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terça-feira, 17 de maio de 2011

Transportes pressionam mais uma vez a inflação do Rio de Janeiro

A inflação semanal do Rio de Janeiro, medida pelo (IPC-S/Rio) Índice de Preços ao Consumidor, registrou alta de 1,08% na segunda semana de maio, na comparação com a anterior, quando os preços já haviam sido remarcados em 1,18%, de acordo com as informações divulgadas nesta terça-feira (17) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Mais uma vez, o grupo transportes é o que apresenta a maior pressão sobre a inflação na capital fluminense, deixando os alimentos para trás, já que o item vestuários também está exercendo influência sobre os preços no Rio.

Na segunda semana de maio, o grupo transportes ficou 2,66% mais caro, seguida de vestuário 1,62% e do item alimentos, com1,54%.

Apesar do comportamento dos alimentos mostrar que os produtos estão ficando mais baratos, vale ressaltar eles pressionaram a inflação nacional desde setembro de 2010, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Mesmo assim, ainda se apresentam em patamares considerados elevados. 

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Entre as maiores altas da semana, constam a melancia, que ficou 43,96% mais cara, a batata-inglesa (42,14%), gasolina (5,52%), tarifa de ônibus urbano (1,25%) e plano e seguro de saúde (0,64%).

Mas ainda há uma boa notícia. Alguns produtos ficaram mais baratos na primeira semana de abril, todos, notadamente, alimentos. A vagem-comum ficou 12,57% mais barato, seguido da laranja-pêra (-11,60%), abacaxi (-8,17%), mamão da Amazônia (-6,43%) e açúcar refinado (-3,40%). 

Transportes no Rio

Desde o começo do mês de abril, o grupo transportes está contribuindo para elevar a inflação do Rio. No dia 2 de abril, o bilhete unitário do metrô passou a custar R$ 3,10, o que pesou na renda final, já que antes o valor era cobrado R$ 2,80.

Pensando no trabalhador carioca que antes gastava R$ 112 em 20 dias (viagem ida e volta), com o reajuste, as despesas passaram para R$ 124, aumento de 10,7%.

Em nota, a Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) explicou que o reajuste foi determinado pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) acumulado no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2011 que foi de 11,5%.

Além disso, entra no cálculo do grupo transportes o preço dos combustíveis, que sofreram grandes pressões nas últimas semanas no Rio (e em todo o Brasil), e também a elevação na tarifa de táxi, cuja bandeirada passou de R$ 4,30 para R$ 4,40 nos 32 mil táxis que circulam pela cidade do Rio. 

Mesmo com as medidas anunciadas pela Petrobras, o álcool caiu apenas 1,06% na capital fluminense e a gasolina aumentou 0,06%. 

A prefeitura do Rio de Janeiro elevou também a tarifa do bilhete único municipal, desde o sábado 7 de maio, que passou de R$ 2,40 para R$ 2,50.

Inflação no Brasil

A inflação medida pelo IPC-S aumentou em cinco das sete capitais pesquisadas pela FGV. Apenas o Rio de Janeiro e Brasília registraram alta menos intensa nos preços entre as semanas do dia 7 e 15 de maio. 

Na capital federal, o IPC-S caiu de 0,50% para 0,47%. Neste caso, o movimento foi influenciado pela alta menos intensa nos preços dos transportes (de 1,44% para 0,83%) e de vestuário (de 1,43% para 1,19%). 

No mesmo período, as demais capitais registraram aumento da inflação. Em pontos percentuais, as elevações foram mais intensas em Salvador (de 0,97% para 1,20%), em Belo Horizonte (de 1,32% para 1,53%) e em Recife (de 1% para 1,12%). 

Em São Paulo, capital com maior peso na formação do índice, a inflação passou de 0,97% para 1,01%, com acréscimo de 0,04 ponto percentual; e em Porto Alegre, também com aumento de 0,04 ponto percentual, os preços subiram 0,89%, depois de terem elevação de 0,85% na semana anterior.

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