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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ações criativas em prol da sustentabilidade

Redes de franquias mostram, na prática, que dá para ser mais sustentável

Por Claudio Tieghi*
Divulgação
Na coluna de abril, comentei que ideias criativas valem tanto quanto recursos financeiros para alinhar o negócio à sustentabilidade. Neste mês, vou contextualizar de que forma isso pode ser feito na operação de pequenas empresas e trazer exemplos de franquias, universo com o qual mais me relaciono no dia-a-dia.

Vou começar pelo Yázigi, que empreendeu em toda a rede uma campanha de ecoeficiência. Para dar um exemplo pontual, uma das escolas, localizada na cidade de Limeira (SP), promoveu uma revolução de hábitos. Ao longo do tempo que durou o projeto, a coordenação da escola gerou iniciativas para conscientização ambiental entre alunos, funcionários e familiares. O resultado foi a redução de 10,84% no consumo de energia e de 20,32% nas despesas com este item. A escola diminuiu também em 40% a utilização de copos descartáveis, em 60% o uso de água sanitária e em 37,54% os custos com material de escritório, como o papel. Juntas, todas as unidades da rede reduziram em 8% a emissão de gases de efeito estufa (equivalente a 1,27 tonelada de CO2). Além do benefício com a redução de custos, a campanha educativa beneficiou diretamente os alunos e colaboradores, já que a campanha reduziu em 42% o potencial de risco de acidentes nas unidades.

Outra experiência criativa e eficiente foi feita na rede de lavanderias LavaSecco, que criou um programa para eliminar cabides de arame e plástico e substituir as sacolas plásticas por embalagens produzidas a partir de garrafas PET ou com papel reciclado. Todo esse material plástico foi enviado para reciclagem e a rede agora avalia o impacto ambiental dos itens que passa a adquirir para operação das lojas.

A MegaMatte, do Rio de Janeiro, é um exemplo diferente, já com um norteador claro: o comércio justo. Em busca de certificação internacional, a rede trabalha com fornecedores homologados e franqueados que tenham o mesmo desejo de fazer parte de uma cadeia produtiva que preserva o meio ambiente e valoriza o trabalho humano.

Todas essas iniciativas são tangíveis. Essas empresas e outras não só estão na rota da sustentabilidade como também estão se posicionado no mercado por conta dessa atitude. Se o empreendedor tem uma ideia otimista, com alma, e que consiga engajar todos ao redor, ele está no caminho de criar algo único. Para se tirar uma boa fotografia, Cartier Bresson dizia que era necessário colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.

O pequeno também tem que ter essa habilidade. A cabeça representa a lucratividade; o olho é o senso de oportunidade de enxergar a sustentabilidade como uma oportunidade e um diferencial; e o coração é o que une e cria sinergia em torno de um ideal. O prêmio Afras, que será no final de maio, vai nos trazer mais exemplos que apresentaremos com exclusividade aqui no site.
* Claudio Tieghi é presidente da Associação Franquia Sustentável e diretor de Sustentabilidade do Grupo Multi 

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