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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quase metade das famílias paulistanas está endividada Apesar do aumento no percentual de quem deve, nível de calote é baixo


O vilão da dívida das famílias paulistanas continua sendo o cartão de crédito. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor realizada pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) revela que, em junho, aumentou em 44,3 mil o número de famílias endividadas, passando para um total de 1,683 milhão, contra 1,639 milhão registrados em maio – o aumento foi de 1,2 ponto percentual em relação a maio.
Isso faz com que 46,9% das famílias da cidade de São Paulo tenham algum tipo de dívida.
Quase uma família em cada três (29,4%) tem dívidas que deverão ser pagas em mais de um ano. Outros 23,2% têm o orçamento comprometido com o pagamento de dívidas por períodos entre três e seis meses. Apenas pouco mais de uma família a cada cinco (22,6%) pagarão as dívidas em período de três meses.   
Mas a pesquisa mostra que apenas 1,5% das famílias tem alguma conta em atraso e um percentual ainda menor, de 0,9%, está dando calote nas dívidas.
Entre as famílias com contas em atraso, metade (50,6%) têm atrasos há mais de 90 dias, 25,7% têm contas atrasadas por até 30 dias e 21,6% do total de famílias estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.
O cartão de crédito é a principal maneira de contrair a dívida. 70% dos paulistanos usam o cartão para fazer compras e pagar em parcelas. Vale lembrar que os juros cobrados pelo crédito rotativo dos cartões pode chegar a 239% ao ano. Os carnês são usados por pouco mais de um quinto dos consumidores (21,3%), mesmo nível de maio. A terceira forma mais comum de dívida é o crédito pessoal, utilizado por 14,8% dos paulistas neste mês.

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