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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quais os ganhos do etanol de 2ª geração? Destaques

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Volume produtivo maior está entre os benefícios

Tecnologia não demandará área de plantio maior

Maior capacidade de produção de combustível – aliada a uma consequente alta no consumo - e controle das oscilações dos preços. Estes são alguns benefícios que o etanol de segunda geração, ou etanol celulósico – como também é chamado -, poderia proporcionar ao Brasil.

A constatação é de José Cabral de Sousa Dias, chefe adjunto de comunicação e negócios da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Segundo ele, o Brasil já sabe produzir este tipo de combustível, entretanto, o custo ainda é muito alto.

“Atualmente, o valor necessário para produzir o etanol celulósico em grande escala é o dobro do etanol convencional. Estamos pesquisando formas para tornar o uso desta tecnologia mais vantajosa”, afirma. Outro ganho apontado pela organização é o aumento da produção sem a necessidade da ampliação da área cultivável.

Segundo estimativas da Embrapa, o aproveitamento do bagaço e parte das palhas e pontas da cana de açúcar deve elevar a produção de álcool entre 30% e 40%, para a mesma aérea plantada. Para se ter uma ideia, na safra 2009/2010 o Brasil produziu 25,13 bilhões de litros do combustível.

E por falar em safra, é quando ela está em baixa que o brasileiro mais sente no bolso. Devido o período necessário entre uma colheita e outra, a escassez da cana de açúcar empurra o preço do combustível lá para cima.

No futuro – quando a tecnologia estiver em escala comercial – este combustível pode colaborar para manter os preços nas bombas estáveis, segundo Cabral. “Isso poderá acontecer pois haverá maior oferta do produto. Além disso, o bagaço da cana pode ser estocado para o período da entressafra, o que ampliaria o período produtivo nas usinas em até três meses”, afirma, fazendo referência ao período ativo das usinas, concomitante ao da safra.

O que é?

Além do bagaço da cana, resíduos como aparas de madeira ou sabugo de milho podem ser transformados em etanol. Essas matérias-primas são formadas por celulose e podem transformar-se em biocombustível quando submetidos a reações de hidrólise, um processo químico de quebra de moléculas.

Hoje, o bagaço da cana, por exemplo, é queimado para gerar energia às usinas de etanol. Com o uso da tecnologia, o material passaria a integrar a cadeia produtiva.

Cabral explica que é difícil prever em quanto tempo o etanol de celulose terá viabilidade econômica. Entretanto, destaca que em quatro anos a organização deverá ter boas respostas na pesquisa - que vem sendo realizada há três anos.

“Estamos trabalhando para viabilizar esta ferramenta. Esta tecnologia é de grande importância não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. Contamos com dez pesquisadores nesta empreitada”, finaliza.

ANTT revê seu papel a fim de melhorar serviço

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Mudanças começaram a ser organizadas em 2009, e a primeira etapa do projeto fica pronta em agosto com a implantação da central de monitoramento de resultados.

O papel da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é muitas vezes confundido com o de outros órgãos, como o DNIT e o DER. Esclarecer os cidadãos sobre as suas atividades é um dos grandes desafios que fazem parte do planejamento estratégico da agência - que é responsável pela regulamentação e fiscalização dos contratos de concessão de rodovias e de ferrovias do país.

Para auxiliá-la, a ANTT contratou o Instituto Publix e a consultoria Plano para traçar objetivos, definir indicadores, elencar prioridades e, por fim, implantar uma central de monitoramento de resultados.

Um dos primeiros frutos dessa parceria é uma cartilha que deverá ficar pronta dentro de um mês e será distribuída gratuitamente aos cidadãos. "A carta de serviços vai explicar não só as funções da ANTT, mas também como ela se relaciona e contribui com os usuários", conta Alexandre Borges, diretor do instituto.

"Em 2009, o presidente Lula disse que aquele era o ano da gestão pública no país, por isso a ANTT resolveu revisitar a sua missão, que até então tinha como objetivo harmonizar a agência e o setor de transportes. Nesse processo, ela viu que o usuário é o seu principal cliente e a razão de sua existência", diz Elizabeth Braga, superintendente de gestão da ANTT.

Segundo ela, no momento, todos os esforços estão concentrados na implantação da central de monitoramento de resultados. José Carlos Torquato, diretor da Plano, relata que o primeiro passo foi capacitar os funcionários e gestores para depois estruturar o sistema de monitoramento do desempenho dos projetos. "O intuito é dar ainda mais transparência à ANTT", afirma Torquato.

Quando a implantação for concluída, os gestores de cada programa serão responsáveis por alimentar o sistema. Em caso de atraso nos prazos, um sinal amarelo será acionado. "Isso vai ajudar muito as equipes a perseguir os seus objetivos", acredita Elizabeth.

"A cada três meses, serão feitas reuniões para mostrar os resultados e comentar o andamento dos projetos. Tudo será transmitido via intranet para todos os servidores poderem acompanhar", acrescenta.

Segundo Elizabeth, ao todo, foram traçados pela agência 21 objetivos estratégicos, 46 indicadores e 37 projetos imprescindíveis. Cada um deles se ramifica em vertentes distintas - como o que abrange a melhoria do marco regulatório e o aperfeiçoamento operacional.

Capacitação

De acordo com Elizabeth, da ANTT, o primeiro passo da capacitação foi estabelecer uma cadeia de valor para assegurar que todos participassem das mudanças.

Foram feitas 150 oficinas destinadas a gestores e à equipe técnica: "Todo mundo tem gostado muito das mudanças, pois vê o andamento dos processos. Acredito que foi queda de paradigma, porque os órgãos públicos não estão acostumados com novas maneiras de trabalhar. Isso vai ficar de legado para a agência".

Os benefícios a longo prazo serão sentidos pelos usuários de rodovias e ferrovias. Segundo Borges, da Publix, com o processo de trabalho definido, as fiscalizações e regulamentações serão mais eficazes. Isso significa que demorará menos tempo. "Trará mais qualidade para os cidadãos", analisa.

Mas esse processo de melhorias não tem prazo para acabar, lembra Borges. "É um processo que se retroalimenta. Quando se atingirem as atuais metas, novos objetivos serão traçados", afirma.

Por trás de todas essas mudanças, aponta Torquato, há uma transformação cultural. "É um grande benefício para toda a agência", acrescenta.


Melhoria dos processos internos da ANTT deve aprimorar qualidade dos serviços prestados pelo órgão

 
Por Brasil Econômico - Natália Flach

 
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Era do petróleo parece viver seus últimos 50 anos

Não é novidade que o petróleo no mundo está acabando, e previsões recentes apontam que teremos no máximo meio século de consumo deste combustível fóssil nas taxas atuais. Essa tendência naturalmente faz com que se preveja uma subida no preço. Uma estimativa do banco HSBC, na Grã-Bretanha, aponta que haverá um significativo aumento no preço do barril até que os bio-combustíveis se tronem correntes e economicamente viáveis.
O que eles indicam, na verdade, é o seguinte: já há condições materiais para que combustíveis alternativos (e aí se incluem não só os bio-combustíveis, mas também petróleo sintético extraído de carvão, que não é renovável) suplantem o petróleo. Mas isso só acontecerá quando o preço do barril do “ouro negro” ultrapassar 150 dólares.
Atualmente, o preço está em 115 dólares (baseado na última cotação Europeia). Pode parecer que ainda falta muito para chegar aos 150, mas é bom lembrar que esse mesmo preço era de apenas 74 dólares há menos de um ano. Essa situação é agravada com as constantes guerras no Oriente Médio, e ainda mais com os recentes conflitos no Norte da África, especialmente a Líbia. Estas agitações colaboram diretamente para a ascensão no preço do barril.
O relatório do HSBC afirma que a queda na disponibilidade de petróleo vai alterar o quadro geopolítico mundial. Aqueles que têm menos fontes naturais, ou acesso e recursos de extração, vão perder espaço no jogo de interesses econômicos mundiais. Nesse particular, quem deve sair perdendo é a Europa, que é altamente vulnerável e dependente da energia não-renovável extraída de outros lugares do mundo.
É por essa razão que está se investindo pesado em novas alternativas. Ainda assim, investimento maior ainda é para achar novas fontes de petróleo, ainda não exploradas. A bola da vez são terras remotas no norte do Canadá, quase no Ártico, onde parece haver uma grande reserva de areia betuminosa descoberta recentemente. [Live Science]