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domingo, 10 de julho de 2011

Venda recorde de veículos: veja dicas para não ficar endividado

Quando o consumidor têm um dinheiro extra, logo decidem utilizar para pagar a primeira parcela da compra de um carro, realizando assim um sonho

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Por Reinaldo Domingos, www.administradores.com.br

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A indústria automobilística brasileira festeja o ótimo primeiro semestre, quando registrou recorde em vendas, atingindo a assustadora marca de 1,73 milhão de veículos, crescimento de 10% em relação a igual período de 2010. Além disso, as projeções também são boas apontando um crescimento de 5% para este ano, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Se para essa indústria os dados são ótimos, para os consumidores é preocupante, mesmo sem que eles saibam. Isso porque, quando eles têm um dinheiro extra, logo decidem utilizar para pagar a primeira parcela da compra de um carro, realizando assim um sonho. Isso representa um sinônimo de liberdade, possibilitando o deslocamento para onde quiser sem depender dos transportes públicos. Entretanto, na realização desse sonho está o risco do descontrole financeiro. O brasileiro que não detém a cultura de controlar seu dinheiro adequadamente, dificilmente perceberá os reflexos que isso trará no seu bolso, principalmente pelo custo de manutenção deste veículo.

Mas, quanto custa o seu veículo? Hoje com a facilidade de aquisição por meio de financiamentos alongados e o que fica registrado na cabeça do consumidor é que o custo do veiculo será somente a prestação mensal. Aí é que mora o perigo. Tem que prever o custo de manutenção mensal deste, que muitas vezes será maior do que o valor da prestação.

Se colocarmos no papel gastos como combustível, seguro, IPVA, DPVAT, manutenção, depreciação, estacionamentos, lavagem e eventuais multas; ao fim do mês, veremos que ele será responsável por grande parte dos custos de nosso orçamento. Para se ter uma ideia, o custo mensal de um veículo popular usado, no valor de R$ 20 mil, fica em média R$ 500,00, sem contar o financiamento.

Por isso, a decisão de adquirir um carro próprio deve ser muito bem pensada, avaliando os prós e os contras e observando sempre se realmente se têm condições de arcar com esses custos. Na maioria das vezes a pessoa pode esperar um pouco mais antes de adquirir, formando uma boa reserva de dinheiro, que será fundamental no futuro de sua saúde financeira. Mas, o ponto mais assustador, é que muitos brasileiros fazem a opção de adquirir um segundo veículo mesmo sem ser necessário. Essa decisão deve ser muito bem pensada e no caso de não ser extremamente necessária, deverá ser descartada.

Pra quem já está com o veículo e já está enrolado com os custos deste, seguem algumas dicas para não se afundar ainda mais no endividamento:

· Uma boa alternativa é revezar caronas, se tem pessoas que moram próximas e que vão para locais próximos, é interessante formar um grupo, que além de economizar criará novas amizades;

· Utilize o transporte público quando possível, por mais que tenha muitos problemas, é muito interessante, pois, além de economizar, estará colaborando com o meio ambiente;

· Em relação ao combustível sempre busque os preço baixos, mas desconfie dos muito destoantes. Nesses casos, você deverá pesquisar os postos credenciados e regularizados e que tenham testes de sua autenticidade, porém não se acomode com o posto escolhido, visto que poderá existir outros postos com a mesma qualidade e melhor preço, pesquise mensalmente este item de custo;

· Se o carro for flex, faça a análise para saber qual tipo de combustível vale mais a pena, em função da constante variação dos preços. Outra opção que tem sido muito praticada é a transformação do veículo para combustíveis alternativos como o GNV;

· Antes de sair com seu veículo da concessionária ou agência, faça o seguro. Não se esquecendo de pesquisar entre as seguradoras, visto que existe uma grande flutuação de preços junto às mesmas, devido ao sinistro de cada uma delas. Também uma opção que vem crescendo no mercado de seguros são as empresas de proteção do veículo via satélite, que em alguns casos o investimento poderá ser a opção mais em conta;

· Se preocupe com a manutenção constante do veículo, ela pode representar um custo indesejável, mas pode ter certeza, se o veículo quebrar os custos serão maiores e a situação será muito mais indesejável;

· Respeite as leis de trânsitos, você evitará acidentes e multas, que trazem com eles quantias indesejáveis a serem pagas, sem falar que estará respeitando a sua vida e a dos outros.

Enfim, é muito bom ter um veículo, nos trás muita comodidade, entretanto é muito melhor ter o domínio do dinheiro, sabendo que com ele poderá realizar todos os seus sonhos.

Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, presidente do Instituto DSOP, autor da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico (2011) e dos livros Livre-se das Dívidas (2011), Terapia Financeira (2007) e O Menino do Dinheiro (2008), Editora DSOP. 

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