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domingo, 12 de junho de 2011

Unidades de conservação rendem até R$ 6 bilhões

As unidades de conservação (UCs) brasileiras têm potencial financeiro de quase R$ 6 bilhões ao ano, segundo a pesquisa Contribuição das Unidades de Conservação para a Economia Nacional. O estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Embaixada Britânica e a Cooperação Internacional Alemã (GIZ), foi divulgado na terça-feira. 
Os valores podem chegar a R$ 10 bilhões até 2016, de acordo com o levantamento, se forem feitos os investimentos necessários na estrutura das áreas nacionais, estaduais e municipais de proteção da biodiversidade. Para estimar o retorno financeiro, a equipe envolvida no projeto considerou os bens e serviços que são ou poderiam ser fornecidos pelas unidades de conservação, como, por exemplo, produtos florestais (manejo sustentável), visitação pública e "aluguel" do estoque anual de carbono não emitido.

O ministério buscou evidenciar os benefícios econômicos e sociais das áreas de conservação para o País. Apenas com o manejo sustentável, seguindo o modelo federal de concessão florestal, o aproveitamento da madeira poderia render entre R$ 1,2 e R$ 2,2 bilhões. Carlos Eduardo Young, um dos autores do documento, explica que o potencial é muito grande, com impacto importante para as comunidades locais, sem necessidade alguma do desmatamento predatório.

Com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, o estudo estima que, em um cenário conservador, os 67 parques nacionais poderiam receber 13,7 milhões de pessoas, com ganhos entre R$ 1,6 e R$ 1,8 bilhão. No cenário mais otimista, com investimentos necessários na estruturação dos parques, o número de visitantes chegaria a 20 milhões em 2016. Os valores monetários mais significativos viriam, no entanto, das emissões evitadas de gás carbônico, cujo "aluguel" poderia gerar entre R$ 2,9 e R$ 5,8 bilhões. A criação e manutenção das unidades evitaram a emissão de 2,8 bilhões de toneladas de carbono.

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