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domingo, 24 de julho de 2011

Governo diz que desgaste de carros da polícia é bem maior que o de veículos comuns24/07 às 08h36 O Globo

RIO - Tanto o governo estadual como a Júlio Simões apresentaram argumentos semelhantes para defender os gastos com os contratos de terceirização da frota da PM. Embora o primeiro contrato com a empresa tenha sido divulgado e defendido publicamente pelo secretário de Governo, Wilson Carlos, em 2007, desta vez coube à Secretaria da Casa Civil responder às perguntas enviadas pelo GLOBO.
Segundo o órgão, "não é correto nem possível comparar veículos particulares com viaturas policiais, pois o uso extremo e durante 24h por dia, o ano inteiro, faz com que o veículo transformado em viatura tenha um desgaste muito superior ao dos carros utilizados para uso particular". A Casa Civil informou que esse é um dos principais motivos pelos quais as fábricas "restringem e diminuem a garantia de uma viatura policial, já que para ser utilizado na Polícia Militar o veículo tem alterados/transformados cerca de 30 itens". Na avaliação do governo, portanto, a afirmação de que "com o valor pago em cada contrato daria para trocar a frota por carros novos não procede".
Para a Casa Civil, a comparação com as despesas de manutenção oferecida por concessionárias "é equivocada". De acordo com o governo, "a garantia de três anos não é integral para qualquer tipo de carro. Refere-se apenas a alguns itens específicos. As revisões em garantia (dada) pelo fabricante não contemplam a manutenção corretiva nem as avarias de uma viatura policial".
A Júlio Simões, por sua vez, disse que, em razão da amplitude da prestação do serviço e do grande desgaste dos carros da PM, "o custo dessa manutenção é elevadíssimo e não pode ser comparado, nem de longe, ao de um veículo comum". Segundo a empresa, o valor cobrado do governo pelo "trabalho de gestão e manutenção de frotas contempla, com abrangência em todo o Estado do Rio, a assistência 24 horas/dia, sete dias por semana (inclusive feriados), incluindo, sem limitação, a prestação de serviço de reboques/remoção, revisões preventivas e corretivas de todas as viaturas, com fornecimento de mão de obra, peças, acessórios e itens customizados das viaturas (fruto da adaptação), bem como o reparo de qualquer dano sofrido".
Por fim, a Júlio Simões informou que o modelo de gestão terceirizada da frota "gera mais eficiência na operação de patrulhamento e mais produtividade, pois garante um mínimo de 90% da frota permanentemente em circulação".

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