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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carano vs. Cyborg HD Quality Complete Fight / Post-Fight Interview

ANTT regulamenta pagamento de fretes rodoviários aos caminhoneiros auton...

Brasil escapa dos cortes no HSBC e contrata gerentes

Autor(es): Adriana Cotias e Vanessa Adachi | De São Paulo
Valor Econômico - 16/05/2011
 
Conrado Engel, o presidente do banco HSBC no Brasil, chegou na sexta-feira de Londres e foi direto do aeroporto de Cumbica para a reunião diária da diretoria às 8h30, no escritório da Brigadeiro Faria Lima, corredor financeiro em São Paulo. Recuperando-se de uma cirurgia recente na coluna e "vestido" com o inseparável e incômodo protetor cervical, o executivo só se queixa da impossibilidade de carregar a própria mala. Mesmo assim, foi à sede inglesa na semana passada para participar do encontro do banco com analistas e investidores, o chamado "Strategy Day", e tinha pressa na sexta em contar aos colegas sobre o que foi dito por seus superiores.
Conforme narra Engel, apesar de o novo presidente global do HSBC, Stuart Guliver, ter anunciado a redução e até a saída do negócio de gestão de recursos e de varejo em mercados pouco rentáveis como o russo, o Brasil aparece entre as nações que passaram pelos filtros estratégicos do grupo para alocação de capital. Em fevereiro, numa visita ao país sem aparições públicas, Guliver deu sinal verde para a subsidiária ampliar a estrutura comercial.
Engel conta que serão contratados neste ano mil novos gerentes para atender o varejo de alta renda e o segmento de pequenas e médias empresas, um incremento de pouco mais de 15% sobre a força de vendas atual. Com isso, avalia, será possível reduzir o número de clientes atendidos por gerente de uma média de 500 para algo entre 250 e 400.
Os cerca de US$ 500 milhões em dividendos gerados pela operação brasileira em 2010 não foram remetidos à matriz neste ano, para reforçar a estrutura de capital. "O Brasil foi eleito como um dos mercados "top" onde o HSBC quer ter presença relevante, quer ser mais forte, em 20 ou 30 anos", diz Engel. Nessa avaliação pesaram o potencial de o país figurar entre a quinta e a sétima maiores economias do mundo, beneficiado pelo chamado bônus demográfico - com o grosso da população economicamente ativa -, pela mobilidade social, além de ser um mercado que se abriu para o mundo.
A corrente de comércio e de investimentos Brasil-China é um dos exemplos de interconectividade de que o HSBC quer se valer, aproveitando-se da sua presença global, diz Engel. Do fluxo com a China, de US$ 64 bilhões no ano passado, ele diz que 7% passaram pelo HSBC em operações de fechamento de câmbio, de financiamento ao comércio ou de transferências para investimentos. De janeiro a março, o banco ficou com uma parcela de 8,15% dos US$ 16 bilhões transacionados e a projeção para 2011 é alcançar uma fatia de 10% dos US$ 70 bilhões previstos. Não por outra razão, o banco tem executivos brasileiros em Xangai e chineses trabalhando aqui.
O fato de o Brasil aparecer entre os países prioritários para o grupo não significa alguma grande virada estratégica para competir com os grandes nomes do varejo local, como Bradesco e Itaú. A ideia é seguir a toada do grupo inglês em outros mercados, onde o HSBC costuma ter, na média, fatia de 7%, sendo relevante no varejo apenas no Reino Unido e em Hong Kong.
Mesmo assim, as metas combinadas de Brasil e México preveem gerar, até 2013, US$ 1 bilhão de resultado com o negócio de varejo, US$ 900 milhões no segmento de pequenas e médias empresas e US$ 1,1 bilhão com empresas globais. Hoje, o Brasil responde por 6% dos resultados globais.
Por aqui, mercado em que detém uma participação de 7% dos depósitos, há cerca de um ano e meio o HSBC redirecionou o seu foco para as segmentações de alta renda e de pequenas e médias empresas, além das grandes companhias. A instituição deixou de buscar clientes por meio do braço de financiamento ao consumo, a promotora de vendas Losango, e passou a usar esse canal para reforçar a carteira de clientes empresariais. A instituição também interrompeu a compra de carteiras de crédito consignado - tinha parceria, por exemplo, com o Banco Schahin, recém-adquirido pelo BMG - e diminuiu o passo no financiamento de veículos. Esses dois negócios apareceram na apresentação a investidores em Londres do executivo Emilson Alonso, que comanda a região da América Latina e Caribe, como portfólios a serem "racionalizados".

Lucro líquido da BRF Brasil Foods no primeiro trimestre de 2011 foi de R$ 383 mi

A BRF Brasil Foods fechou o primeiro trimestre de 2011 com lucro líquido de R$ 383 milhões, valor 527% superior ao mesmo trimestre do ano anterior, reflexo da performance operacional alcançada no período. O EBITDA chegou a R$ 816,4 milhões, com margem de 13,6%.

A receita líquida foi de R$ 6 bilhões, 19,3% superior ante o primeiro trimestre de 2010. O lucro bruto atingiu R$ 1,5 bilhão, o que representa crescimento de 37,4%, com margem de 25,7%. Respaldadas pelo ambiente macroeconômico favorável, as vendas no mercado interno aumentaram 20,4% e somaram R$3,6 bilhões. Em volumes, o crescimento chegou a 13%.

A demanda mundial por proteínas contribuiu para a expressiva retomada de desempenho no mercado externo. A receita com exportações chegou a R$ 2,4 bilhões, cifra 17,7% superior quando comparada ao primeiro trimestre do ano passado mesmo com o real apreciando-se 7,5%, acumulando 549,9 mil toneladas.

Os investimentos da BRF entre janeiro e março deste ano totalizaram R$ 278 milhões. Os recursos foram direcionados para projetos de melhoria, reposição e produtividade. As maiores parcelas destinaram-se a unidades de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Centro-Oeste, além da cadeia de logística e de suprimentos. O ritmo de aplicação dos recursos CAPEX segue aquém do planejado, enquanto a companhia aguarda o julgamento do CADE.

A importância de ter experiência na sua área antes de empreender

A importância de ter experiência na sua área antes de empreender

Não sabíamos que sabíamos

Non ducor duco (Não sou conduzido, conduzo)
Por Decio Michellis Jr.* – Antes da publicação do “1º Inventário de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (GEE) Diretos e Indiretos do Estado de São Paulo – Período 1990 a 2008”, 20 de abril de 2011, na sede da Cetesb/SMA, não sabíamos que sabíamos (apenas suspeitávamos) que o estado de São Paulo era uma exemplar economia de baixo carbono.
Destaco do mesmo o seguinte texto: “(…) as emissões de GEE e o PIB do estado de São Paulo e do Brasil, conclui-se que a economia do estado de São Paulo, responsável por 33% do PIB nacional, emite 6,5% das emissões totais do país. Em outras palavras, para cada mil reais produzidos no país, são emitidos 0,72 tCO2eq, enquanto no estado de São Paulo, a mesma produção, corresponde a 0,14 tCO2eq, o que equivale a 20% do indicador nacional”.
Entre 2005, ano base para definição das metas de redução, e 2008, o aumento de emissões foi de 7%. Responsável por cerca de 57% das emissões de GEE no ano de 2005, o setor energético tem sua maior emissão nos transportes (55,3%), devido principalmente ao emprego de combustíveis fósseis, seguido pela emissão das indústrias (30,1%).
Em 2005 o estado de São Paulo emitiu 139.811 GgCO2eq, contra 2.192.602 GgCO2eq do Brasil para o mesmo ano, ou seja, apenas 6,4% do total de emissões do Brasil. O grande desafio que se apresenta agora é como o estado de São Paulo materializará a meta de redução global de 20% (vinte por cento) das emissões de dióxido de carbono (CO2), relativas a 2005, em 2020.
Apesar do comprometimento da indústria brasileira com a manutenção de sua competitividade em um ambiente de baixo carbono, aparentemente estamos acomodados com este cenário altamente promissor – deitado(s) eternamente em berço esplêndido – Ooops! Precisamos ter maior gestão da defesa do interesse do setor produtivo e mais articulação política para:
i. Participar ativamente na elaboração da projeção das emissões para 2020, assim como no detalhamento das metas de eficiência setoriais, tendo por base as emissões de gases de efeito estufa inventariadas para cada setor e parâmetros de eficiência que identifiquem, dentro de cada setor, padrões positivos de referência das ações para alcançar o objetivo expresso a serem dispostos em futuros decretos;
ii. Identificar os benefícios Smart (specific, measurable, achievable, relevant and time-bound – específico, mensurável, atingível, relevante e oportuno) para o setor produtivo no detalhamento das metas de eficiência setoriais e nas definições dos padrões positivos de referência;
iii. Incentivos Já com desoneração fiscal e tributária para uma economia mais limpa com políticas energéticas e climáticas que criem vantagens competitivas numa economia de baixo carbono. Estados que não concedem incentivos fiscais estão empobrecendo e enfrentam sérias dificuldades pela falta de atração de investimentos, o que impede a circulação de riquezas e atrofia o consumo (para cada R$ 1,00 de incentivo concedido, o retorno é de até R$ 7,00, diretamente na economia).

Regimes Tributários Especiais -
 Desoneração tributária para toda a cadeia produtiva de tecnologias de baixo carbono, incluindo prestadores de serviços ligados à execução das instalações: redução ou isenção de tributos como PIS/Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Criando uma plataforma de produção de tecnologias limpas de baixo carbono, combinando economia e meio ambiente, com marcos regulatórios seguros e estáveis, sem risco de descontinuidade por motivos macroeconômicos, independente de espaço fiscal ou da necessidade do resultado fiscal ou meta mais elevada de superávit primário das contas do setor público no curto prazo.
iv. Não aumento de custos e tributos. São necessárias regras claras de longo prazo que darão à confiança para que os investidores públicos e privados façam a sua parte com relação a energias limpas, mudanças climáticas e a proteção do Brasil e do planeta.
v. Respeito as tendências macroeconômicas energéticas: Precisamos de mais produção, maior eficiência, mais incentivos. E isso significa abrir novas áreas submarinas para o desenvolvimento do petróleo e do gás do pós e pré-sal, com aumento compatível com a oferta de GN na substituição de combustíveis mais poluentes – diesel, gasolina, óleo combustível, etc.; investimento em biocombustíveis e tecnologias limpas de carvão; queima de resíduos sólidos com cogeração de energia elétrica, vapor e créditos de carbono, fontes alternativas, geração distribuída e microgeração.
vi. Garantir que as reduções de emissões já realizadas de maneira voluntária pela indústria sejam consideradas no estabelecimento de novas metas.
vii. Garantir que os mecanismos de incentivo financeiro para uma economia de baixo carbono estejam disponíveis antes da implementação do cumprimento das metas.
viii. Inserir um cenário complementar da avaliação das emissões no consumo (offshored emissions), contando as importações, exportações e o transporte internacional, apurando o real valor das emissões brasileiras. De acordo com o Protocolo de Quioto, as emissões são designadas para os países que as produziram. Focar no consumo em vez de na produção das emissões (medir as emissões no consumo em vez de na produção) é a única solução inteligente e ética.
“Eu produzo, você compra, nós poluímos” - Exportamos grande quantidade de bens para todo o mundo, enquanto guardamos os resíduos e a degradação ambiental para nós. Isto significou mais perda da cobertura vegetal, mais contaminação, mais gastos em saúde, mais empregos no agronegócio e em novas indústrias e uma conta energética maior. O meio ambiente piorou porque muitas indústrias potencialmente contaminantes, como as do ferro, aço, cimento e da construção, se mudam dos países industriais para o Brasil. A mudança das indústrias também é a mudança dos contaminadores mundiais. Os países ricos têm cada vez menos pressão ambiental e o Brasil tem cada vez mais. Os dados de emissões de CO2 acumuladas per capita demonstram que os países ricos têm maior responsabilidade nas mudanças climáticas. Eles causaram o problema e também devem assumir a maior parte do custo das soluções.
ix. Criar mecanismos de proteção contra a importação de produtos com pegadas de carbono maiores do que as dos fabricados pela indústria brasileira. Levar em conta as importações (offshored emissions – algo como emissões estrangeiras) tornará o sistema de medida mais complexo o seu funcionamento, mas qualquer desafio de medição seria ultrapassado se houvesse vontade política. A justiça demanda que o poluidor definitivo pague por sua parte. É possível levar o consumo em conta, como, por exemplo, adotando taxas de fronteira na transferência de emissões de CO2.
x. Adoção de práticas e ações de mitigação e adaptação climática convergentes com o interesse nacional. O Brasil nunca será bom para a estabilidade climática e sustentabilidade socioambiental global se não for bom primeiro para o brasileiro que mora aqui!
Agora que conhecemos os inventários de emissões de carbono nacional e paulista, podemos avaliar as ações no novo e possível cenário de restrições das emissões. Saber com antecipação qual é a nossa posição e poder planejar com calma as ações de mitigação e ou compensação pode ser a diferença entre continuar a crescer ou ter de botar o pé no freio da produção e nas exportações. A divisa no brasão da cidade de São Paulo “Non ducor duco” quer dizer “Não sou conduzido, conduzo” e, valoriza o esforço das ações desenvolvidas pelos paulistas na busca da liderança no estado e no país, sendo uma fonte de inspiração para todos nós.

* Decio Michellis Jr é diretor de Energia do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e assessor especial de meio ambiente da Rede Energia

DHL Express apresenta frota "Verde" no Brasil


Novos veículos reduzirão as emissões de CO2 em cerca de 10% até 2014. Este compromisso local faz parte de uma iniciativa global do programa GoGreen do Deustch Post DHL.

A DHL, empresa líder mundial em logística, está implantando também no Brasil, sua frota “verde”, com veículos que ajudarão a reduzir a emissão de CO2 e o seu impacto no meio ambiente. A nova frota da DHL Express, que vem crescendo a cada ano, irá sumarizar um aumento de 30% no número total de veículos desde 2008, e está mais padronizada, com veículos bicombustíveis (Etanol e Gasolina) e também movida a biodiesel, para carros de maior porte. Os carros são equipados com todos os opcionais, telas de proteção e porta reforçadas, e ainda serão rastreados pela tecnologia de telemetria, que monitora as ações do veículo, como velocidade média e caminho percorrido. Devido à alteração na escolha da engenharia do motor, de 1.8 para 1.4, e da redução no consumo de combustíveis, sem que haja perca da potência dos carros, a DHL Express acredita que a nova frota propiciará um avanço significativo na redução da emissão de CO2, com uma redução total de 10% das emissões até 2014.
“A sustentabilidade, em especial a redução das emissões de carbono, é um aspecto central do nosso negócio e parte integrante de nossa estratégia corporativa. Como líderes mundiais em logística, estamos na posição ideal para fomentar a proteção ao clima com o fim de preservar o meio ambiente para as futuras gerações”, diz Frank Appel, CEO do Deutsche Post DHL. “À medida que os clientes de todo o mundo exigem processos logísticos cada vez mais verdes, os procedimentos de um negócio sustentável e as iniciativas como a que estamos lançando hoje melhoram a rentabilidade do nosso negócio” diz.
O investimento multimilionário em veículos modernos e ecologicamente amigáveis - híbridos, elétricos ou modificados aerodinamicamente - é parte da estratégia do programa global GoGreen do Grupo Deutsche Post DHL, que tem o objetivo de melhorar as emissões de carbono da empresa em todo o mundo em 30% até o ano de 2020, em comparação com os níveis identificados de 2007.
“Nossos investimentos em novos veículos apóiam uma economia de maior eficiência energética e de baixa emissão de gases poluentes. A DHL Express sabe do compromisso assumido com o meio ambiente, e por isso preocupa-se em transitar com veículos ecologicamente aprovados” diz Joakim Thrane, Presidente da DHL Express para o Brasil.
A frota verde também está presente em outras grandes cidades do mundo, como Nova Iorque, que recebeu recentemente novos veículos híbridos e elétricos, uma mudança que se alinha com o plano do prefeito Michael R. Bloomberg para reduzir as emissões de carbono em toda a cidade, e que permite à DHL atender os clientes com soluções sustentáveis e maior eficácia na utilização dos recursos.
No último ano, a DHL atualizou seus veículos de distribuição em todo o mundo, incluindo vários países europeus e asiáticos, bem como México, Colômbia, Equador e Paraguai no continente americano. Além de otimizar a frota da rede, os pilares do programa GoGreen do Deutsche Post DHL são a melhoria da eficiência energética dos edifícios, a aplicação de tecnologias inovadoras, mobilização dos trabalhadores e a participação dos subcontratados e clientes.
A DHL foi a primeira empresa de logística do mundo a oferecer um serviço de distribuição livre de carbono, enquanto as emissões de CO2 produzidas pelas viagens são compensadas por meio do apoio a vários projetos externos de proteção ao clima. Os clientes que optam pelo envio GoGreen recebem uma declaração de que seus envios são neutros em emissão de CO2 , o que agrega valor à cadeia produtiva.
Em 2010, a DHL enviou milhões de postagens GoGreen em todo o mundo, incluindo cartas, pacotes e entregas urgentes. As emissões de CO2 dos envios GoGreen se compensam em 100%, com os investimentos em projetos externos de proteção ao clima em todo o mundo.
Sobre a DHL
A DHL é líder no mercado global de logística e entrega expressa internacional, especializada em fornecer soluções inovadoras e personalizadas a seus clientes. A DHL oferece serviços e experiência em frete expresso, aéreo e marítimo, transporte terrestre, soluções de logística, bem como serviços postais internacionais, aliados à cobertura mundial e profundo conhecimento dos mercados locais. A rede internacional da DHL conecta mais de 220 países e territórios no mundo todo. Mais de 275 mil funcionários se dedicam a prestar serviços com agilidade e confiança que superam as expectativas dos clientes. A DHL faz parte do Deutsche Post DHL, que gerou receita de cerca de 51 bilhões de euros em 2010. Visite http://www.dhl.com para mais informações.
Sobre Deutsche Post DHL
O Deutsche Post DHL é o grupo líder mundial em serviços de correio e logística. As marcas Deutsche Post e DHL representam um portfólio único em serviços de logística (DHL) e comunicação (Deutsche Post). O Grupo oferece a seus clientes produtos padronizados às suas necessidades, bem como soluções inovadoras e customizadas de marketing de relacionamento a cadeia de suprimentos industrial. Cerca de 470.000 colaboradores em mais de 220 países e territórios formam uma rede global com foco em serviços, qualidade e sustentabilidade. O Grupo está comprometido com a responsabilidade social, com programas nas áreas de proteção ao clima, gestão de desastres e educação. Em 2010, a receita do Deutsche Post DHL superou 51 bilhões de euros.

Panamericano quer elevar atuação no financiamento de carro zero km


Banco teve lucro de R$ 76,1 milhões no 1º trimestre; carteira de crédito caiu.
Diretor prevê retomada da concessão de crédito no fim do 1º semestre.

Do G1, em São Paulo
O Banco Panamericano quer elevar a sua atuação no mercado de financiamentos de veículos novos. O diretor superintendente da instituição, José Luiz Acar Pedro afirmou nesta segunda-feira que este segmento representa cerca de apenas 1% dos empréstimos concedidos para a compra de veículos.
Hoje, o principal mercado de atuação do Panamericano é o financiamento de veículos seminovos e usados. “Vamos focar no também no veículo zero para ter uma participação um pouco mais relevante nesse segmento”, disse o diretor, durante teleconferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2011.
Apesar do lucro, a carteira total de crédito do banco era de R$ 10,2 bilhões ao final do primeiro trimestre, ante R$ 13,3 bilhões em dezembro de 2010.
"A redução da carteira no trimestre se deveu, sobretudo, à cessão de direitos creditórios no valor de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para o FGC (Fundo Garantidor de Crédito)", informou o banco em comunicado aos acionistas. Segundo Pedro, essa operação já estava prevista dentro do acordo que definiu a venda da participação do Grupo Silvio Santos no banco para o BTG Pactual. Ainda de acordo com o executivo, dos R$ 3,5 bilhões cedidos, o BTG Pactual ficou com o equivalente a 80%.
De acordo com a diretoria do banco, a queda também foi influenciada pelo cenário macroeconômico e pela decisão da administração de rever e aperfeiçoar as regras de concessão. .
O diretor superintendente do Panamericano disse que o banco espera retomar o ritmo de concessão de crédito "até o final do semestre". O executivo preferiu, porém, não fazer projeções sobre os resultados do Panamericano em 2011. "Ainda é cedo para falar de resultados, ainda estamos fazendo revisão dos processos e produtos. Mas a perspectiva é de manter o crescimento das atividades para, consequentemente, o resultado ir acompanhando", disse.
O banco prevê ainda o aumento da representatividade do crédito consignado na carteira do banco, que hoje responde por 20% de suas operações. A nova diretoria do banco, que tomou posse no último dia 6, pretende ainda lançar novos produtos.
Pedro explicou ainda que uma nova comparação entre resultados do banco só será possível em dezembro. Segundo ele, não é possível reconstiuir os dados anteriores a novembro de 2010. No ano passado, o Panamericano foi alvo de escândalo contábil que revelou um rombo nas contas de R$ 4,3 bilhões.
"A base de comparação com período anteriores está comprometida, são números que não têm consistência", disse.
Financiamentos e cartões
O crédito para pessoas físicas correspondeu 88% da carteira retida no trimestre, com destaque para o setor de financiamento de veículos, onde foram concedidos R$ 985,9 milhões em novos financiamentos: R$ 329,5 para veículos leves, R$ 284,9 milhões para motos e R$ 371,5 milhões para veículos pesados.
O banco está presente em 25.802 concessionárias e revendedoras de veículos novos e usados, onde atua através de 1.102 contatos comerciais, entre próprios e terceiros.
O Panamericano também aposta no crescimento da sua atuação no mercado de cartão de crédito. No 1º trimestre, o banco contabilizou a emissão de 292,6 mil novos cartões, nas bandeiras Visa e MasterCard. Segundo a diretoria do Panamericano, a base de contas cresceu 5,2% no período, atingindo volume total de 2,29 milhões de contas.
Em abril, o Panamericano lançou no mercado, em parceria com a MasterCard e a Rêv Worldwide um cartão pré-pago multiuso, que pode ser usado para compras em toda rede MasterCard, além de oferecer funcionalidades de saque e transferência. 

Entrega da escrituração fiscal digital adiada para 15 de agosto.

A Secretaria de Fazenda (Sefa) publicou nesta segunda-feira, 16, no Diário Oficial do Estado (DOE), a Instrução Normativa (IN) número 10, alterando o prazo de entrega dos arquivos de Escrituração Fiscal Digital (EFD) para os contribuintes obrigados ao uso a partir de janeiro deste ano para o dia 15 de agosto. “Os contribuintes que iniciaram sua obrigatoriedade à EFD em janeiro de 2011, poderão, excepcionalmente, entregar os arquivos digitais referentes aos meses de janeiro a julho de 2011 até o dia 15 de agosto de 2011”, informa a IN. Anteriormente, a previsão legal de entrega dos arquivos referentes a janeiro a abril era o dia 15 de maio.
A Instrução Normativa prevê, ainda, que os contribuintes  poderão entregar os arquivos digitais referentes aos meses de janeiro a outubro de 2011 até o dia 1º de dezembro de 2011, “desde que comprovem a substituição de todos os seus equipamentos Emissores de Cupom Fiscal (ECF) que não possuam recursos de Memória de Fita Detalhe - MFD por ECF com esse recurso, conforme art. 410 e 419 do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - RICMS-PA, aprovado pelo Decreto nº 4.676, de 18 de junho de 2001”.
Para ter direito a prorrogação até dezembro, é necessário comprovar a substituição dos equipamentos e formalizar o pedido junto à Secretaria de Estado da Fazenda, até o dia 31 de julho de 2011, contendo cópia dos formulários de pedido de uso e cessação de uso de ECF e indicação do número dos respectivos processos. Hedylamar Beckmann, Coordenadora da Célula de Avaliação e Controle de Automação Fiscal, informa que o novo prazo foi concedido em atendimento ao pedido feito pelas entidades empresariais paraenses, junto ao secretário da Fazenda José Tostes Neto.
Ela alerta que a partir de janeiro de 2012, a obrigação de entrega dos arquivos digitais se estenderá a  todos os contribuintes do ICMS, exceto os  optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional). Então é necessário se organizar desde já para a nova obrigatoriedade.
A  não entrega dos arquivos digitais levará o contribuinte à situação de  ativo não regular. O contribuinte torna-se ativo não regular em caso de inadimplência  pela falta de duas de Escrituração Fiscal Digital  (EFD) no período de 24 meses.
A  EFD trabalha com informações em meio digital necessárias à apuração do imposto referente às operações e prestações realizadas pelo contribuinte, bem como outras informações de interesse do fisco.  E  substitui  a escrituração em papel dos  livros fiscais de Registro de Saídas, Registro de Entradas, Registro de Inventário e Registro de Apuração do ICMS e do documento de Controle de Crédito do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) do Ativo Permanente, que deverão apresentar esses livros fiscais em formato digital. 

São obrigados à Escrituração Fiscal Digital os contribuintes listados no Anexo Único da IN 08/2011. A  obrigatoriedade se estende aos estabelecimentos que pertençam a grupo empresarial já obrigado.  Os demais contribuintes, localizados em território paraense, e  ainda não obrigados à Escrituração Fiscal Digital e que desejarem aderir de forma voluntária deverão enviar  requerimento à Diretoria de Fiscalização/Célula de Avaliação e Automação Fiscal da Sefa.
A Escrituração Fiscal Digital (EFD) faz parte do projeto Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) instituído em 2007, e consiste na modernização da sistemática do cumprimento das obrigações acessórias, transmitidas pelo contribuinte às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores. A Escrituração Fiscal Digital utiliza a certificação digital para fins de assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo, assim, a validade jurídica na forma digital.

O arquivo da Escrituração Fiscal Digital deverá ser enviado até o 15º dia do mês subsequente ao mês de apuração.  Para informações adicionais procurar as unidades fazendárias, ou telefonar para o Call Center Sefa 0800725.5533.
Ana Márcia Souza - Ascom Sefa

Recife recebe profissionais de marketing incentivo

O Recife recebe neste fim de semana a vista de um grupo de 18 participantes da AMPRO - Associação de Marketing Promocional. A iniciativa visa o fomento do marketing de incentivo, estratégias usadas para motivar equipes internas, distribuidores e revendedores a atingirem objetivos e metas estabelecidas, oferecendo premiação e reconhecimento para as melhores performances.

No sábado, o grupo visita a Oficina Brennand e a Cachaçaria Carvalheira. No domingo, é a vez do Bairro do Recife, onde conferem a Embaixada dos Bonecos Gigantes, a Sinagoga Kahal Zur Israel, a Praça do Arsenal e a Torre Malakoff.

Participam do famtour as empresas It Mice, Immaginare, Orbee Viagens, Travel Idea, Nascimento Turismo, Top Service, Duo Turismo e a GI, ligadas ao COVIA (Comitê de Operadoras de Viagens de Incentivo da AMPRO), e a Total On Demand, Hot Shop, Mark Up, Accentiv/ Mimética, Cia. Group, People Mais e Edenred Brasil, pertencentes ao Comitê de Marketing de Incentivo da AMPRO, além da presidente do conselho diretor da AMPRO, Elza Tsumori, e do diretor executivo, José Gaspar Brandão.

“Vamos colocar o frevo no pé dos participantes e fazer o Carnaval acontecer em pleno mês de maio, quando um bloco irá desfilar pelas ruas do bairro do Recife Antigo”, diz o secretário de Turismo do Recife, André Campos.

Em 2010, a indústria brasileira de incentivos faturou quase R$ 9 bilhões, o que representa aproximadamente 2,9% do PIB nacional. A ação com os 18 profissionais é uma realização do Recife Convention & Visitors Bureau (Recife CVB), em parceria com as secretarias de Turismo de Pernambuco, do Recife, de Olinda e de Ipojuca.

Edenred marca presença no esporte e patrocina piloto da Stock Car Luciano Burti

A Edenred, líder mundial em cartões e vouchers de serviços pré-pagos, que no Brasil integra as marcas Ticket e Accentiv´Mimética, acredita e incentiva o esporte e a cultura no país. A nova aposta da empresa é o sucesso da Stock Car, que marca a largada da inédita parceria com o patrocínio do consagrado piloto Luciano Burti.

Já para a próxima etapa em Nova Santa Rita (RS), que acontece em 15 de maio, a Edenred estará presente no apoio ao piloto. Daqui para frente, isso acontecerá em todas as fases da corrida até o final da temporada 2011, o que reforçará ainda mais a presença da marca no segmento esportivo. “Apoiamos o piloto Luciano Burti, pois acreditamos que o esporte também faz parte do crescimento e evolução do profissional. Além da alimentação, estamos focados em proporcionar acesso à cultura e ao esporte, afinal, o trabalhador também precisa de diversão e arte”, afirma Gustavo Chicarino, diretor de Estratégia, Marketing e Novos Negócios da Edenred.

Além de piloto automobilista, Luciano Burti é comentarista da Fórmula 1 da Rede Globo. É conhecido por correr na F1 pela Ferrari, Jaguar e Prost e desde 2005 disputa a Stock Car na equipe Itaipava Racing Team. Nessa edição da competição, Luciano vem tendo um bom desempenho e ocupa a 12° posição na classificação geral.

Inclusão social e riqueza cultural

A Edenred, em especial a Ticket, apoia projetos sociais para a democratização da cultura e do esporte há anos, como é o exemplo da Semana Ticket Cultura & Esporte, que já atraiu, desde 2007, mais de 300 mil pessoas com atividades gratuitas para toda população. “O nosso objetivo principal ao organizar o evento, é incentivar e levar cultura, esporte e educação por meio de uma programação de qualidade e totalmente gratuita, atingindo o maior número de pessoas possível, em todas as regiões de São Paulo”, diz Rodrigo Cândido, gerente de Marketing e Comunicação Institucional da Edenred.

Serviço

15 de maio - NOVA STA. RITA/RS
05 de junho - CAMPO GRANDE/MS
03 de julho - JACAREPAGUÁ/RJ
07 de agosto - SÃO PAULO/SP
04 de setembro - SALVADOR/BA
18 de setembro - STA. CRUZ DO SUL/RS
02 de outubro - LONDRINA/PR
16 de outubro - BRASÍLIA/DF
06 de novembro - NOVA STA. RITA/RS

Sobre a Edenred

Criadora do Ticket Restaurante® e líder mundial em cartões e vouchers de serviços pré-pagos, no Brasil, a Edenred integra as marcas Ticket® e Accentiv´Mimética, oferecendo soluções que proporcionam maior bem-estar às pessoas e apoio ao melhor desempenho das empresas
As soluções oferecidas pela Edenred estão divididas em 3 famílias de soluções:

- Benefícios para os trabalhadores e cidadãos na área de alimentação (Ticket Restaurante e Ticket Alimentação), Transporte (Ticket Transporte) e de qualidade de vida (Ticket CESU, Childcare Vouchers, entre outros);
- Gestão de despesas profissionais (Ticket Car);
- Programas de incentivo e recompensa (Top Premium, Presente Perfeito).

Cotada na Bolsa de Valores de Paris, a Edenred está presente em 40 países e conta com 6 mil colaboradores, cerca de 530 mil empresas-clientes, 1,2 milhão de estabelecimentos credenciados e 34,5 milhões de usuários. Em 2010 seu volume de emissão em cartões e vouchers foi de 13,9 bilhões de Euros, sendo mais de 55% em países emergentes.

Ticket Car leva solução 100% sustentável à etapa de Caruaru da Fórmula Truck

A terceira etapa da Fórmula Truck, que acontece em 15 de maio, no Autódromo Ayrton Senna, em Caruaru (PE), promete muita emoção aos espectadores que são aguardados para a corrida. Em 2010, a etapa recebeu 47 mil pessoas.
A equipe Ticket Car Corinthians Motosport, que tem como líder o campeão de 2010 Roberval Andrade, leva à pista caminhões 100% sustentáveis. Os veículos são equipados com as soluções Ticket Car Carbon Free e Ticket Car Carbon Control, que oferecem informações detalhadas sobre a emissão de CO2 a partir do consumo de combustível e, por fim, promovem ações de compensação através de projetos socioambientais.
Os produtos contam, ainda, com a consultoria dos profissionais especializados do Ticket Car e têm como objetivo principal auxiliar na elaboração de métodos eficazes para minimizar e compensar a emissão de poluentes nos veículos de frotas leves e pesadas. O Ticket Car Carbon Control calcula o volume real de emissão de CO2 da equipe, e o Ticket Car Carbon Free compensará automaticamente a emissão de poluentes por meio do plantio de árvores em regiões de proteção ambiental. O projeto conta com a parceria de ONGs especializadas e envolve pequenas cooperativas de trabalhadores, gerando trabalho e renda para as regiões de plantio.
“Cada vez mais a responsabilidade ambiental e social se faz presente no mundo dos negócios. A Ticket compartilha dessa ideia e está totalmente focada em oferecer ao mercado produtos em linha com essas necessidades. Participar da Fórmula Truck com nossas soluções 100% sustentáveis reforça nossa preocupação com o meio ambiente”, afirma Marco Mamari, diretor de Marketing e Produto do Ticket Car.

Executivos usam férias para estudar | Valor Online

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Executivos usam férias para estudar


Prejuízos nos transportes subiram 81 por cento para 475 milhões

No total, o prejuízo cresceu 81,2 por cento face ao ano anterior, para um resultado líquido negativo de 474,8 milhões de euros. A melhoria das receitas, de quase 11 por cento, não chegou para impedir a derrapagem, nomeadamente dos capitais próprios e do passivo.

Em causa estão a CP, Refer, STCP, TAP e Carris, cujos resultados do ano passado são já conhecidos. Quanto ao Metro de Lisboa, Metro do Porto e grupo Transtejo, as contas só deverão ser publicadas no segundo semestre.

Neste momento, os prejuízos das cinco empresas que divulgaram os seus relatórios já equivalem a 84,5 por cento do total dos prejuízos registados pelas oito companhias em 2009.

A situação da companhia aérea foi a que mais se agravou em termos de ritmo de crescimento: o prejuízo disparou de 3,5 para 52,9 milhões de euros, devido aos impactos de duas operações deficitárias: a empresa de handling Groundforce e o negócio de manutenção de aviões no Brasil. De acordo com o relatório e contas da Parpública, estas duas actividades foram responsáveis, respectivamente, por perdas de 43,5 e 71,8 milhões em 2010, o que anulou os bons resultados da área de aviação (lucros de 62,3 milhões de euros).

Já a CP representa agora mais de 41 por cento dos prejuízos totais destas empresas: o resultado líquido negativo da operadora ferroviária nacional agravou-se em 170 por cento, para mais de 195 milhões de euros. A transportadora, que só conseguiu gerar resultados operacionais positivos nos serviços de longo curso, foi penalizada por uma redução de 8,1 por cento nas receitas, apesar de ter cortado 7,6 por cento nos custos operacionais.

Igualmente preocupante é a situação do passivo global, que cresceu quase 40 por cento, para um total de 11.241 milhões de euros (aqui engloba-se o Metro do Porto, uma vez que este indicador já foi tornado público).

Neste montante, é a CP que novamente tem mais peso no retrato negativo do sector: as obrigações e dívidas para com terceiros ascendem a 3666,4 milhões de euros, o que leva a administração a lançar um apelo urgente. "Já não há mais tempo de espera para que se defina e se leve à prática um desígnio de Estado que permita o urgente saneamento económico e financeiro da empresa", afirma no relatório e contas divulgado esta sexta-feira.

Mas o que mais salta à vista é o caso da Refer: a empresa sofreu um agravamento de 42 por cento no passivo, fruto do recurso ao endividamento de curto prazo. A operadora ferroviária atribui, aliás, alguma responsabilidade ao Estado. Os atrasos em aprovações de que necessitava das Finanças para obter empréstimos e o agravamento da situação da dívida pública soberana obrigaram a gestora ferroviária a "recorrer a linhas de curto prazo para mitigar o risco de refinanciamento da empresa". O endividamento total da Refer atingiu os 6026 milhões de euros no final do ano passado.



TAP "insustentável"



O retrato da situação destas empresas também não melhora quando se analisam os capitais próprios. Bem pelo contrário. A situação da TAP, por exemplo, foi das que mais se degradaram. O agravamento em 29 por cento dos capitais próprios da companhia aérea "define uma trajectória de evolução que conduz à insustentabilidade da empresa, dadas as adversas condicionantes que impedem a sua recapitalização no actual quadro accionista", alerta a Parpública, holding pública que é dona de 100 por cento da transportadora, justificando desta forma "a importância do anunciado processo de reprivatização".

É verdade que a situação de falência técnica não é nova, mas o desequilíbrio financeiro piorou ainda mais no ano passado. À falta da injecção dos capitais que seriam necessários da parte do Estado, estas empresas têm sido obrigadas a recorrer cada vez mais ao crédito de curto prazo, que tem de ser liquidado no prazo máximo de um ano. Foi o que sucedeu, por exemplo, na STCP: a transportadora rodoviária de passageiros do Porto salienta que o passivo corrente (de curto prazo) subiu "exponencialmente" (224 por cento), o que justifica "a necessidade de reestruturar o passivo", alerta a administração.

Os maus resultados das transportadoras públicas e os limites ao endividamento, impostos pelas Finanças ao sector empresarial do Estado (SEE), tiveram reflexos negativos na capacidade para investir, traduzindo-se num abrandamento de 2,7 por cento no capital despendido na operação.

No total, as quatro empresas públicas que já reportaram dados de investimento relativos a 2010 gastaram 455,7 milhões de euros. Valor que se compara com 468,2 milhões do ano anterior.

A operadora que mais desinvestiu foi a CP, passando de 83,2 para 23,8 milhões de euros, no exercício do ano passado. Esta queda de 71,4 por cento foi transversal a todas as áreas passíveis de melhorias: das infra-estruturas ao material circulante. Já a STCP teve um comportamento oposto, aumentando em 714 por cento o investimento em 2010. Tratou-se, porém, de um montante pouco expressivo no global, ficando-se por 12,3 milhões de euros.



Custos em alta



Apesar de o SEE estar obrigado a cortar 15 por cento nas despesas operacionais em 2011, a tendência geral foi inversa no ano passado: os custos destas cinco empresas subiram 9,4 por cento, alcançando 2812,4 milhões de euros. Houve, todavia, casos de redução dos gastos, como na CP, que reduziu 7,6 por cento nesta factura, para 384,8 milhões de euros, à custa de um emagrecimento da oferta.

Em contrapartida, outras operadoras aumentaram significativamente os custos. A TAP, por exemplo, sofreu um aumento de 16,1 por cento, para 1928 milhões de euros. A transportadora aérea foi penalizada pelo aumento do preço do combustível. Esta rubrica sofreu um agravamento significativo nas contas da empresa, passando de 358,6 para 522,9 milhões de euros, entre 2009 e 2010.

Ao contrário do que sucedia no passado, a situação destas empresas levou a um agravamento do défice, fruto de alterações nas regras de contabilização da dívida pública. Refer, Metro de Lisboa e do Porto foram incluídas nas contas porque as receitas próprias não chegavam a 50 por cento dos custos.

Etanol: de Promessa a Problema

Por Luciano Losekann *- Até recentemente, o governo brasileiro destacava o país como potência mundial exportadora de etanol. Nesse sentido, em 2007, o governo brasileiro divulgou um estudo que apontava a possibilidade de o Brasil atender com etanol a 5% do consumo mundial de gasolina e que, com técnicas mais avançadas, essa participação poderia chegar a 10% em 2025[1], com uma produção de 205 bilhões de litros de etanol no país.

Passados quatro anos, a perspectiva é totalmente distinta. O cenário recente do etanol no Brasil é caracterizado por dificuldades de abastecimento do combustível, preços disparados e necessidade de importação do produto.

Em abril passado, os preços do etanol hidratado e anidro nas usinas de São Paulo apresentaram o valor máximo da série histórica dos últimos 10 anos. Em média, o preço do etanol hidratado na bomba alcançou preço 40% superior ao mesmo período de 2010. Como o preço do álcool anidro, que é misturado na gasolina, triplicou nesse mesmo período, o preço da gasolina também foi impactado, aumentando 15%.

Evolução dos preços semanais do etanol hidratado e anidro (R$/litro) – abril/08 a maio/11



Preço ao produtor no Estado de São Paulo

Fonte: CEPEA/ESALQ/USP

Em função dessa dinâmica de preços, pela primeira vez desde 2003, quando os veículos flex foram introduzidos, o consumo de álcool hidratado se reduziu em 2010 (-8% em relação a 2009).  Como consequência, a demanda de gasolina, que ganhou competitividade em relação ao etanol, teve incremento 17% no ano passado.

Evolução do consumo anual de gasolina e etanol hidratado – bilhões de litros



Nota: dados de gasolina referem-se à gasolina C e considera o conteúdo de etanol anidro em sua mistura.

Fonte: ANP

Vários fatores contribuíram para essa drástica modificação de cenário. A crise financeira mundial e a valorização contínua do Real minaram os projetos que visavam a exportação do etanol brasileiro, afetando a dinâmica da oferta de longo prazo.

No entanto, essa postagem se dedica a avaliar fatores conjunturais que tiveram implicações na disparada de preços do etanol.  Avaliando os dados disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), verifica-se a evolução da disponibilidade de cana-de-açúcar para a produção de etanol, bem como a produção de etanol anidro e hidratado.

As condições climáticas não foram favoráveis para a safra 2010/2011 de cana-de-açúcar. O crescimento da produção da cana em relação à safra anterior (2009/2010) foi de 3,1%. Valor que é substancialmente inferior a média dos cinco anos anteriores (9,5%). No entanto, o principal problema para a disponibilidade de cana para a produção de etanol foi o aumento da destinação para a produção de açúcar. Motivado pelo elevado preço internacional do açúcar no mercado internacional, a destinação de cana para este fim aumentou 7,8%, enquanto que a destinação para etanol caiu em 0,5% em relação à safra anterior (2009/10).

É interessante observar que as perspectivas da Conab para a próxima safra não são animadoras para o mercado de etanol. O crescimento da produção de cana será modesto e mercado de açúcar será mais uma vez priorizado, com redução do volume de cana destinado à produção de etanol.

Evolução da produção e destinação da safra de cana-de-açúcar – milhões de toneladas

Safra Produção de cana-de-açúcar Destinação
Açúcar Etanol
2009/2010 604 266 338
2010/2011 624 287 336
2011/2012* 642 309 333
* Previsão disponibilizada no primeiro levantamento da Safra 2011/2012

Fonte: Conab

Ainda que a destinação de cana-de-açúcar para a produção de etanol tenha se reduzido na safra 2010/2011, a produção total de etanol cresceu. A produção de etanol anidro, impulsionada pelas vendas de gasolina, respondeu pela maior parte desse crescimento. A perspectiva para a próxima safra é de redução da produção total e do etanol hidratado.

Produção de etanol hidratado e anidro a partir das safras de cana-de-açúcar – milhões de litros

Safra Anidro Hidratado Total
2009/2010 6.950 18.812 25.681
2010/2011 8.017 19.579 27.595
2011/2012* 8.708 18.382 27.090
* Previsão disponibilizada no primeiro levantamento da Safra 2011/2012

Fonte: Conab

A difusão do carro flex criou um contexto para o consumo de etanol bastante distinto do que ocorria quando o combustível atendia a carros que utilizavam apenas esse combustível. A priori, a possibilidade de substituição pela gasolina afastaria o problema de segurança do abastecimento, que foi o motivo do fim do carro a álcool a partir do final da década de 1980.

Assim os produtores sucroalcooleiros, respeitando as restrições técnicas, podem arbitrar entre os mercados de açúcar e álcool conforme os sinais de preço. Nos momentos em que o mercado de açúcar é mais atrativo, como tem ocorrido nos últimos dois anos, aumenta a destinação da cana-de-açúcar para a produção de açúcar. A menor oferta de álcool hidratado implica em maiores preços e substituição por gasolina.

No entanto, o problema de segurança de abastecimento não é eliminado, apenas transferido para o abastecimento de gasolina. Um salto de consumo de 17%, como ocorreu com a gasolina em 2010, gera significativos problemas logísticos. Para atendê-lo, foram importados 3 milhões de barris de gasolina A (produto que o Brasil praticamente não importou nos últimos anos).

É interessante destacar que o governo detém instrumento importante de interferência no mercado de etanol que é a definição da percentagem de mistura do etanol anidro na gasolina. Apesar da situação crítica do abastecimento de etanol nesse último ano, a mistura se manteve em seu valor máximo de 25%. Se percentagem fosse reduzida com antecedência, poderia se evitar a pressão altista sobre os preços, principalmente do etanol anidro.

A decisão do governo de submeter a regulação do mercado de etanol à ANP aponta que o esse não deve ser mais coordenado como uma commodity qualquer e que a preocupação com a continuidade de abastecimento de etanol deve ser perseguida.

O início da safra da cana-de-açúcar 2011/12 já contribuiu para a redução dos preços do etanol nos últimos dias. No entanto, as previsões da Conab apontam que essa não é suficiente para afastar os problemas na próxima entressafra, principalmente se os preços do açúcar continuarem elevados. Assim, será importante que o governo utilize não só o novo arranjo de coordenação, mas, principalmente, o mecanismo já existente, a administração do conteúdo de etanol anidro na gasolina.