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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Será o fim do carro com motor a combustão?

Quase todo o mundo está em busca de novos meios para substituir os motores à combustão. A cada ano, são produzidos em torno de 65 milhões de novos veículos equipados com esses motores e as previsões dão conta de que em 2020 serão 95 milhões. Haverá gasolina e diesel para todos esses veículos? A que custo? Que outro tipo de combustível poderá substituí-los? Se nada for feito, quais serão os efeitos do aumento da camada de Ozônio na atmosfera? Teremos condições de resistir com tanta poluição no planeta?

Essas são apenas algumas questões que precisam de solução rápida, pois o meio ambiente não vai esperar muito para cobrar, com juros e correção monetária, a fatura dos danos que causamos a ele. Além disso, o mundo, em especial os grandes consumidores dos derivados de petróleo, não deseja mais ficar refém de um único tipo de combustível. Todos sabem que o tempo do petróleo fácil e barato já acabou e ninguém mais tem a ilusão de que o combustível fóssil continuará sendo a solução para o mundo, até porque isso não será possível.

Sendo assim, o que fazer para evitar um colapso global? Buscar alternativas que possam minimizar ou resolver o problema da inevitável escassez dos combustíveis fósseis. A idéia de produzir álcool como fonte de combustível alternativo não vingou, pois todos sabem que uma parte do mundo ficaria dependente da outra, uma vez que nem todos possuem condições ideais para produzi-lo, seja ele derivado da cana, milho ou qualquer outra fonte sustentável.

Além disso, não haveria como produzir alimentos e combustível em volume suficiente para suportar uma demanda mundial crescente. Afinal de contas, somos em torno de 7 bilhões de pessoas e em 2030, deveremos ser 9 bilhões. Nunca é demais lembrar os problemas do Proálcool brasileiro da década de 80. Também, vale ressaltar que recentemente tivemos que importar álcool para atender a demanda. Cabe ainda enfatizar, que do ponto de vista de emissões de gases nocivos a saúde, os motores a álcool e a gasolina poluem na mesma proporção, a única diferença é que os motores a álcool emitem menos CO2 do que os a gasolina e diesel.

A solução que o mundo encontrou até o momento foi desenvolver veículos com novas formas de funcionamento, entre eles, os movidos a ar comprimido, células de hidrogênio e os que mais tem atraído o interesse global, que são sem dúvidas, os híbridos e elétricos. Aliás, em 2010, 10% de tudo que o maior fabricante de carros do planeta, a Toyota, produziu foi híbrido. Isso é muito significativo, principalmente se levarmos em conta que a produção em série de veículos equipados com motores alternativos, é bem recente. 
Então estamos diante do fim dos veículos com motores a combustão? Provavelmente, não. A indústria deste tipo de motor é dominante e boa parte dela continua trabalhando para aprimorá-los, tornando-os mais eficientes do ponto de vista de economia, poluição, desempenho e preço. Não há razão para duvidar que eles serão bem sucedidos nesta tarefa e o petróleo ainda continuará, por algum tempo, abastecendo o mundo, tanto assim que as previsões de empresas especializadas dão conta que em 2030, em torno de 70% dos veículos produzidos ainda serão equipados com motor a combustão.

A verdade é que a única certeza que temos, é que somente o tempo poderá dizer o que acontecerá. Enquanto isso, vamos fazer a nossa parte para deixarmos um planeta melhor do que aquele que encontramos.

Pense nisso e ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Blog: www.carroeletriconews.blogspot.com
Site: www.icbr.com.br
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
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