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domingo, 24 de abril de 2011

Emissões de CO2 crescem 58% em SP

Emissões de CO2 crescem 58% em SP

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Em 18 anos, as emissões saltaram de 60,7 milhões de toneladas de CO2 para 95,7 milhões de toneladas. O setor energético foi o maior poluidor

21.04.2011| 01:30

Aumento na emissão de gás carbônico é um risco para o equilíbrio ambiental do Planeta (Foto: AFP)Aumento na emissão de gás carbônico é um risco para o equilíbrio ambiental do Planeta (Foto: AFP)

As emissões de gás carbônico no Estado de São Paulo cresceram 58% entre 1990 e 2008, de acordo com Inventário de liberações de fontes do efeito estufa, divulgado ontem pelo Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. O documento foi elaborado pelo Governo do Estado. No período analisado, as emissões saltaram de 60,7 milhões de toneladas de CO2 para 95,7 milhões de toneladas de gás carbônico.

A principal fonte de emissões no Estado é o setor de energia, incluindo a queima de combustíveis fósseis pelo segmento de transportes. Em 2008, o setor energético foi responsável por emitir 85,3 milhões de toneladas de CO2. Entre 1990 e 2008, as emissões deste setor cresceram 51%. A segunda principal causa de liberações em 2008 foi o setor industrial, com 12,2 milhões de toneladas de CO2. Entre 1990 e 2008, a variação deste setor saltou 260%.


O Inventário de emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo é o ponto de partida para que sejam detalhadas as metas com que cada setor terá de se comprometer para o cumprimento da lei estadual de mudanças climáticas, aprovada pela Assembleia Legislativa em outubro de 2009. A legislação foi regulamentada por decreto no ano passado.


A lei de número 13.798/09 prevê que o Estado reduza suas emissões de gases que provocam o aquecimento global em 20% até 2020, com base nos dados de 2005.


Para cumprir a legislação, o Estado precisará reduzir a emissão de cerca de 17,7 milhões de toneladas de CO2 até 2020, de acordo com os dados divulgados ontem. Esse número representa uma estimativa abaixo dos 28,6 milhões de toneladas de CO2 divulgados no ano passado.


De acordo com João Wagner, coordenador do Programa Estadual de Mudanças Climáticas (Proclima), a revisão ocorreu devido a uma nova estimativa dos gases de efeito estufa liberados pelas mudanças no uso do solo. “Isso se deve à área verde crescente em São Paulo, por meio de preservação de florestas, e maiores áreas de proteção permanente”, afirmou.


Metodologia

Dividido em cinco áreas, energia, agropecuária, indústria, mudanças no uso da terra e resíduos, o inventário seguiu a metodologia de medição de gases de efeito estufa do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). “Não há como controlar a emissão de gases sem um inventário”, disse Josilene Ferrer, secretária executiva do Proclima. (das agências de notícias)

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA
O aumento na emissão de gases poluentes na atmosfera acaba pro favorecer o agravamento do efeito estufa, que destabiliza o equilíbrio energético no planeta e origina um fenômeno conhecido como aquecimento global.

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