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sexta-feira, 22 de abril de 2011

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JBS: 70% das sinergias com Bertin já foram absorvidas

Após a aquisição da operação de carnes do Bertin, o JBS projetou sinergias de R$ 485 milhões. Desse total, 70% foram capturados em 2010. Os R$ 150 milhões restantes deverão ser absorvidos em 2011, segundo Jeremiah O'Callaghan diretor de relações com investidores da JBS.

A JBS espera um faturamento de US$ 40 bilhões para esse ano. Desse total, US$ 28 bilhões virão da receita dos Estados Unidos. No ano passado, a empresa registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 264 milhões. As perdas foram causadas pelo pagamento de uma multa aos debenturistas que apoiaram a emissão de debêntures conversíveis em ações nos Estados Unidos - sobretudo, o BNDES. As debêntures foram lançadas para bancar a compra da Pilgrim's Pride, uma das maiores processadoras de aves dos Estados Unidos - uma aquisição de US$ 2,8 bilhões, anunciada no final de 2009.

O compromisso com o BNDES e demais debenturistas era que, em troca da subscrição das debêntures, a JBS faria a abertura de capital de sua subsidiária americana ainda no ano passado. O plano, porém, não vingou - e a multa paga foi de cerca de US$ 300 milhões. Descontado esse pagamento, o lucro líquido da empresa foi de R$ 280 milhões, segundo a empresa.

A empresa tornou-se a maior processadora de carne bovina do mundo, ao adotar uma agressiva estratégia de aquisições de frigoríficos no Brasil e no exterior. Seguir o mesmo modelo no setor de aves aqui no Brasil, porém, não está nos planos da companhia, mesmo após a aquisição da Pilgrim's Pride.

"Não é nosso foco", disse Wesley Batista, presidente da JBS. Nos próximos anos, a empresa estará focada em crescimento orgânico e em expandir o negócio em produtos de maior valor agregado. A empresa não está olhando negócios no Brasil e não tem planos nesse sentido para esse ano, segundo Batista.

Tendo em vista o cenário propício ao consumo de produtos de maior valor agregado no Brasil, Batista destacou que a empresa já opera com algumas marcas, mas trabalha na entrada da marca Swift Black no país.

O produto já circula por aqui em proporção pequena. "Vamos crescer nele, é um nicho de mercado. Não é para grandes volumes". Nessa produção de carnes premium, a JBS tipifica a carcaça internamente "apesar de aqui não haver um sistema como nos Estados Unidos", segundo Batista.

A JBS Mercosul aumentou em 100.000 os clientes de distribuição direta em 2010. "Temos expandido de forma significante a distribuição no Brasil. Nós esperamos (em 2011) operar melhor que em 2010", disse Wesley Batista. A distribuição representou quase 1% na margem Ebitda. "Acreditamos que há espaço para agregar margem no nosso negócio vendendo mais direto e expandindo a distribuição", disse.

Cresce a participação de JBS, Marfrig e Minerva no volume de abates

No ano que passou, as três maiores empresas de carne bovina do Brasil, JBS, Marfrig e Minerva, foram responsáveis por 35,64% dos abates formais de bovinos do país. Em 2009, haviam alcançado, juntas, uma fatia bem menor, de 21,81% dos abates. O aumento do percentual reflete a concentração do segmento de frigoríficos, que se acirrou nos últimos dois anos, após a crise financeira global de 2008.

Em dificuldades, mais de uma dezena de frigoríficos de carne bovina do país pediram recuperação judicial, outros tiveram de se unir a empresas mais sólidas e alguns, ainda, acabaram arrendando ativos, afastando-se dos negócios.

Segundo o IBGE, em 2010 os abates formais de bovinos no país somaram 29,265 milhões de cabeças, 4,3% mais que no ano anterior. Num ano de oferta ainda escassa de matéria-prima, a avaliação de analistas é que parte desse crescimento também se deve à própria formalização do abate. Estimativas não oficiais indicam que o abate total - incluindo o informal - é de quase 40 milhões de bois por ano.

Em todo o ano passado, a JBS, maior empresa de carne bovina do mundo, abateu 6,48 milhões de bovinos no país. O número é bem superior (91,2%) aos 3,388 milhões de cabeças de 2009. A razão é a aquisição da Bertin Alimentos pela JBS, no último trimestre de 2009. Com isso, a fatia da JBS nos abates do Brasil atingiu 22,15% em 2010 - fora de 12% um ano antes, conforme cálculos baseados nos abates formais nacionais e nos da companhia antes da aquisição da Bertin.

Os números de abate da JBS em 2010 são estimados porque a empresa divulga os dados do Brasil junto com os outros países do Mercosul. Considerando todas as unidades do bloco - além de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -, o abate de bovinos da JBS em 2010 foi de 6,819 milhões de cabeças.

Segunda maior empresa de carne bovina do Brasil, a Marfrig também ampliou sua fatia nos abates brasileiros. No caso da companhia, isso ocorreu após o arrendamento de 12 unidades de abate de bovinos dos frigoríficos Margen e do gaúcho Mercosul, também no fim de 2009. Os abates saíram de 1,57 milhão em 2009 para 2,65 milhões ano passado. A participação no total foi de 5,6% para 9%, também de acordo com cálculos levando em conta os números divulgados pela companhia e pelo IBGE.

Outro grande produtor de carne bovina, o Minerva abateu 1,170 milhão de cabeças de gado no país em 2009. No ano passado, o número passou para 1,305 milhão, elevando a fatia da empresa no total nacional de 4,16% para 4,45%.

Os números mostram que ainda há pulverização nos abates no país, mesmo que a participação das maiores companhias seja expressiva, especialmente a da JBS. Mas a situação já foi diferente. Nos idos de 2005, antes da onda de abertura de capital do setor na bolsa - e quando já havia grande oferta de crédito no mercado para os frigoríficos -, a participação das empresas no abate era mais equilibrada.

José Vicente Ferraz, da Informa Economics FNP, estima que a fatia de cada uma das grandes ficava na casa de 12%. Naquela época, estavam entre as consideradas grandes, além da JBS, Bertin, Independência e Margen.

A mudança no cenário foi causada não apenas pela crise de 2008. A oferta elevada de crédito para o setor de frigoríficos acabou contribuindo para que algumas empresas entrassem em dificuldades, pois se alavancaram e ampliaram a capacidade de abate de bovinos no país num período de baixa de ciclo de produção de gado.

Essas vicissitudes levaram a uma verdadeira peneirada no setor, e a redução no número de players no mercado gerou, desde o início, o descontentamento de pecuaristas, que têm menos opções de venda. "A concentração reduz a força do pecuarista", avalia Ferraz.

O analista admite um lado positivo para os fornecedores: "Os grandes têm base financeira melhor. Não quer dizer que estejam imunes [a problemas], mas é mais difícil acontecer uma surpresa desagradável", afirma ele.

Uma fonte do segmento, que prefere não se identificar, afirma que a concentração gerou ganhos de escala e eficiência, o que permite preços mais vantajosos ao consumidor. "O mercado se concentra numa reação ao aumento dos custos de produção", resume.

O diretor-presidente do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, observa que o aumento da participação da companhia nos abates nacionais decorreu do crescimento orgânico, diferentemente das outras empresas que avançaram por conta de aquisições.

Queiroz faz uma ressalva: além dos próprios abates, o Minerva também adquiriu cortes bovinos de concorrentes no mercado para processamento no ano passado. Assim, diz, considerar apenas os abates pode gerar distorção. Na avaliação do executivo, a consolidação do segmento é positiva porque gera empresas mais sólidas e saudáveis financeiramente, além de mais competitivas.

James Cruden, diretor de operações da Marfrig, diz que além dos arrendamentos de Margen e Mercosul, a diminuição das operações de concorrentes também contribuiu para que a empresa elevasse seus abates. Ainda que o número de empresas no mercado tenha se reduzido, Cruden avalia que os pecuaristas não estão sem alternativas para vender. Além das três grandes, contam também com empresas regionais de menor porte.

Os números do abate de bovinos podem ser indicadores da concentração no setor, mas não são os únicos. Os dados de exportação de cada empresa também revelam muito. No ano que passou, a JBS foi a 15º no ranking dos exportadores do Ministério do Desenvolvimento. A Seara, da Marfrig, ficou em 29º, o Minerva em 32º, a Marfrig em 38º e a Bertin, da JBS, em 50º. É preciso considerar, porém, que as exportações incluem, além de carne bovina, outras carnes e itens (como couro e bovinos vivos) vendidos pelas companhias.

Pode se dizer que a estrutura da cadeia de produção da carne bovina no país se aproxima de um oligopsônio (número pequeno de compradores), mas o poder de mercado dos frigoríficos sobre os pecuaristas é moderado e não aumentou nos anos recentes, apesar da maior concentração no setor. Essa é a conclusão de estudo "O Oligopsônio dos Frigoríficos: Uma Análise Empírica de Poder de Mercado", do pesquisador Rodrigo Moita, do Insper, e da aluna de mestrado do instituto, Lucille Golani.

O estudo analisou a cadeia de carne bovina em São Paulo e avaliou se há poder de mercado utilizando informações sobre a produtividade marginal do boi gordo e dados mensais de preços por um período de 14 anos no Estado. Um dos objetivos dos pesquisadores foi mostrar se o aumento recente da concentração no setor de frigoríficos alterou o padrão de concorrência do setor.

Para testar a existência de poder de mercado, os pesquisadores usaram um modelo econométrico, contendo variáveis como preços mensais da carne de traseiro no atacado, preços mensais do boi gordo e estimativas sobre a produtividade do boi e a elasticidade-preço da oferta de matéria-prima.

A análise da cadeia produtiva mostrou que os produtores rurais - que fornecem bois - são muitos e distribuídos pelos principais Estados produtores. Os frigoríficos, por seu lado, são grandes e poucos e concentram suas plantas nos Estados produtores de bovinos e em São Paulo, maior mercado consumidor. Essas são características de uma estrutura de oligopsônio.

Utilizando preços mensais levantados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) entre julho de 1994 e dezembro de 2008 no Estado de São Paulo, os pesquisadores estimaram o que chamam de "modelo de conduta oligopsônica" no mercado. "Os resultados mostram forte evidência de poder de mercado moderado. Apesar de ter uma estrutura com potencial para o exercício de poder de mercado, os resultados mostram poder de mercado compatível com um oligopsônio. (...) Além disso, não identificamos um aumento do poder de mercado em anos recentes. O que indica que a onda de fusões e aquisições no setor frigorífico não teve reflexo na conduta das firmas", escrevem.

De acordo com Rodrigo Moita, o estudo mostrou semelhança entre o ritmo de alta do boi gordo e da carne durante o período analisado. "Imaginávamos um crescimento do preço da carne maior que o do boi gordo", disse. "Acreditávamos que haveria alguma distorção", reitera Lucille, cujo pai, pecuarista, sempre se queixou da relação comercial com os frigoríficos.

Segundo Moita, a expectativa era que "com a maior concentração do setor, o frigorífico obrigaria o produtor de gado a vender [animais] por preços mais baixos". Uma hipótese, diz o pesquisador, é que isso não ocorreu porque o setor buscou se preservar já que tinha sido alvo de investigação por formação de cartel e de processo no Cade. Outra razão para as margens do frigorífico não mostrarem crescimento, afirma ele, é o aumento da competição entre os grandes frigoríficos.

Lucille admite que a falta de dados semelhantes em outros Estados restringiu a pesquisa a São Paulo. Moita avalia que o resultado do estudo não seria muito diferente se considerasse outros Estados produtores de carne bovina porque São Paulo é uma região formadora de preços, portanto, relevante.

Ainda que o estudo não considere dados dos últimos dois anos, quando a concentração no setor se acirrou, Moita não acredita em alterações no resultado apontado pelo estudo. "O que se observou até 2008 é que o aumento da concentração não teve efeito no poder de mercado. Se seguir essa tendência que o estudo aponta, não deve haver alteração no cenário", conclui.

A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no Valor Econômico resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Dana White: faca, queijo e MMA nas mãos

Em 2001, os empresários Dana White, Lorenzo e Frank Fertitta fizeram grande negócio da China. Vislumbraram potencial no UFC - na época, quase falido - e o compraram por US$ 2 milhões. Encararam prejuízos, criaram regulamentos e lapidaram a prática de uma teoria em estado bruto. Pronto, em dez anos o patrimônio alcança embasbacantes US$ 2,5 bilhões, ou seja, mais de 1.250 vezes o investimento inicial. Foi como ganhar um prêmio da loteria quase diariamente.

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Graças a isso, diga-se de passagem, o esporte se profissionalizou e virou mania mundial. Mas neste entorno megalomaníaco, a voracidade de White em acabar com a concorrência é o que mais chama atenção nos últimos anos. O caráter predatório parece inerente para ter faca, queijo e controle total nas mãos. Será que há fundamento?

Ao adquirir os direitos do falido Pride, em 2007, utilizar lutadores no UFC e sepultar de vez o evento japonês - detinha a hegemonia de mercado até 2005 - White dava o primeiro passo centralizador. Na época, prometeu de alguma forma reativar o show. Mas, pouco depois, não tocou mais no assunto. Segundo ele, o ‘filme queimado’ dos escândalos da marca com a máfia japonesa foi o maior empecilho

No ano passado, a política declarada de agregar valores foi mais nítida na fusão do WEC (World Extreme Cagefighting). A franquia destinada às categorias até 70kg já nutria parceria com o chefão há alguns anos. Além dos leves, todos os lutadores galo (61kg) e pena (66kg) e os cinturões migraram ao UFC, que ainda não contava com as duas faixas de peso. O WEC sempre proporcionou combates movimentados e emocionantes. A prática da união já está valendo, mas ainda é preciso mais tempo para saber como a fórmula vai se adequar totalmente ao formato pragmático do UFC.

Dana White

Pela raiz? - Com o Strikeforce, concorrente mais direto, a aquisição mais surpreendente. O poder comercial e de audiência do show presidido por Scott Coker aumentava gradativamente nos últimos tempos, mas sequer incomodavam os calcanhares do Ultimate. Mesmo assim, Dana anunciou a novidade no mês passado. O motivo alegado foi novamente ‘juntar forças’. Mas, por fora, o Strikeforce tem (ou tinha) o trunfo que White ainda busca incessantemente para o UFC e que sempre tem apelo redobrado no mercado de qualquer esporte de combate nos Estados Unidos: a categoria peso pesado com talentos, regularidade e moral estabilizada.

Já previamente apalavrado com o ‘esquemão Ultimate’, o Strikeforce ainda terá autonomia de pelo menos dois anos. Com acordos que permitiam os atletas atuar em outras siglas, o evento sempre foi ‘porto seguro’ para os desafetos de Dana White. A lista inclui Fabrício Werdum, Paul Daley e Nick Diaz. Neste contexto, há ainda o ídolo russo Fedor Emelianenko, que mesmo com contratos atribulados e má fase na carreira, nunca quis ser picado pelo mosquito do UFC, mesmo com diversas investidas e propostas vistosas. White terá de mexer pauzinhos estrategicamente para alcançá-lo.

De forma implícita, o embate palavras x cifras é parte integrante da cultura esportiva atual. Mas muitas vezes segue tão incoerente quanto uma disputa entre galo x pesado. Em qualquer modalidade, negócio ou aspecto da vida profissional, só há evolução constante quando há concorrência franca. Para os fãs, resta saber que rumo o MMA vai tomar, além de torcer para que tudo não fique muito formatado e sem graça. Quem fica parado é poste.

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José Aldo vai pegar canadense no UFC 129

José Aldo vai pegar canadense no UFC 129: 'Eu já deveria ter lutado em janeiro'

21/04 às 20h20 Luiz Filipe Barboza

José Aldo, campeão dos penas do UFC. Foto de divulgação UFC

RIO - O melhor lutador de MMA do ano passado em todas as categorias do UFC volta enfim a subir ao octógono no dia 30. Longe do ringue desde setembro do ano passado, José Aldo superou nesse período uma hérnia de disco e uma lesão num dos ombros. O campeão mundial dos penas vai colocar seu cinturão em jogo contra o desafiante canadense Mark Hominick, na edição 129 do UFC, em Toronto, no Canadá.

- Ele é um cara que gosta de lutar em pé, mas tem um jiu-jitsu fraco - analisa, sem meias palavras, o campeão, de 24 anos, nascido em Manaus em 23 de setembro de 1986 e que tem 1,71m e 66kg.

Aldo está com saudade do octógono. Saudade declarada e assumida.

- Já devia ter lutado desde o começo do ano. Mesmo lesionado, eu queria ter lutado, mas fui convencido a não lutar - conta.

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A última vez que o campeão sentiu o gosto de um combate foi há mais de seis meses, em 30 de setembro de 2010. Na ocasião, defendeu pela segunda vez o cinturão dos penas contra o armênio Manvel Gamburyan. Venceu por nocaute. Ainda era campeão do WEC, divisão que reunía categorias mais leves e meses depois foi incorporada ao UFC. Com a fusão, tornou-se o primeiro campeão dos penas no UFC.

Ser campeão sem lutar o incomodava. Em fevereiro, durante o UFC 126, o da luta do século entre Anderson Silva e Vítor Belfort , Aldo admitia o desconforto com a situação nas entrevistas que concedia no Hotel Mandalay Bay, em Las Vegas.

- Eu sou campeão do UFC, o Dana White (presidente do UFC) afirmou e reafirmou isso. Mas quero lutar, quero defender meu cinturão para me sentir mesmo campeão - dizia Aldo.

Em 1º de janeiro, Aldo tinha marcada sua primeira defesa de cinturão desde que o WEC passou a ser UFC. Mas as lesões o fizeram desistir de enfrentar Josh Grispi. O rival de então foi derrotado e perdeu o direito de desafiar o campeão, privilégio que cabe agora a Hominick. Aldo, que tem uma história pessoal de superação sobre a infância pobre ( leia reportagem de outubro do ano passado ), terá o desafio de derrotar um canadense dentro do Canadá.

- Não vejo problema nisso, já lutei outras vezes na casa do adversário. Não escuto a torcida, o que escuto é o meu córner, as instruções do meu treinador. É no octógono que a gente vê quem é quem, não tem essa de torcida - diz o brasileiro, com cartel no MMA de 18 vitórias (12 por nocaute) e só uma derrota..

Quem é Mark Hominick

Aldo viaja para o Canadá na próxima segunda-feira. Se não liga para os torcedores que apoiarão Hominick, alimenta o desejo de se apresentar para sua gente, em agosto, no UFC Rio, cidade que escolheu para viver e treinar.

- Tudo depende dessa luta (em Toronto). Está tudo dentro do cronograma. Em geral, o lutador tem três meses para se preparar para um novo combate. Do fim de abril a agosto serão quatro meses. Deixo a decisão (de lutar ou não no Rio de Janeiro) na mão deles (os dirigentes do UFC) - diz, guardando esperanças de ser incluído no card do evento, marcado para o dia 27 de agosto na arena multiuso da Barra da Tijuca.

Mark Hominick. Foto de divulgação UFC

O desafiante de Aldo, Mark 'The Machine' (A Máquina) Hominick, já fez 28 combates na carreira. Venceu 20 e perdeu oito. Em entrevista ao site especializado americano MMA Junkie, Hominick, perto de completar 29 anos, confessou:

- Minha vida foi definitivamente virada de cabeça para baixo (desde que foi escalado para enfrentar José Aldo). Tem sido uma loucura. Eu realmente tenho tentado aproveitar o embalo. Em nenhum momento a minha vida foi tão movimentada e agitada. Estou pronto para ir lá no dia 30 de abril e sentir isso de dentro do octógono.

Pior para ele que do outro lado estará José Aldo, um campeão em grande forma. Nas últimas oito lutas, o manauara radicado no Rio venceu sete por nocaute e só uma por decisão dos juízes. Foi eleito o melhor peso-por-peso de 2010 e conquistou o prêmio de "nocaute da noite" por três vezes na carreira.

O card principal do UFC 129 terá as seguintes lutas:

Georges St Pierre x Jake Shields (meio-médio)

José Aldo x Mark Hominick (pena)

Vladimir Matyushenko x Jason Brilz (meio-pesado)

Randy Couture x Lyoto Machida (meio-pesado)

Mark Bocek x Ben Henderson (leve).

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