente as penalidades impostas, demora muito a se reunir. A primeira e a única deste ano foi realizada em fevereiro e tratou de punições estabelecidas pelo Banco Central no caso do Banco Marka.



Tudo por causa do Albuferon

A SEC processa judicialmente Joseph F. "Chip" Skowron, ex-administrador da carteira de saúde de seis fundos de cobertura de saúde da FrontPoint Partners LLC, que vendeu todas as participações deles na Human Genome Sciences Inc., num total de 6 milhões de ações que, depois disso, sofreram desvalorização de 44%. Skowron evitou que os fundos perdessem US$ 30 milhões, pois recebeu antecipadamente de Yves Benhamou M., supervisor da pesquisa médica da HGSI, a informação dos resultados negativos da pesquisa da albumina Interferon Alfa 2-a, o Albuferon, para o tratamento da hepatite C. Benhamou M. recebeu envelopes de dinheiro, um com 5 mil euros, por prestar consultoria a Skowron. Agora, alega que recusou uma mala de dinheiro para mentir sobre suas comunicações com os administradores dos fundos, mas depois recebeu outro envelope contendo US$ 10 mil.



Suzano compra equipamentos para fábrica

A Suzano assinou contratos com a Metso e Siemens para a aquisição dos principais equipamentos para construção da unidade industrial do Maranhão que terá capacidade total anual de 1,5 milhão de toneladas. A celebração destes contratos possibilitará a antecipação em seis meses do início das operações da planta, previsto agora para abril de 2013. A contratação dos principais equipamentos com a Metso abrangerá basicamente as áreas do pátio de madeira, do cozimento, da linha de fibras, da caldeira de Recuperação e Biomassa, dos sistemas de automação integrada (DCS - Distributed Control System), entre outras áreas. O valor do contrato não e divulgado, mas esta em linha com contratos desta natureza que variam entre US$ 1 bilhão e US$ 1,2 bilhão. O contrato celebrado com a Siemens compreende a aquisição de dois turbo geradores, que atenderão tanto a demanda de energia da fábrica como a geração excedente de 100 MW disponível para comercialização. O valor do contrato e de aproximadamente US$ 40 milhões a US$ 50 milhões.



Vulcabras quer ativos da Índia

A Vulcabras!azaleia assinou um Memorandum de Entendimentos visando à aquisição de ativos industriais (prédios, máquinas e equipamentos) na cidade de Chennai, na Índia. O acordo prevê a realização de due-dilligence dentro dos próximos 70 dias, após os quais deverão ser assinados os contratos definitivos. A unidade de produção em questão possui atualmente mil empregados e capacidade para acomodar cerca de 5 mil trabalhadores em 2 turnos de trabalho. Os investimentos previstos para os próximos dois anos são da ordem de US$ 50 milhões e deverão se destinar a produção de cabedais de calcados esportivos para complementar a produção das nossas atuais 28 unidades produtivas no Brasil e Argentina. Com este passo a Vulcabras da continuidade ao seu projeto de internacionalização, buscando maior diversificação de suas bases de produção e maior competitividade.



Finlandeses ameaçam vetar ajuda a Portugal

Em uma eleição realizada no domingo, o partido eurocético Verdadeiros Finlandeses obteve grandes vitórias e um disputado terceiro lugar, podendo agora se ver em condição de bloquear ou pelo menos complicar o resgate financeiro de Portugal, se fizer uma coalizão com o próximo governo em Helsinque. Pode levar semanas até que se saiba se o partido Verdadeiros Finlandeses pode concretizar sua ameaça, mas seu sucesso na eleição apresenta um risco potencial enorme para Lisboa, que declarou que em junho ficará sem fundos para manter o país funcionando. Qualquer atraso na aprovação do resgate financeiro para depois de meados de maio pode obrigar os líderes europeus a buscar às pressas outros meios para bancar Portugal.

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