Total de visualizações de página

domingo, 22 de maio de 2011

Como funcionam os radares de trânsito no dia do rodízio A fiscalização é feita através de câmeras inteligentes que fazem a leitura automática da placa do veículo

15 de Maio de 2011 | 15:45h
Links da Matéria
 
URL: 
Leia a matéria na integra
O rodízio de veículos em São Paulo tenta, com pouco êxito, melhorar o trânsito da capital paulista. Para inibir os motoristas e evitar que eles tirem os carros das garagens nos horários proibidos, a fiscalização é feita através de câmeras inteligentes que fazem a leitura automática da placa do veículo. Mas esses equipamentos fazem mais do que ser apenas “dedos duros”.

Elas entregam mesmo. Em São Paulo, se você circular na área proibida nos dias de rodízio, provavelmente uma delas vai te pegar. São as câmeras “dedos duros”; inteligentes o suficiente para localizar e detectar a placa do automóvel, fazer a leitura e ao mesmo tempo registrar uma multa automaticamente. Tudo em questão de milésimos de segundo. Para quem não sabe, na capital paulista, os carros obedecem um rodízio. Por exemplo, na segunda-feira, carros com placas de final 1 e 2 não podem circular entre as 7 e 10 da manhã, e entre as 5 e 8 da noite.

"Uma vez feita a leitura, o sistema utiliza essa placa pra fazer a fiscalização do rodízio ou de veículo roubado", explica Newman Marques, diretor técnico da Engebrás.  

Essas câmeras são dotadas de uma tecnologia chamada OCR, do inglês, Reconhecimento Ótico de Caracteres, a mesma aplicada na digitalização de documentos com reconhecimento de texto. Só no ano passado foram mais de 2 milhões de multas aplicadas com ajuda dessas câmeras, o que representa quase 30% das autuações em todo o Estado. A infração para quem desrespeita o rodízio dói no bolso. Além de ganhar quatro pontos na habilitação, a multa é de R$ 85,00.

O interessante é que essas câmeras fazem muito mais do que simplesmente “entregar” aqueles que desrespeitam as regras de trânsito.

"Elas [as câmeras] podem dar informações também do fluxo de veículos que estão passando no local e do tipo de veículos. Ainda existem sistemas avançados que conseguem identificar as ocorrências regulares que acontecem no local. Também têm câmeras que fazer fiscalização no semáforo e parada sobre a faixa. Já existem uma infinidade de aplicações com câmera no Brasil", conta Newman.  

A função de identificar acidentes automaticamente pode salvar vidas. Assim que uma colisão é verificada, um alarme avisa as autoridades para que as medidas cabíveis sejam tomadas o mais rápido possível.

Os radares dotados de câmeras inteligentes são divididos em três categorias: os móveis são instalados em outros veículos e podem ler e identificar as placas dos outros carros em movimento. Os estáticos são aqueles que os policiais levam para um determinado local quando realizam uma blitz. Mas os mais comuns são os radares fixos; aqueles instalados ao lado das vias. Estes fazem mais do que identificar a velocidade e ler as placas dos automóveis.

"Mais importante do que a aplicação de rodízio e a de tempo de viagem, que informa o tempo que o motorista vai demorar para chegar em determinados pontos. Como ele consegue identificar as placas dos veículos, ele consegue também monitorar o tempo que o carro demora para chegar em algum local", comenta Newman.

Se você quiser conhecer também a tecnologia aplicada no monitoramento de trânsito nas grandes cidades, clique no link que acompanha essa matéria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário