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sábado, 14 de maio de 2011

Bolsa prevê que IPOs somem R$ 55 bilhões até dezembro De janeiro a maio, foram captados R$ 11,5 bilhões pelas empresas na Bolsa; auge recente de aberturas de capital ocorreu em 2007

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A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) prevê que as ofertas iniciais de ações e as ofertas subsequentes cheguem a R$ 55 bilhões até o final deste ano. A expectativa foi traçada nesta manhã pelo diretor-presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, durante teleconferência com jornalistas para comentar o desempenho do primeiro trimestre.


Foto: Divulgação
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“Nossa expectativa é fechar o ano com algo em torno de R$ 55 bilhões em IPOs e follow-ons”, afirmou Edemir, referindo-se à sigla em inglês para as ofertas públicas de ações (inicial public offering) e ao termo usado para as ofertas subseqüentes, quando uma companhia volta ao mercado para fazer uma nova operação.

“O volume registrado até agora não pode ser anualizado”, avisa Edemir. De janeiro até agora foram registrados R$ 11,56 bilhões em ofertas inicias e subseqüentes. A fila de aberturas de capital deste ano foi aberta pela companhia de calçados Arezzo, que captou mais de R$ 560 milhões. A última oferta pública inicial a ir ao mercado foi a do Magazine Luiza, com a captação de mais de R$ 800 milhões, encerrada no dia 2 de maio.

Das ofertas registradas na Bovespa neste ano, R$ 4,7 bilhões foram em IPOs e R$ 6,8 bilhões em ofertas subsequentes. Todas essas operações precisam ser registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão que regula o mercado de capitais. No site da instituição há quase R$ 9 bilhões em ofertas iniciais e subsequentes de ações sendo analisadas.

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Caso se confirmem as provisões da BM&F Bovespa, no entanto, o volume poderá ser encarado pelo mercado como uma retomada nas ofertas por parte das empresas brasileiras, que teve seu auge recente em 2007, quando foram ao mercado ações no valor de mais de R$ 70 bilhões. Com a crise financeira internacional, que teve seu pior momento em setembro de 2008, as ofertas iniciais secaram.

No ano passado, o total de ofertas na Bolsa somou R$ 149 bilhões, mas esse número foi inflacionado pelos R$ 120 bilhões que a Petrobras captou em uma oferta subseqüente em setembro, dentro de seu programa de capitalização para a obtenção de recursos para os investimentos na exploração de petróleo da camada do pré-sal.

Frustração

Edemir Pinto afirmou que o desempenho do mercado foi frustrante no início deste ano. “Ficamos frustrados com os primeiros quatro meses do ano com os volumes negociados”, disse ele. Essa frustração, continuou, foi maior porque a expectativa de crescimento do mercado também não veio.

“O mercado ficou interpretando as regras macroprudenciais adotadas pelo Banco Central e o risco foi um componente que o investidor pesou muito, principalmente o estrangeiro”, disse Edemir. “Essas medidas hoje estão mais claras. E percebeu-se que elas não estão voltadas para os mercados de derivativos ou de ações e esse ponto é importante para a retomada da Bolsa”, completou Eduardo Guardia, diretor financeiro da BM&F Bovespa.

De janeiro até o dia 12 de maio, o Ibovespa, o principal índice de ações do mercado brasileiro, acumula queda de 7,65%.

A BM&F Bovespa divulgou seu balanço do primeiro trimestre do ano na noite de ontem. A receita líquida dos três meses somou R$ 472 milhões, com alta de 2,5% sobre o mesmo período de 2010. O lucro líquido trimestral ajustado foi de R$ 384,2 milhões, com queda de 5,2% sobre os R$ 405,1 milhões do mesmo trimestre do ano passado. A empresa pagou R$ 166 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, o que representa 80% do lucro líquido.

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