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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Compensação de carbono Natura abre edital para escolher projetos desenvolvidos no Brasil e em países da América Latina

Até dia 5 de agosto a Natura está com edital aberto para a escolha de novos projetos de compensação para o Programa Carbono Neutro. Além do Brasil, podem participar alguns países da América Latina, caso da Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.

Na seleção para o novo biênio, os projetos poderão pertencer às seguintes categorias: redução de desmatamento e degradação florestal*** (REDD+); energéticos relacionados à eco-eficiência, que visem a substituição de combustíveis não-renováveis e o uso de energias renováveis (biomassa, solar, eólica, hídrica, etc.); florestais envolvendo ações de florestamento e reflorestamento e Sistemas Agroflorestais (SAFs); e outros que apresentem práticas, tecnologias e soluções diferenciadas no combate ao aquecimento global. O formulário de inscrição e o regulamento do Edital Natura Carbono Neutro estão disponíveis no site www.natura.net/carbononeutro de 16 de maio a 5 de agosto de 2011.

“Buscamos projetos dotados de mecanismos eficazes na comprovação de redução/ remoção das emissões de GEE, alinhados aos nossos objetivos e que levam em conta benefícios socioambientais localmente relevantes. Geração de renda, conservação da biodiversidade, uso sustentável e perfil inovador são outras características que serão observadas no processo de seleção. Assim, conseguimos engajar todos que se relacionam conosco e que possuem a mesma vontade de construir um sistema mais inclusivo e sustentável para a sociedade atual e futuras gerações”, explica Marcelo Cardoso, vice-presidente de desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da Natura.

Desde 2007, quando foi implantado pela Natura, o Programa Carbono Neutro da empresa é destinado a reduzir de forma contínua suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em todas as etapas de sua cadeia produtiva – desde a extração de insumos para produção de matérias-primas e de materiais para embalagens, passando por processos internos e o transporte de produtos, até o seu descarte. Porém, o que não é possível reduzir nos processos de produção da empresa, é compensado com a aquisição de créditos de carbono de projetos externos, selecionados por meio de edital público.

Desde o dia 16 de maio, está aberto Edital Natura Carbono Neutro, que tem como objetivo selecionar projetos de redução de emissão e/ou remoção de gases que causam o aquecimento global e compensar suas emissões relativas aos anos de 2011 e 2012. As unidades de redução serão adquiridas com o objetivo de compensar as emissões verificadas conforme inventário de emissões de GEE da Natura referente a este biênio.

O edital para o biênio 2009 e 2010 selecionou seis projetos eleitos em meio a 82 propostas enviadas. A seleção contou com o apoio de um time interno de especialistas da Natura, com consultores especializados em mudanças climáticas e também com o suporte de um painel de especialistas. Os projetos irão neutralizar as emissões de 2009 (232.827 toneladas de CO2e) e 2010 (253.312 toneladas de CO2e).

Por dentro das siglas

*Gases de Efeito Estufa (GEE): Constituintes gasosos da atmosfera, naturais ou antrópicos, que absorvem e reemitem radiação infravermelha. Segundo o Protocolo de Quioto, são eles: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF2), além de duas famílias de gases, os hidrofluorcarbonos (HFCs) e os perfluorcarbonos (PFCs). Entre os Gases do Efeito Estufa que estão aumentando de concentração, o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso são os mais importantes. O CO2 contribui de forma mais relevante para o aquecimento global porque representa 55% do total das emissões mundiais de Gases do Efeito Estufa. A quantidade de metano emitida é bem menor, mas seu potencial de aquecimento é 21 vezes superior ao do CO2. No caso do óxido nitroso e dos clorofluorcarbonos, suas concentrações são ainda menores, mas o poder estufa é, respectivamente, de 310 e 6.200-7.100 vezes maior do que o do CO2.

**Reduções Voluntárias de Emissões (RVEs): é uma unidade de redução de emissão ou de remoção de GEE, no âmbito do Mercado Voluntário e equivale a uma tonelada métrica equivalente de dióxido de carbono, calculada com o uso dos potenciais de aquecimento global definidos pelo Protocolo de Quioto.
 

***REDD+: REDD é a sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal. Segundo o conceito adotado pela Convenção de Clima da ONU, refere-se a um mecanismo que permite a remuneração daqueles que mantêm suas florestas em pé, sem desmatar e, com isso, evitam as emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e degradação florestal. Desde que surgiu a sigla REDD, na COP13, experiências (projetos, programas e fundos) de REDD e atividades de preparação vem sendo desenvolvidas. Porém, é necessário diferenciá-las da política de REDD ainda em construção no âmbito da ONU. Posteriormente a criação deste conceito, a Convenção incluiu na sua definição também atividades de conservação, manejo sustentável das florestas e aumento de seus estoques em países em desenvolvimento. O REDD+ é o REDD, incluindo o papel da conservação, do manejo sustentável das florestas e do aumento dos estoques de carbono das florestas em países em desenvolvimento.

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