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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cartão pré-pago para exames e consultas médicas interessa a pelo menos 40,7 milhões de brasileiros

Pesquisa revela que as pessoas sem plano de saúde estariam dispostas a carregar entre R$ 10 e R$ 50 por mês para usar o produto.
São Paulo - O cartão pré-pago, uma alternativa complementar ao atendimento oferecido tanto pelo sistema público de saúde quanto pelos convênios, tem a aprovação de pelo menos 40,7 milhões de brasileiros. Esta é uma das principais constatações de uma pesquisa realizada pelo Datafolha.
O instituto entrevistou 4.064 pessoas (1.620 em Regiões Metropolitanas e 2.444 no interior de todas as regiões brasileiras) no primeiro semestre deste ano como parte do teste de conceito de um produto. O levantamento abordou pessoas que declaravam não ter acesso a convênio médico/planos de saúde. Elas recebiam informações sobre um modelo de cartão pré-pago sem mensalidade, no qual é possível adicionar créditos em dinheiro segundo o desejo e a necessidade do proprietário. O instrumento seria usado para pagamento de consultas médicas e exames na rede de médicos e estabelecimentos de saúde. Por esta razão conseguiria praticar preços pré-determinados e menores do que os cobrados no atendimento particular.
Diante da oferta, cerca de 8% dos entrevistados disseram que teriam muito interesse em adquirir o cartão. Este percentual observado como uma proporção da população brasileira representaria cerca de 11,6 milhões de pessoas. Outros 18% disseram ter interesse no instrumento, o que significa cerca de 29,1 milhões de pessoas. A soma dos ‘muito interessados’ e dos ‘interessados’ já garantiria ao projeto a aceitação de 40,7 milhões de pessoas, mas a pesquisa revelou que pelo critério de proporcionalidade, outras 27,6 milhões de pessoas estariam mais ou menos interessados no assunto, pois 17% dos entrevistados pelo Datafolha assinalaram esta opção.
Do total de pessoas entrevistadas, 50,5% eram mulheres e 49,5% homens distribuídos por classes sendo 43,2% da D, 28,9% da B, 18,9% da C e 8,9% da A.
Quando perguntadas qual o valor que colocariam em créditos por mês, o maior percentual de respostas ficou entre R$10 e R$30 (35%). A somatória de todas as respostas significaria a formação de um mercado que movimentaria uma receita mensal de, em média, R$ 1,25 bilhão.
"Além de atrair o interesse da população em geral, o sistema também é bem aceito entre os profissionais da área médica", diz o diretor da divisão pré-pagos da APPI, empresa fornecedora de tecnologia para implantação de projetos no conceito pré-pago saúde, Alberto Techera. Ele explica que ao aceitá-lo, os médicos têm a garantia do recebimento das consultas e exames realizados em, no máximo, cinco dias após a prestação do serviço com valores muitas vezes até maiores do que os praticados pelos convênios médicos. Os planos de saúde costumam fazer o pagamento com prazos superiores a 30 dias.
De acordo com Techera, em cinco anos o segmento de pré-pagos na área da saúde deve alcançar a marca de 68 milhões de usuários. Neste público, além dos mais de 140 milhões de pessoas que não possuem planos privados de saúde, estão também os que possuem mas estão descontentes.
A tecnologia da APPI já está sendo usada em projetos de cartões pré-pago saúde presentes nas cidades: Itaperuna (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Poços de Caldas e Varginha (MG) e em fase de implantação em Salvador (BA). Já são 35 mil clientes e cerca de 400 médicos credenciados.
Perfil- Fundada em 1993 a APPI é uma empresa de tecnologia da informação que atua oferecendo soluções de conectividade aos segmentos de meios de pagamentos, transportes e saúde, entre outros. Ela tem mais de 1.300.000 licenças nacionais e internacionais da solução POSWEB para captura de transações com cartões, mais de 150 clientes entre alguns dos principais agentes mundiais do setor de pagamentos eletrônicos como CIELO, Mastercard, AMEX, BRadesco, Banco do Brasil, Unimed, Sicred, BBVA e paymentec.
A empresa já conquistou diversos prêmios por sua inovação tecnológica, concedidos por instituições como Finep, Firjan e RioInfo. Em 2008, foi citada na publicação do Monitor Group por ter desenvolvido a tecnologia POSWEB, considerada uma das 101 melhores inovações brasileiras dos últimos anos.| www.appi.com.br

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