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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Inovação: o diferencial competitivo Tema vem ganhando mais relevância a cada ano e é um item fundamental para a sustentabilidade dos negócios Katia Brito Da reportagem local

Um dos pilares para a sustentabilidade econômica das indústrias, segundo os especialistas, é a inovação. A busca pela novidade e pela renovação, criando produtos e métodos diferentes de padrões anteriores, tem feito com que muitas empresas se sobressaiam no cenário nacional, e é o ponto de partida desta reportagem especial que celebra o Dia da Indústria, comemorado hoje.
Para o diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Erik Camarano, a inovação não se dá apenas com a criação de produtos, mas também pela geração de valor agregado. "Um novo jeito de se fazer uma atividade que agregue valor ao produto significa inovar". Para ele, a simples medição do número de patentes, que é baixa no Brasil em comparação a países com menor renda per capita, não revela a dimensão dos esforços em pesquisa e desenvolvimento.
O MBC é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que atua em frentes como gestão de micro e pequenas empresas, inovação e indicadores de competitividade. A inovação ainda é um desafio para grande parte dos empresários, segundo o diretor-presidente do MBC, uma vez que, segundo ele, muitos ainda não sabem como concretizar seus projetos.
"Mesmo que haja uma legislação e políticas públicas para o fomento à inovação, bem como entidades voltadas para o desenvolvimento industrial, falta acesso a exemplos interessantes e tempo hábil para buscar informações", afirma.


Desafios
Para a gerente-regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Alto Tietê, Ana Maria Magni Coelho, o tema está cada vez mais em pauta quando se fala em competitividade e gestão empresarial, mas é preciso desmitificar o conceito, principalmente para os empresários de pequenos negócios.

"Precisamos separar a questão da invenção ou do acesso à tecnologia das possibilidades de melhoria no negócio. Uma empresa pode propor inovações radicais ou apenas um incremento em seus produtos, processos, posicionamento ou nas práticas do negócio. Todas têm relevância desde que proporcionem ganhos de qualidade ou produtividade para a empresa", destaca Ana Maria.
O diretor regional do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Fiesp), Milton Sobrosa, também ressalta a importância do tema para que o Brasil não dependa de outros países para a compra de tecnologia: "Precisamos é de um impulso para aumentar os atrativos para os empresários. Para isso, criamos um grupo de trabalho na Fiesp em São Paulo para sugerir melhorias e facilidades no acesso aos recursos".
O custo e os prazos necessários para a implementação de novidades impedem que mais empresas invistam em pesquisa e desenvolvimento, segundo Sobrosa, além de outras condições adversas, como a carga tributária elevada, os altos juros para capital de giro, o câmbio desfavorável e os encargos trabalhistas.

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