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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mudança nas máquinas de cartão faz crescer vendas com grana de plástico Aparelhos aumentaram de 823 para 1.075 número de transações entre 2009 e 2010


A abertura do mercado de credenciamento de lojistas para bandeiras de cartões, que vai completar um ano no mês que vem, mudou a taxa de crescimento do segmento, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira (15). O resultado mais importante é que as vendas cresceram.
Caiu o número de terminais que fazem a captura de cartões de crédito (chamados de POS) e o aumento do volume de transações por aparelho, segundo o chefe do departamento de operações bancárias do BC, Daso Maranhão Coimbra.
A taxa de crescimento da rede de aparelhos, segundo os dados do BC, foi de 1% em 2010, no caso do crédito, e teve queda de 2% no débito. Nos anos anteriores, o crescimento foi bem maior, chegando a 28% em 2008 e a 46% em 2007, ambos nos cartões de crédito.
No caso das transações, cada POS instalado nas lojas fez em média a captura de cerca de 823 transações com cartões de crédito em 2009, número que saltou para 1.075 transações em 2010.
O país fechou dezembro de 2010 com 3,406 milhões de POS instalados e habilitados para capturarem operações de cartões de crédito. Mesmo com o aumento das operações por terminal, Maranhão diz que a média brasileira de transações por terminal ainda está abaixo da média internacional e um compartilhamento maior precisa ser incentivado.
O aumento do número de transações por POS ocorre porque os terminais podem após a abertura do mercado fazer a leitura de várias bandeiras. Com o mercado fechado, os terminais da Cielo, por exemplo, só recebiam transações da Visa. Agora, aceitam MasterCard, American Express, Elo e outras bandeiras regionais.
O mesmo ocorreu com a Redecard, que antes aceitava MasterCard e passou a capturar também Visa.
O executivo do BC participou do Ciab, evento de tecnologia bancária promovido pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
No evento, Maranhão criticou a falta de compartilhamento dos terminais de autoatendimento bancários. Dos caixas eletrônicos instalados em locais públicos, apenas 65% desses terminais possuíam acesso aberto no final de 2010, ou seja, podiam ser usados tanto por clientes daquele banco como de outras instituições financeiras, segundo dados do Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil Adendo estatístico - 2010, divulgado hoje.
- Temos visto iniciativas de alguns bancos em compartilhar terminais, mas na prática o uso de terminais compartilhados continua extremamente baixo.
Para o executivo, esse problema precisa ser resolvido rapidamente, porque em eventos como a Copa do Mundo, em 2014, o aumento do turismo no Brasil vai exigir maior número de terminais compartilhados.

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