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domingo, 10 de julho de 2011

Força Tarefa busca nivelamento de estratégia brasileira no Combate às Mudanças Climáticas

Atualmente, o Idesam atua como apoio à coordenação dos Estados das ações do GCF no Brasil.

Manaus - Nesta sexta-feira (8/7), o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) realizou, em Manaus, a primeira reunião de 2011 dos estados brasileiros integrantes do GCF (Força Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas). O encontrou reuniu representantes do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Pará a fim de discutir e nivelar os processos estaduais de regulamentação de programas e atividades de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). Também participaram pesquisadores e profissionais de diversas organizações envolvidas nas discussões ambientais.

O GCF é uma iniciativa conjunta de Estados e Províncias dos EUA (Califórnia e Illinois), Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Mato Grosso), Indonésia (Aceh, Papua, Kalimantan do Leste, Kalimantan do Oeste e Kalimantan Central), Nigéria (Cross River State) e México (Campeche e Chiapas), criada com o objetivo de implementar mecanismos de incentivo à redução de emissões do desmatamento e degradação florestal (REDD+) entre seus participantes. Atualmente, o Idesam atua como apoio à coordenação dos Estados das ações do GCF no Brasil.

O secretário executivo da Idesam, Mariano Cenamo, abriu a reunião apresentando as expectativas mundiais definidas durante a reunião da COP 16, realizada em dezembro de 2010 em Cancún. ?Nas COPs são definidos os caminhos a serem seguidos em todo o mundo. Na última reunião, o direcionamento dado foi a implementação de iniciativas de REDD+ em três fases distintas. O Brasil atualmente está na primeira fase desse processo, que é a preparação e aumento na governança florestal e a definição das estratégias que guiarão a implantação do Sistema de REDD+?, destacou Cenamo.

A reunião contou ainda com a presença do Senador Eduardo Braga e da deputada estadual Rebecca Garcia, propositores dos projetos de lei nº 212/2011 e º 195/2011, respectivamente. Ambos  visam à instituição do sistema nacional de REDD+ e estão em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O Senador destacou a importância da discussão para o dia a dia de pessoas que moram dentro da floresta: ?Essas pessoas vivem na floresta e estão longe das decisões importantes para a melhoria das suas condições de vida. E o papel que o GCF vem desempenhando é esse, valorizando a floresta e fazendo com que o valor da floresta se transforme em ganho para aqueles que vivem na floresta e cuidam dela?, afirmou Braga.

Também marcaram presença na reunião a Secretária de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Amazonas, Nádia Cristina D?Ávila, o Secretário de Meio Ambiente do Amapá, Grayton Toledo e o Superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana.

O que é REDD+?

A sigla quer dizer, literalmente, ?Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação florestal?. É um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento ou para comunidades desses países, pela preservação de suas florestas. O REDD é visto como uma forma fundamental de redução da quantidade de CO2 (gás carbônico) lançada na atmosfera por conta do desmatamento em todo o mundo, o que potencializa o aquecimento global. Nos últimos anos, o REDD se tornou ponto central das negociações de um novo acordo sobre o clima. O Símbolo ?+? incluído a partir de 2009, traz consigo a ideia da conservação, manejo florestal sustentável e aumento dos estoques de carbono florestal.

Sobre o Idesam

O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) é uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada no ano de 2004. Os profissionais do Idesam atuam na coordenação e execução de projetos, pesquisas e estudos científicos voltados à conservação e o desenvolvimento sustentável para a região amazônica.

A produção científica é disponibilizada por meio de publicações técnicas, apresentações e participações em congressos e cursos como forma de estimular a discussão e o debate na busca de soluções criativas, originais e apropriadas aos problemas ambientais e sociais da Amazônia. Alia-se a isto, a promoção, a formação e a capacitação de recursos humanos nas áreas de atuação do Instituto.

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