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sábado, 16 de abril de 2011

Inovação

Inovação em alto e bom som

O que faz da Solar Ear uma das dez empresas mais criativas do Brasil

Por Bruno Galo

Recentemente, o empreendedor canadense Howard Weinstein, que vive em São Paulo, recebeu a informação de que sua empresa, a Solar Ear, foi escolhida pela badalada revista americana Fast Company como uma das dez organizações mais inovadoras do Brasil. A notícia deixou o empresário orgulhoso, especialmente pelo fato de que sua pequena companhia – tem apenas 30 funcionários – figurou no ranking junto com corporações do porte de Natura, Embraer e Petrobras. O que a colocou nesse seleto grupo foi o sucesso de seu aparelho digital de combate à surdez, que inovou no mercado ao usar baterias recarregáveis por energia solar ou luz elétrica.

Outro ponto que o diferencia é o preço, muito menor que o da concorrência, permitindo assim o acesso por consumidores de baixo poder aquisitivo. O kit Solar Ear é vendido por R$ 300, valor bem inferior ao de outras marcas, que custam a partir de R$ 2 mil. Comercializado em mais de 30 países, o aparelho ainda não está disponível no País porque aguarda liberação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Estamos há mais de um ano esperando a aprovação”, diz Weinstein.
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Howard Weinstein: aparelho contra a surdez que usa energia solar para recarregar bateria é vendido em 30 países
A relação do canadense com o Brasil começou há sete anos, quando ele veio ao País dar uma palestra. Recém-separado na ocasião, Weinstein conheceu uma fonoaudióloga brasileira e se mudou para cá. A Solar Ear, definida por ele como uma “empresa sem fins lucrativos e voltada para questões humanitárias”, nasceu em 2009. O projeto foi fruto de uma parceria entre a ONG Instituto Cefac, voltada a ações na área de saúde e educação, e a fundação filantrópica americana Lemelson.
Para criar o aparelhinho, a Solar Ear recebeu ajuda de engenheiros e pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo. O detalhe é que a tecnologia desenvolvida não foi patenteada. “Se alguém quiser copiar nosso modelo, será muito bem-vindo”, afirma Weinstein. Isso porque, diz o empresário, seu objetivo é levar sua invenção para o maior número possível de pessoas no mundo inteiro.

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