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domingo, 15 de maio de 2011

Kraft Foods revê estratégia de sustentabilidade até 2015

A Kraft Foods apresentou no final da semana passada uma nova estratégia de sustentabilidade, que vai levar a multinacional do sector alimentar a rever todos os seus processos de consumo de energia e água, emissões de CO2, área dos resíduos e redução de embalagens.

Assim, e até 2015, a Kraft prevê reduzir em 15% o seu consumo de energia e emissões de CO2 nas fábricas, assim como o consumo de água e resíduos. As metas incluem ainda um aumento em 25% do abastecimento sustentável de produtos agrícolas, a eliminação de 50 mil toneladas em material de embalagem e a redução de 80 milhões de kms na rede de transportes.

Todos estes valores têm em conta os dados de 2010 da Kraft.

David Croft, director de agricultura sustentável da Kraft Foods, explica aqui que a multinacional gasta 50 milhões de euros, todos os anos, para garantir que as suas cadeias de fornecimento de cacau são sustentáveis.

Ainda segundo a multinacional, em 2015 todos os seus produtos de café deverão ter 100% de origem sustentável.

De acordo com a imprensa internacional, é a primeira vez que um plano de sustentabilidade da Kraft inclui as marcas Cadbury e LU, compradas em 2007.

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China quer absorver conhecimento brasileiro em petróleo e RH Chineses não querem apenas investir em infraestrutura no País, mas absorver conhecimentos, diz diretor de agência chinesa

A China está interessada não só em investir em estradas, ferrovias e outros projetos de infraestrutura no Brasil, mas também em absorver conhecimento brasileiro no setor do petróleo e recursos humanos, afirmou na sexta-feira Liu Zuo Zhang, diretor geral da Agência de Promoção aos Investimentos da China (Cipa, na sigla em inglês), órgão pertencente ao Ministério do Comércio chinês. Ele participou de um evento para empresários chineses realizado na Federação da Indústrias do Estado da São Paulo (Fiesp), em São Paulo.

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Chineses pedem esclarecimentos sobre terras e incentivos
Liu, que acompanha uma delegação de 50 empresários da China, de diversos setores da economia, agora viaja a Brasília, onde os chineses terão encontros com autoridades brasileiras. “A China ainda precisa conhecer melhor o Brasil e está disposta a investir no País,” afirmou.

Segundo ele, os investimentos chineses no exterior vão “aumentar muito nos próximos anos” e, no Brasil, os planos incluem investimentos em estradas, ferrovias e diversos projetos de infraestrutura. “Mas buscaremos também transferência de know-how no setor de petróleo e em recursos humanos”, acrescentou.

O modelo do investimento chinês no Brasil será o mesmo dos outros países, acrescentou Liu, “baseado em uma relação de ganha-ganha, tanto na teoria, como na prática.”

Segundo Liu, atualmente a China tem 12 mil empresas no exterior, que empregam 45 mil estrangeiros e investiram US$ 90 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões) em 88 países apenas no ano passado.

Despesa de trabalhador é maior no Itaim

FELIPE VANINI BRUNING
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O cardápio é comum: salada, arroz, feijão e carne. Mas o preço do quilo em restaurantes populares pode atingir R$ 49,90 nas regiões da Berrini, Itaim e Faria Lima.

Em alguns estabelecimentos, cobra-se taxa de serviço de 10%, ainda que o cliente se sirva sozinho.

Uma vaga para mensalista em estacionamentos do novo centro financeiro da cidade pode custar até R$ 400. "Acabo tendo um custo fixo maior do que o de quem trabalha em outras regiões", diz Vanessa Fernandes de Oliveira, gerente comercial do Itaú Personalité do bairro Jardim Paulista.

Ela recorre a um estacionamento informal, uma vaga de garagem de uma moradora da região, e paga R$ 250 por mês. Já o tíquete de refeição de Vanessa, no valor de R$ 310 por mês, dura apenas duas semanas.

"A vantagem é que aqui as oportunidades profissionais são melhores", justifica ela.

A distância entre o valor médio pago pelas refeições e os tíquetes concedidos pelas empresas é grande. A refeição calculada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert), que inclui um prato de 500 gramas, bebida, sobremesa e cafezinho, custa R$ 21,11.

A média de tíquete que o trabalhador brasileiro recebe, por sua vez, é de R$ 10.

"Houve acréscimos significativos de 2010 para cá no preço das refeições. Essa é uma razão para as empresas valorizarem o preço do tíquete", afirma Roberto Baungartner, diretor de relações institucionais da Ticket, empresa de benefícios.

Eduardo Lisboa, proprietário do restaurante Tembuí, próximo da Faria Lima, afirma que os próprios estabelecimentos têm buscado alternativas para os aumentos, como convênios com empresas e opção de preço fixo para clientes que comem mais.

Além de almoço e estacionamento, o cotidiano do trabalho contempla gastos como cafezinho, happy hour e cabeleireiro.

Muitas funcionárias aproveitam o horário de almoço para dar uma escapada ao salão de beleza.

No caso do cafezinho, uma opção é aproveitar o oferecido pelo escritório. "Se você cortar um cafezinho de R$ 3 por dia, vão sobrar R$ 60 no final do mês", aconselha o consultor de finanças pessoais Mauro Calil.

O happy hour pode ser substituído, eventualmente, pelo uso das redes sociais. "O principal do happy hour não é a cervejinha, mas o networking", afirma Calil. "Abusar das redes sociais é uma saída nessa hora."

O alto custo também bateu no topo da cadeia corporativa. "Uma refeição com entrada e prato principal é 20% mais cara em São Paulo do que em Paris", afirma o executivo francês André Guyvarch, presidente da Bombardier Brasil.

"O trabalhador tem de levar em conta os custos do trabalho na hora de aceitar uma proposta de emprego nessas regiões", diz Calil.

"Tudo é muito mais caro. E também devem ser incluídos os gastos que vão ter com o vestuário, que costuma ser mais formal."