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sábado, 7 de maio de 2011

Petrobras terá até 15% da produção de etanol, diz Lobão

A Petrobras poderá elevar a sua participação na produção de etanol no Brasil para até 15%, ante atuais 5%, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta sexta-feira (6/5).

"Nós vamos avançar rapidamente para produção de 10%, 12%, 15% nos próximos anos... em três, quatro anos", afirmou ele a jornalistas na saída do Palácio do Alvorada, após reunião com a presidente Dilma Rousseff.

O Brasil produziu 28 bilhões de litros na última temporada.

"Com isso, a Petrobras se transforma definitivamente num regulador eficiente do fornecimento e dos preços do etanol", acrescentou Lobão, destacando que a estatal terá uma "presença mais agressiva" no mercado desse biocombustível.

No final de abril, o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, já havia sinalizado que a companhia planejava elevar a meta de participação no mercado de etanol até 2014, mas sem detalhar qual era nova meta.

O governo anunciou que queria ampliar a sua atuação no mercado de etanol em meio à alta dos preços do combustível. Na semana passada, editou uma Medida Provisória que dá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o poder de regular a produção, a importação, a exportação, a estocagem e a venda do etanol e outros biocombustíveis.

Questionado sobre os investimentos para o aumento de participação da estatal na produção de etanol, ele disse que isso ainda está sendo avaliado.

O ministro disse ainda que, com a intensificação da safra da cana no centro-sul do Brasil, a situação deve ser normalizada.

"A partir da próxima semana, a oferta (de etanol) será muito maior e, como consequência, a tendência é uma queda crescente dos preços do etanol."

Os preços do anidro, misturado à gasolina, estão em queda nas usinas desde a semana passada em São Paulo.

Lobão também não vê motivo para mexer, por ora, na gasolina.

"Não haverá nenhuma alteração nos preços dos combustíveis enquanto o preço do barril internacional estiver em torno desses patamares que conhecemos", disse. "Não se cogita, portanto, o aumento do preço do combustível."

O preço do petróleo, que vinha disparando desde o início do ano, começou a ceder na quinta-feira (5/5) e na tarde desta sexta era cotado abaixo de US$ 100 no mercado americano.

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