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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dana White: faca, queijo e MMA nas mãos

Em 2001, os empresários Dana White, Lorenzo e Frank Fertitta fizeram grande negócio da China. Vislumbraram potencial no UFC - na época, quase falido - e o compraram por US$ 2 milhões. Encararam prejuízos, criaram regulamentos e lapidaram a prática de uma teoria em estado bruto. Pronto, em dez anos o patrimônio alcança embasbacantes US$ 2,5 bilhões, ou seja, mais de 1.250 vezes o investimento inicial. Foi como ganhar um prêmio da loteria quase diariamente.

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Graças a isso, diga-se de passagem, o esporte se profissionalizou e virou mania mundial. Mas neste entorno megalomaníaco, a voracidade de White em acabar com a concorrência é o que mais chama atenção nos últimos anos. O caráter predatório parece inerente para ter faca, queijo e controle total nas mãos. Será que há fundamento?

Ao adquirir os direitos do falido Pride, em 2007, utilizar lutadores no UFC e sepultar de vez o evento japonês - detinha a hegemonia de mercado até 2005 - White dava o primeiro passo centralizador. Na época, prometeu de alguma forma reativar o show. Mas, pouco depois, não tocou mais no assunto. Segundo ele, o ‘filme queimado’ dos escândalos da marca com a máfia japonesa foi o maior empecilho

No ano passado, a política declarada de agregar valores foi mais nítida na fusão do WEC (World Extreme Cagefighting). A franquia destinada às categorias até 70kg já nutria parceria com o chefão há alguns anos. Além dos leves, todos os lutadores galo (61kg) e pena (66kg) e os cinturões migraram ao UFC, que ainda não contava com as duas faixas de peso. O WEC sempre proporcionou combates movimentados e emocionantes. A prática da união já está valendo, mas ainda é preciso mais tempo para saber como a fórmula vai se adequar totalmente ao formato pragmático do UFC.

Dana White

Pela raiz? - Com o Strikeforce, concorrente mais direto, a aquisição mais surpreendente. O poder comercial e de audiência do show presidido por Scott Coker aumentava gradativamente nos últimos tempos, mas sequer incomodavam os calcanhares do Ultimate. Mesmo assim, Dana anunciou a novidade no mês passado. O motivo alegado foi novamente ‘juntar forças’. Mas, por fora, o Strikeforce tem (ou tinha) o trunfo que White ainda busca incessantemente para o UFC e que sempre tem apelo redobrado no mercado de qualquer esporte de combate nos Estados Unidos: a categoria peso pesado com talentos, regularidade e moral estabilizada.

Já previamente apalavrado com o ‘esquemão Ultimate’, o Strikeforce ainda terá autonomia de pelo menos dois anos. Com acordos que permitiam os atletas atuar em outras siglas, o evento sempre foi ‘porto seguro’ para os desafetos de Dana White. A lista inclui Fabrício Werdum, Paul Daley e Nick Diaz. Neste contexto, há ainda o ídolo russo Fedor Emelianenko, que mesmo com contratos atribulados e má fase na carreira, nunca quis ser picado pelo mosquito do UFC, mesmo com diversas investidas e propostas vistosas. White terá de mexer pauzinhos estrategicamente para alcançá-lo.

De forma implícita, o embate palavras x cifras é parte integrante da cultura esportiva atual. Mas muitas vezes segue tão incoerente quanto uma disputa entre galo x pesado. Em qualquer modalidade, negócio ou aspecto da vida profissional, só há evolução constante quando há concorrência franca. Para os fãs, resta saber que rumo o MMA vai tomar, além de torcer para que tudo não fique muito formatado e sem graça. Quem fica parado é poste.

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Foto: Divulgação


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