Total de visualizações de página

domingo, 10 de julho de 2011

Campo fértil para a sustentabilidade

Alinhada com os conceitos básicos de qualidade total, a fazenda Quinta da Estância Grande, em Viamão, mostra que é possível aliar a eficiência com a preservação ambiental

Por Pedro Pereira

Em meio ao 12º Congresso Internacional de Gestão, o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) tem realizado uma série de visitas técnicas a empresas que se destacam em diferentes dimensões dos métodos de qualidade. Nesta quarta-feira, a visita ocorreu em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, local que abriga a Quinta da Estância Grande – uma fazenda que vem se destacando pela capacidade de aliar eficiência, inovação e sustentabilidade.

A cada ano, a Quinta da Estância grande recebe cerca de 70 mil visitantes. A maioria deles são alunos de instituições de ensino da região sul, de São Paulo, Distrito Federal e Uruguai. No local, é possível visualizar como eram fabricados diversos produtos da cultura gaúcha: a lã, da ovelha ao tear, e o charque – da carne fresca ao carreteiro. Mas o objetivo principal da família Goelzer, que controla a fazenda, é mostrar que é possível desenvolver um empreendimento sendo 100% sustentável. “Nossa gestão se baseia no tripé social, ambiental e econômico”, resume Rafael, o segundo dos três filhos de Sônia e Lucídio Goelzer. Juntamente com os pais e os outros dois irmãos, Rafael cuida de todos os projetos do empreendimento.

“É preciso mostrar que não são só as grandes empresas que podem desenvolver projetos de sustentabilidade. O que seria um problema acaba se tornando um benefício – e ainda agrega valor ao seu negócio”, afirma Rafael. A receita parece dar certo: em 2009, a empresa venceu o Prêmio Nacional MPE Brasil na categoria “Responsabilidade Social”, concorrendo com outras 57 mil empresas. Além disso, no ano passado, emplacou um crescimento de 31% nas vendas.

A intenção dos proprietários é semear a ideia de preservação da natureza. “As pessoas perguntam qual o nome dos bugios que estão aqui. Mas nós explicamos que eles não têm nome, já que não são nossos e não são domesticados. Quando quiserem ir embora, eles vão”, detalha Rafael. “Se cada pessoa que vier aprender uma coisinha que seja já estará ajudando na conservação do planeta”, entende Sônia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário