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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Agenda de inovação deve incluir MPE Afirmação é do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, durante Conferência Anpei, que acontece até esta quarta (22), em Fortaleza

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As micro e pequenas empresas (MPE) não podem ficar fora da agenda da inovação. É imprescindível uma mudança cultural associada à inovação tecnológica e à qualificação de profissionais para implementação desses processos, que buscam dar maior competitividade ao Brasil no ambiente global dos negócios. A afirmação foi feita hoje (21) pelo presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele falou para uma platéia de aproximadamente mil participantes da 11ª Conferência Anpei de Inovação e Tecnologia, que acontece até esta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Fortaleza.
"Talvez nunca se tenha tido coincidência e esforço concentrado nesse tema, como ocorre atualmente no Brasil", disse Barretto. Segundo ele, as condições brasileiras são favoráveis, uma vez que há duas décadas de estabilidade econômica, 30 milhões de consumidores ingressaram no mercado doméstico e existe mais trabalho e renda com melhor distribuição.
Luiz Barretto assinalou que Sebrae e Associação Nacional de Desenvolvimento de Empresas Inovadoras (Anpei) têm agenda comum. "Mas como incorporar na prática mais de 5 milhões de empresas de pequeno porte?", indagou. Ele enfatizou que inovar é decisivo para o País, no mercado interno e na economia mundial, como parceiro internacional, competitivo e sustentável no mundos negócios, nos processos de gestão e no sentido tecnológico.
Cooperação
Luiz Barretto ressaltou que o Sebrae já garantiu investimentos da ordem de R$ 780 milhões nos próximos três anos, por meio do Sebraetec, programa nacional que oferece às pequenas empresas um conjunto de soluções para impulsionar a inovação em seus negócios. "Vamos alcançar 10% desse universo de micro e pequenas empresas com o apoio da parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)", informou.
A cooperação entre as duas instituições pretende dobrar o atual time de agentes locais de inovação (ALI) com profissionais recém-graduados para visitar as empresas e, a partir de um diagnóstico, promover mudanças necessárias à sua maior competitividade. "A meta é ultrapassar mil agentes e queremos um atendimento de forma permanente nas empresas", contou.
Barretto afirmou ainda que o Brasil construiu um consenso sobre o investimento em inovação, público e privado, mas é fundamental introduzir as MPE no debate, promovendo mudanças culturais, além dos aspectos tecnológicos. Na visão dele, gargalos como a crise europeia, a redução do crescimento da economia norte-americana e a questão cambial não devem impedir os processos de inovação, "fundamentais diante das transformações e das perspectivas que o País oferece enquanto nação emergente e de destaque no cenário mundial". 

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