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domingo, 5 de junho de 2011

Cartão pré pago para o varejo

Marco Mamari - “Antes batíamos nas portas das redes de cartões e não éramos atendidos. Agora somos cortejados”. Foi com essa afirmação que José Mario Ribeiro, presidente da Check Express, definiu seu ponto de vista para o varejo nos próximos meses, durante o 4o CCMCC 2011 - Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento.
Durante sua palestra sobre A fidelização do varejista pelo adquirente - relação ganha-ganha, o executivo explicou que a partir da criação da Elo – bandeira de cartões  de crédito e débito do Banco do Brasil e Bradesco, 100% nacional, criada no ano passado – os varejistas é quem ditam as regras atualmente. “Não há muito espaço para o ganha-ganha. Agora é a vez do varejista se posicionar, já que os adquirentes (principais redes de cartões: Visa, Mastercard e American Express.) eram os que sempre ganhavam. Hoje os interesses de ambos são opostos, em função das taxas de juros e de descontos, o cenário mudou”, esclarece.
O executivo sinalizou também algumas tendências para o varejista ainda este ano: taxas de descontos entre 1,5% e 5%; maleabilidade nos prazo para recebimento (geralmente 30 dias), antecipação de recebíveis com média de 6% (já que hoje o varejista paga altas taxas de desconto e de juros, se quiser receber o valor pago pelo cliente no ato), aluguel de POS (maquinetas) e a melhor delas,  na opinião dele, o uso do cartão pré-pago, que passará a ser utilizados de duas maneiras curiosas. No caso das classes A e B, os cartões poderão ser utilizados principalmente pelos seus filhos, para pequenas compras, e para as classes C e D, quando o valor a ser depositado em seu cartão for feito por terceiros, para fins de benefícios, salário e crédito de transporte.
 O fato é que como a abertura para a criação de outros adquirentes ainda é recente, Mario diz que o mercado ainda não sentiu esse impacto, mas isso é questão de tempo até que os principais interessados se posicionem. O prazo para isso? O presidente da Check Express foi categórico: “Esse mercado se fecha no ano que vem, portanto o player que tiver que entrar nessa disputa entre varejista e adquirente que entre agora”.

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