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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Utilização de geradores a diesel preocupa indústrias avícolas paranaenses Questão foi levada ao presidente da Copel pelo sindicato da categoria, que reivindica energia mais barata no horário de pico  ...

Representantes do setor avícola estiveram reunidos na última quinta-feira (16) com o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Lindolfo Zimmer. O objetivo do encontro foi apresentar a preocupação das indústrias paranaenses com o custo da energia elétrica no horário das 18h às 21h, que é 11 vezes mais cara do que no horário normal.



Segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), a ausência de uma tarifa com preço acessível no horário noturno tem feito com que muitas indústrias precisem recorrer a geradores a diesel no lugar da energia elétrica, que é mais limpa e renovável.



“A energia é hoje o segundo maior custo das indústrias do setor. Diminuir esse gasto é a única maneira das empresas continuarem competitivas no acirrado mercado global. Gostaríamos de voltar a pagar pela energia elétrica o mesmo preço da energia a diesel. Esse benefício já nos foi concedido em 2003, e é de vital importância para a estabilidade do setor que ele volte a ser praticado”, justifica o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.



O grupo já havia se reunido com o governador do Paraná, Beto Richa, no mês de abril para apresentar propostas para a melhoria dos gargalos encontrados pela cadeia produtiva. Na ocasião o governador garantiu apoio ao setor avícola paranaense nessa questão, que agora será analisada tecnicamente pela Copel.



“Quisemos mostrar ao governador e à Copel que a avicultura é uma atividade diferenciada, já que lida com animais vivos e, portanto, necessita trabalhar 24 horas por dia”, comenta Martins, lembrando que o Paraná é hoje o maior produtor de carne de frango do país.



Em 2010, foram abatidas mais de 1,3 bilhão de cabeças de frango, o que corresponde a quase 3 milhões de toneladas de carne para consumo no mercado interno e externo. Nas exportações, foram embarcadas 1 milhão de toneladas para mais de 120 países em todo o mundo. Isso trouxe um faturamento de US$ 1,69 bilhão para o estado no ano passado.



“Atualmente, a carne de frango é o 2º produto mais exportado pelo Porto de Paranaguá, ficando atrás apenas da soja. Além disso, as indústrias avícolas geram mais de 50 mil empregos diretos e cerca de 500 mil empregos indiretos em todo o Paraná”, ressalta Martins.

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