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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O poder da inovação e sua importância na cadeia de fornecimento e TI


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A busca pela inovação tem levado as empresas a lançar novas versões de produtos em prazos cada vez menores. Distribuidoras e revendas devem se atentar ao novo cenário.
Um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, Joseph Schumpeter, definiu inovação como o impulso fundamental que mantém em movimento a engrenagem da economia. Olhando por um lado mais amplo, a inovação permeia por todas as áreas, não só a econômica.
A palavra inovação pode ser entendida como o ato ou efeito de inovar, que por seu lado significa tornar novo, renovar, introduzir novidade.
No nosso caso em questão, vamos tratar da inovação na área da Tecnologia da Informação abrangendo toda a sua cadeia desde o fabricante até o usuário final, passando, obviamente pelos distribuidores e pelas revendas.
A parte inicial da cadeia tem um papel fundamental nesse processo de inovação, já que, no caso, os fabricantes necessitam buscar sempre inovações tecnológicas em seus produtos para fazer face não só aos desejos de seus consumidores, mas também para estar sempre à frente dos seus concorrentes.
Da parte dos fabricantes esse é um processo contínuo, pois a sobrevivência das empresas, mais e mais, depende da agilidade com que essas “novidades” chegam ao mercado, e as transformam, não só em lucro, mas também em reconhecimento do mercado. As empresas têm que constantemente se perguntar: como nossos produtos podem ser melhorados? O que podemos fazer de diferente? O que nossos concorrentes estão pensando e fazendo? Tudo isso leva à inovação tecnológica.
A ponta final da cadeia, ou seja, o usuário final também é um alimentador dessa engrenagem, pois está sempre à procura dos produtos mais avançados tecnologicamente. É o efeito da geração Y que está totalmente antenada em todas as novidades tecnológicas. Diríamos que isso já faz parte do DNA dessa geração. E, no futuro, podemos esperar muito mais da nova geração, a que vem sendo chamada de geração Z.
Eles fazem elogios, críticas e sugestões, utilizando-se, muitas vezes, das redes sociais (outra inovação tecnológica de maior repercussão nos últimos tempos), que ajudam as empresas a aprimorar os seus novos produtos e processos, além de ser um instrumento muito utilizado pelos próprios fabricantes para levar as “novidades” a seus potenciais compradores.
Hoje em dia, a busca pela inovação tem levado as empresas a lançar novas versões de seus produtos em prazos cada vez menores. Vejam o exemplo de tablets, onde um deles teve a sua 2ª versão lançada, poucos meses após o lançamento da 1ª. versão. Isso nos deixa a certeza de que, ao mesmo tempo em que um produto está sendo lançado, já há uma nova versão no forno para ser lançada o mais breve possível. Este é só um exemplo, mas vale para todos os produtos.
Só para efeito de comparação, há mais ou menos uns 15 anos, versões novas de PCs, levavam, por volta de três anos para serem atualizadas tecnologicamente.
Portanto, os Distribuidores e Revendas, que ficam no meio da cadeia de fornecimento, precisam sempre inovar, ser criativos para fazer levar ao usuário final no menor tempo possível todas as “novidades” lançadas pelos fabricantes.
É necessário inovar em seus sistemas internos (ERP, CRM, BI etc.), tê-los sempre atualizados, para que seus vendedores tenham as melhores ferramentas de vendas e marketing e possam, on line, dar informações detalhadas exigidas por quem está comprando. Isso vale também para o sistema de armazenamento de produtos (WMS), para que os produtos saiam o mais rápido possivel dos estoques. E, assim, também com os seus operadores logísticos para que estes façam chegar às mãos das revendas ou, mesmo, dos usuários finais, no menor prazo possivel.
Hoje, com o avanço da tecnologia, já se consegue acompanhar, em tempo real, a “viagem” dos produtos desde a saída do estoque até a sua chegada ao destino final. Um dos grandes desafios a serem superados neste processo de inovação contínua é o e-commerce, ferramenta muito pouco usada nas transações entre revendas e distribuidores, mas largamente usada pelos usuários finais. Não se deveria esquecer que a sua utilização é uma forma de redução de custo das operações.
Todas essas inovações têm um custo muito elevado e precisam ser muito bem controladas, pois os distribuidores e revendedores necessitam se antecipar a todas essas mudanças e capitalizar as muitas oportunidades que surgirem, mas ao mesmo tempo, entregar valor aos seus acionistas.
A velocidade atual das mudanças é muito grande e, com certeza, irá se manter acelerada no futuro. As empresas investem muito em P&D e estão cada vez mais ágeis no processo de inovação. A pergunta é: em que velocidade virão as novas mudanças? Em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos? Não sabemos. Temos que aguardar.
*Vladimir França é Diretor executivo da ABRADISTI

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