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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dicas para seu otimismo não espantar investidores


Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.
Já presenciei inúmeras apresentações, onde startups e negócios já estabelecidos mais que desejavam atrair investimentos, simplesmente não consideravam nenhuma possibilidade de fracasso. Para eles nada iria sair errado e pela primeira vez na história um planejamento seria concretizado sem nenhum atraso ou furo.
Nessas situações, quem realiza a apresentação faz malabarismos para irradiar um otimismo contagiante, muita confiança e uma energia de impacto, mas simplesmente não considera o pavor que gera na plateia cética, fria e experiente, composta por analistas treinados a encarar o “não” como algo tão importante e lucrativo como o “sim”.
O fato é que se trata de um momento muito importante para ser desperdiçado.
Então, reunimos aqui 4 dicas:
1- Otimismo e confiança são coisas diferentes
Analistas de investimentos não querem tratar com otimistas ou pessimistas irremediáveis. A experiência dessa gente ensina que onde existe uma mínima possibilidade de algo dar errado, é justamente o que vai acontecer.
Já empreendedores confiantes, transmitem a ponderada idéia de que muito embora sejam cientes do enorme desafio e dos prováveis imprevistos, possuem a capacidade necessária para navegar em segurança.
Mas não se esqueça, essa confiança tem que ter o pé na realidade. Uma postura transmite cegueira, a outra lucidez.
2- Não esconda os problemas e as suas próprias dúvidas
Nada confere maior credibilidade, do que a verdade nua e crua exposta sem maquiagens, aliada a uma postura conscientemente crítica, sobre o projeto que se pretende desenvolver.
3- Clareza, objetividade e profundidade
Fuja das “bobagens”” corporativas. Analistas detestam essas inutilidades. No lugar disso, apresente um material que reflita organização, com muita objetividade e profundidade nos números tanto quanto nos conceitos aplicados ao negócio.
4- Coloque-se no lugar do seu interlocutor
Investidores sentem falta de diálogos e interlocuções, onde sejam compreendidos em suas responsabilidades como gestores de recursos de terceiros
Eles precisam prestar contas por suas decisões e vão responder pelos fracassos associados. Portanto, analisar um empreendimento que carrega transparência nas informações, e que considera a necessidade disso após a realização dos investimentos, sem dúvida alguma causará grande conforto.
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Lembre-se, apresentar uma possibilidade de investimentos não se trata de um exercício de convencimento, é antes de tudo um exercício de análise e julgamento em profundidade.
Abraços,
Gustavo Chierighini, da Plataforma Brasil

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