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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Anfavea considera prematuro avaliar impacto de medida


Para associação, não é possível saber se a medida prejudicará as vendas.
Anfave diz que decisão busca 'equilíbrio entre parceiros comerciais'.

Da Agência Estado
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) considera que ainda é prematuro avaliar se a decisão do governo brasileiro de impor barreiras às importações de automóveis irá prejudicar a venda de veículos no mercado interno. "Ainda não temos condições de avaliar qual será o reflexo da medida nas vendas", afirmou o diretor de relações institucionais da Anfavea, Ademar Cantero. Segundo ele, já é certo, porém, que as montadoras instaladas no Brasil que importam veículos de suas fábricas em outros países precisarão rever seus cronogramas. "A lógica diz que será necessário um replanejamento", disse.
Apesar do possível impacto nas vendas no mercado interno, Cantero disse acreditar que a decisão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) busca "equilíbrio entre parceiros comerciais". "Nosso entendimento é que o governo brasileiro tomou essa decisão devido a um tratamento descompensado", afirmou.A maioria dos veículos importados no mercado brasileiro é trazida ao país pelas próprias montadoras aqui instaladas. Nos quatro primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pela Anfavea na semana passada, foram importados 245,9 mil unidades, o 28,5% em relação ao mesmo período de 2010, enquanto a de modelos nacionais recuou 0,7%.
O maior parceiro comercial do Brasil no setor automotivo, tanto na importação como na exportação, é a Argentina. Desde o final do ano passado, o governo argentino tem adotado o licenciamento não automático, pelo qual a autorização para a entrada do produto no País pode levar até 60 dias. O Brasil adotará a partir de agora o mesmo procedimento. Antes, isso era feito de forma automática.
Procurada, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) preferiu não comentar a medida do governo, alegando que o seu departamento jurídico ainda está analisando a mudança.

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