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sábado, 7 de maio de 2011

Inflação atinge 6,51% em 12 meses e supera meta do governo

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou variação de 6,51% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado é superior ao centro da meta do governo, de 4,5%, e acima do teto, que prevê dois pontos de tolerância (6,5%). A inflação acumulada nos últimos 12 meses é a mais alta desde julho de 2005, quando os preços subiram 6,57%.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o resultado do IPCA de abril mostra que a inflação no Brasil já está desacelerando. Segundo ele, o indicador de abril já apresenta uma queda e está abaixo das expectativas do mercado.

IPCA de abril já mostra queda na inflação, diz Mantega
Preço do combustível pressiona custo de vida em São Paulo
Cesta básica fica mais barata em 14 capitais; SP tem alta

Márcia Ribeiro-29.abr.11/Folhapress

Posto de Rifaina vendia, no fim de abril, gasolina por R$ 2,999 o litro
Em abril, o IPCA --índice oficial de inflação do país e baliza o regime de metas do governo-- registrou alta de 0,77%, praticamente estável em relação a março, quando a variação foi de 0,79%. É a maior alta mensal desde abril de 2005 (0,87%). Em abril de 2010, a taxa havia ficado em 0,57%. No acumulado do ano, o índice ficou em 3,23%.

A inflação é umas principais preocupações do governo que vem tomando medidas para conter o consumo (como elevar o custo do crédito e a taxa básica de juros, a Selic ).

TRANSPORTES

Pressionados pela entressafra e a menor oferta de álcool, os combustíveis foram os vilões da inflação em abril e impediram uma desaceleração significativa do IPCA. Sozinhos gasolina e etanol representaram 39% da variação do IPCA em abril, de 0,77%.

O etanol subiu 11,20% em abril e já acumula alta de 31,20% no ano. Já a gasolina, que sobe no embalo da sua mistura em 25% com o biocombustível e da demanda aquecida, teve alta de 6,26% em abril --no ano, a variação chega a 9,58%.

Em abril, os maiores preços médios da gasolina em foram registrados em Goiás (2,40%), Distrito Federal (R$ 2,90) e Rio de Janeiro (R$ 2,89). Em São Paulo, ficaram em R$ 2,73.

A disparada dos preços dos combustíveis praticamente anulou a desaceleração dos alimentos, cuja taxa cedeu de 0,75% em março para 0,58% em abril.

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