Total de visualizações de página

sábado, 28 de maio de 2011

Google Wallet vai possibilitar compras pelo celular

O Google anunciou nesta quinta-feira - com o apoio de Mastercard e Citigroup - que lançará em breve um aplicativo que permite fazer compras diretamente com o celular.
O novo serviço, o Google Wallet, atualmente em fase de teste, deverá estar acessível já no verão, em Nova York e San Francisco, sendo ampliado, depois, a todos os Estados Unidos, Europa e Ásia.
O Google Wallet permitirá realizar pagamentos com cartão de crédito ou com cartão pré-pago.
"Acreditamos que de 2011 em diante será a era do ′Mo Lo`" (comércio local com internet via celular), disse uma funcionária da Google, Stephanie Tilenius, diretora das atividades da companhia vinculadas ao comércio.
O Google Wallet trabalhará inicialmente com o Nexus S4G smartphone de Sprint, que é o terceiro maior provedor wireless dos Estados Unidos e logo será expandido a mais celulares equipados com tecnologia NFC (Near Field Communication).
Um chip NFC em um telefone celular pemite ao usuário que já ingressou nos detalhes de seu cartão de crédito pagar compras em qualquer caixa equipado com o sistema PayPass da CitiMastercard.
A tecnologia NFC utiliza uma alta frequência wireless de curto alcance para permitir o intercâmbio criptografado da informação entre dispositivos.
Os consumidores também podem utilizar o cartão Google pré-pago para pagar suas compras, carregando o cartão Google com qualquer cartão e ainda beneficiando-se com o Google Offers, o sistema de cupons de desconto da companhia com sede em Mountai View, Califórnia.
Segundo a empresa, o Google Wallet será aceito em mais de 124.000 comércios dos Estados Unidos e em mais de 311.000 no mundo.
Tilenius descreveu o Google Wallet como "a nova geração de comércio via celular". "Estamos construindo um sistema de comércio aberto que, pela primeira vez, tornará possível o pagamento de contas com uma carteira NFC, beneficiando-se, ao mesmo tempo, de promoções, mesmo comprando off-line", disse.
Os pagamentos via celular estão sendo testados em vários países, fundamentalmente França e Japão, mas o Google Wallet estará entre os primeiros a levar a tecnologia NFC às lojas americanas.

F-Truck: Caminhão do piloto Danilo Dirani é destaque na FEIMAFE 2011

Modelo Cargo da equipe Ford Racing Trucks está em exposição até o próximo domingo no Anhembi, em São Paulo 

O Ford Cargo utilizado pelo piloto Danilo Dirani na Fórmula Truck está entre os destaques da 13ª edição da FEIMAFE - Feira Internacional de Máquinas, Ferramentas e Sistemas Integrados de Manufatura -, que está aberta ao público no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, até o próximo domingo (28/5). 

O modelo faz parte da exposição da SATA, nova marca de ferramentas no mercado nacional, que apoia a equipe Ford Racing Trucks na temporada 2011, tanto no Campeonato Brasileiro quanto no Campeonato Sul-Americano de Fórmula Truck. 

"O caminhão faz parte da exposição da linha SATA para o grupo de visitantes, que em sua maioria é formado por estudantes de escolas técnicas, comerciantes, usuários de ferramentas e compradores industriais. Como está posicionado logo na entrada do Centro de Exposições, o caminhão é o primeiro contato do público com a marca", comentou Breno Nogueira, da equipe de marketing da SATA. 

A marca é voltada para o mercado de reparação, especialmente o de reparação automotiva. O objetivo da empresa na FEIMAFE 2011 é mostrar a seu público alvo a eficiência e o ganho de produtividade que os produtos da SATA podem proporcionar. 

"A marca SATA chega com força ao Brasil e isso deve ser percebido através do patrocínio à Fórmula Truck, e aos produtos que atendem os exigentes padrões de qualidade da categoria", completou Breno Nogueira. 

A FEIMAFE tem entrada exclusiva para industriais, comerciantes, compradores, técnicos do setor e afins - mediante apresentação do cartão comercial, sendo proibida a entrada de menores de 16 anos, mesmo que acompanhados.

A DF Motorsport / Ford Racing Trucks tem o apoio de Ford / Automotiva Usiminas / Sata Ferramentas / Consórcio Case / Eaton / Tecno Diesel / Cummins / S.Y.L. Sistemas de Freio / Platô Diesel / Mahle / BorgWarner / Knorr-Bremse / Molas Feeder / MSam / Schadek / Frum / Digipulse / Flash / Centramatic / Norgren

Announcing New Fleet Management Practices & Advanced Vehicle Pilot

Em SP, abastecer com gasolina e etanol é mais caro no Centro

SÃO PAULO – Abastecer na cidade de São Paulo custa mais caro no Centro do que em outras regiões da capital paulista. Levantamento feito pela Ticket Car aponta que o litro do etanol e da gasolina estavam mais caros na região na primeira quinzena deste mês.

No Centro, o preço do derivado de cana-de-açúcar ficou em R$ 1,959, ao passo que a gasolina alcançou os R$ 2,884. Na zonal Sul foi encontrado o maior valor do diesel, de R$ 2,008, do biodiesel, de R$ 2,059, e do GNV, de R$ 1,431.

Por outro lado, na zona Leste foram encontrados os menores valores para a maioria dos combustíveis. Na região, a gasolina foi encontrada por R$ 2,792 o litro, o etanol por R$ 1,864, o diesel por R$ 1,998 e o GNV por R$ 1,249.


Preço dos combustíveis em SP por região 
Zona   Gasolina  Etanol  Diesel  Biodiesel  GNV 
Centro R$ 2,884R$ 1,959R$ 2,005 --
LesteR$ 2,792R$ 1,864R$ 1,998-R$ 1,249 
Norte R$ 2,815R$ 1,928R$ 2,004-R$ 1,400
Oeste R$ 2,831R$ 1,905R$ 2,023R$ 2,036R$ 1,419
Sul R$ 2,818R$ 1,931R$ 2,008R$ 2,059R$ 1,431
Fonte: Ticket Car / Primeira quinzena de maio 


Queda
O levantamento mostra que o preço do etanol em São Paulo caiu 8,32% na primeira quinzena de maio. Com a queda, o combustível da capital paulista já está mais competitivo que a gasolina, como já mostraram os dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis).

Para saber se o etanol é mais vantajoso que a gasolina, o proprietário do veículo flex precisa dividir o preço do etanol pelo da gasolina. “Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal, mais que isso o derivado de petróleo é a melhor opção”, afirmou em nota o coordenador de Produto da Ticket Car, Eduardo Lopes.

Vantagem em oito estados
De acordo com a pesquisa, na primeira quinzena deste mês, o etanol ficou vantajoso em oito estados do País. No período, o preço médio do combustível recuou 5,8% frente a abril, e fechou a quinzena a R$ 2,12.

Já em 18 estados e no Distrito Federal, a gasolina continua mais vantajosa. O preço médio do combustível fechou a quinzena a R$ 2,88 o litro – uma queda de 0,2% na comparação com abril.

A vantagem do combustível vegetal foi verificada em Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins, conforme tabela abaixo.

Estados nos quais o etanol é mais vantajoso 
EstadosGasolinaEtanolDiferença
Alagoas R$ 2,766 R$ 1,823  65,88%
Amazonas R$ 2,808 R$ 1,884 67,07%
Amapá R$ 2,809R$ 1,69960,5%
Ceará R$ 2,747R$ 1,80365,62% 
Rio Grande do Sul R$ 2,978R$ 2,04968,81%
Sergipe R$ 2,916R$ 1,93766,41%
São Paulo R$ 2,819R$ 1,91167,78%
Tocantins R$ 2,839R$ 1,95968,98%
Fonte: Ticket Car / Primeira quinzena de maio

Cenário de escassez do etanol deve prevalecer até 2013, diz empresário


Mesmo que os investimentos do setor sucroalcooleiro sejam retomados neste ano, o cenário de escassez de etanol deve prevalecer, pelo menos, até 2013, diz o vice-presidente da fabricante de equipamentos Dedini, José Olivério.

– Não há mais tempo para mudar esse cenário. A decisão de um projeto demora em média um ano para sair do papel. Se os investimentos forem retomados agora, o reflexo apenas será sentido em 2013, mas ainda será um cenário de escassez – afirma Olivério.

Segundo ele, diante da expectativa de crescimento da frota de carros flex, o setor deveria estar numa onda mais agressiva de investimentos, como ocorreu entre 2000 e 2008. Nesse período, o volume de cana-de-açúcar moída teve um crescimento médio de 10,4% ao ano. De lá pra cá, essa taxa caiu para 3,3%. O avanço da cana foi decorrente de um otimismo generalizado no setor, que resultou na construção de 112 usinas entre 2005 e 2010. Neste ano, devem entrar em operação apenas cinco unidades, ainda reflexo de decisões passadas.

Além dos investidores tradicionais, vários estrangeiros desembarcaram no país para estrear na produção de açúcar e álcool. Até então, havia excesso de liquidez no mercado e muita gente se endividou no curto prazo para fazer os investimentos, afirma o diretor-presidente da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), José Pessoa de Queiroz Bisneto.

– A crise enxugou o excesso de liquidez e provocou uma chuva de falências no setor – declara.

Além disso, a enorme volatilidade de preços no mercado acabou corroendo a remuneração do setor. Durante a safra, as empresas que precisavam de dinheiro jogavam muito etanol no mercado, derrubando o preço. Na entressafra, a redução da oferta fazia o preço alcançar picos elevados.

– Desse jeito a remuneração foi sendo corroída. Mas como havia excesso de liquidez no mercado, ninguém percebia isso. Quando veio a crise, o problema ficou exposto – relata Queiroz.

Ele calcula que cerca de 50 usinas ainda estejam em recuperação judicial, desde o início da crise. E acredita que as usinas atuais possam aguentar parte da demanda dos carros flex se investirem na expansão da área plantada e dos parques industriais.

– Atualmente, não vemos nenhuma sinalização de retomada dos investimentos. Há uma inibição geral no setor – diz ele.

O sócio da IBM Business Consulting, Martiniano Lopes, também vê potencial a ser explorado nas usinas existentes. Ele afirma que muitas unidades construídas recentemente ainda não estão a pleno vapor e podem dar uma boa contribuição para o mercado nos próximos anos, se decidirem expandir suas atividades.

– Muitas estão operando apenas com uma moenda. Elas podem instalar uma segunda moenda e aumentar a produção – ressalta.

O ex-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho, diretor da consultoria Expressão, não tem a mesma convicção. Na avaliação dele, o setor precisa urgentemente de investimentos em novas unidades.

– Mas não estou vendo isso ocorrer. A única coisa que vejo é fusão e aquisição. Se quisermos atender o mercado, teremos de construir novas usinas – destaca.

Outro problema que pode representar um entrave para o setor é que o grande produtor de cana do país está no limite. São Paulo tem restrições para elevar a área plantada, diz Lopes. Ele, que acredita na expansão das usinas existentes para atender à demanda, reconhece que não adianta aumentar muito a capacidade industrial do Estado, já que não haverá cana para todos. De acordo com Lopes, isso tem de ocorrer no Centro-Oeste.

Safra de cana em queda


A moagem de cana-de-açúcar das unidades produtoras da região Centro-Sul do país caiu 39,5% no acumulado da safra atual, para 56,66 milhões de t, em relação a um ano antes. Segundo a Unica, até o dia 15 de maio, 60 unidades produtoras ainda estavam atipicamente paradas. 
A safra atual ainda sofre com a queda da qualidade da cana. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima atingiu 115,20 kg na primeira quinzena de maio, queda de 8,37% em relação a igual período de 2010. No acumulado desde o início da safra 2011/2012, a concentração de ATR foi em média de 108,77 kg por tonelada de cana-de-açúcar. A Unica já admite que as usinas não conseguirão atingir a projeção de produção da safra atual, de 568,50 milhões de t , com uma concentração de ATR de 140,80/t de cana. 
As usinas produziram 1,26 bilhão de l de etanol na primeira quinzena do mês de maio, sendo 506,90 milhões de etanol anidro e 756,30 milhões de etanol hidratado. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol 2,16 bilhões de l, com uma participação no mix da cana de 59,87%.

Uma estrada para o futuro

Há poucos dias atrás o Governo Federal anunciou que irá abrir à iniciativa privada espaço para participar dos projetos de ampliação e operação aeroportuária. Apesar de não estar ainda definida a forma dessa participação, fica clara a incapacidade de o Estado realizar todos os investimentos necessários para atender o rápido crescimento da demanda interna e também a demanda provocada pelos grandes eventos esportivos que virão, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Na verdade, os investimentos em infraestrutura no setor de transportes têm apresentado um ritmo de crescimento acelerado. Investimentos que ganham dimensão não só por conta dos eventos esportivos, mas também pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, ainda no segundo governo Lula.
As grandes construtoras brasileiras, detentoras de um avançado know-how, já estão a todo vapor participando das licitações, projetos e obras. Elas precisarão se basear em dois eixos: inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental. Hoje, a infraestrutura logística é essencial para garantir que o país continue crescendo a taxas médias anuais acima de 5%. Para isso, será preciso superar nossos grandes gargalos em todos os modais de transporte. Somente no período 2011/2014 o Brasil vai atrair investimentos de US$ 128 bilhões em infraestrutura portuária, ferroviária e rodoviária. Destes, R$ 44 bilhões virão de aportes feitos pelo BNDES. Contudo, é preciso muito mais para que possamos recuperar o que não fizemos durante décadas. Se compararmos a evolução do investimento público em transporte no Brasil entre 1971 e 2014, verificamos que os valores são decrescentes e cada vez menores (vide gráfico abaixo).
Estes gargalos em nossa infraestrutura de transportes são o principal entrave para um crescimento econômico mais robusto e duradouro, afetando principal e diretamente a competitividade de nossa indústria. Segundo estudos da Fundação D. Cabral, se compararmos o Brasil com os EUA, descobrimos que quando se trata de transporte por longas distâncias, perdemos 50%. Isto quer dizer que, para cada dólar gasto em logística nos EUA, gastamos US$ 1,50 por aqui. Quando se trata de transporte rodoviário, nossa situação é ainda mais crítica. Nos últimos anos até conseguimos elevar os investimentos em infraestrutura rodoviária, mas ainda assim os custos logísticos desse modal são de 20% a 40% maiores, e isso é extremamente grave, pois cerca de 60% de todo nosso transporte é concentrado neste modal. Muito mais que nos EUA que concentram 26% de seu transporte neste modal.
Também temos sérios problemas de infraestrutura aeroportuária. Nos últimos anos temos nos acostumado a ver pela TV filas de espera enormes para o embarque e também desembarque, principalmente para receber de volta as bagagens. Isso sem falar no que não é visto nos telejornais, como a crítica situação das áreas de armazenamento de carga. Só para termos uma ideia, a cada ano cresce substancialmente o comércio eletrônico e este depende fundamentalmente da eficiência do transporte aéreo. Este tipo de comércio tem crescido a uma taxa superior a 40% ao ano, muito mais que a capacidade de expansão da infraestrutura logística do transporte aéreo brasileiro. Mas, os problemas não se resumem apenas na questão do nível de investimentos, também podemos identificar outros elementos responsáveis, como a carga tributária, a estrutura fiscal do Estado como um todo, a complexidade dos marcos regulatórios e a resistência “ideológica” em aceitar a participação da iniciativa privada no setor.
A ausência de investimentos maciços em infraestrutura no Brasil nas últimas quatro décadas fez com que se formasse uma enorme demanda reprimida e para que possamos superá-la necessitaremos de, pelo menos, dez anos. Para que superemos todos os gargalos e deixemos o país pronto para um longo ciclo virtuoso de crescimento econômico precisaremos entregar boa parte das obras estruturantes e da própria operacionalização dos diferentes modais à iniciativa privada. Grandes empresas nacionais com acúmulo de know-how já estão participando desse processo, como o Grupo Andrade Gutierrez, o Grupo Odebrecht e o Grupo Camargo Corrêa, além de muitas outras empresas de porte médio. A Odebrecht, por exemplo, constituiu uma nova empresa chamada Odebrecht TransPort (OTP) que deverá investir R$ 6 bilhões até 2015 em projetos de infraestrutura de transportes. Um destes projetos da OTP é o Embraport. Um mega-investimento na construção do maior terminal portuário privado multiuso do Brasil, localizado em Santos. Outro projeto da OTP é o Logum. Um sistema logístico composto por um alcoolduto e por estruturas de armazenamento que ligará as usinas produtoras de etanol de Goiás, Minas Gerais e São Paulo ao porto de Santos.
Já para o setor aeroportuário estão previstos investimentos de R$ 5,6 bilhões até 2014. Investimentos estes que serão concentrados em 12 aeroportos localizados nas cidades-sede da Copa do Mundo. Estes recursos estão inclusos no PAC 1 e 2. Contudo, a efetivação do gasto não tem sido feita no ritmo esperado. Deste montante de recursos, somente R$ 163 milhões foram alocados em 2007. No primeiro bimestre deste ano, foram alocados R$ 53,8 milhões, ou seja, apenas 2% do volume de recursos orçamentários previstos para 2011 (R$ 2,2 bilhões). E isso está diretamente relacionado à nossa complexa e ineficaz burocracia, aos impedimentos legais, aos entraves jurídicos de toda ordem, aos arranjos políticos entre União-Estados-Municípios entre outros. Daí a Presidenta Dilma Rousseff ter aberto este setor de investimentos ao capital privado, pois sem isso corremos o risco de não cumprirmos as metas estabelecidas nos compromissos firmados junto à Fifa e ao COI. A Infraero tem uma previsão de gastar cerca de R$ 9 bilhões em infraestrutura aeroportuária entre 2011-2014. Investimentos em 67 aeroportos, sendo que do total alocado, R$ 5,2 bilhões serão gastos nos aeroportos das 12 cidades-sede da Copa. São obras de expansão de terminais, de acessibilidade da população das cidades até os terminais, de segurança e controle de voo entre outras.
O mais importante é que tenhamos a consciência de que estas obras não são necessárias apenas para atender a uma demanda oriunda dos eventos esportivos previstos para 2014 e 2016, mas para atender a uma demanda reprimida e crescente oriunda do crescimento econômico vivido pelo país e pelo aumento da renda da população. Somente entre 2005-2010 a movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros foi de 61%. Neste último ano de 2010 houve uma expansão de 25% no volume total de voos no país. Com base nestes dados, realizadas todas as obras previstas, seja por parte do Estado, seja por parte da iniciativa privada, chegaremos em 2014 com déficit na infraestrutura aeroportuária. As áreas de embarque e desembarque continuarão insuficientes, e as estruturas de carga, descarga e armazenamento não serão capazes de atender a enorme demanda de uma economia em crescimento acima de 5% ao ano. Nossos aeroportos continuarão atrasados em relação aos principais aeroportos do mundo. Um bom exemplo desse processo de investimentos gigantescos em infraestrutura aeroportuária está na construção do primeiro aeroporto em regime de concessão. Esta obra já em fase final de licitação será realizada em São Gonçalo do Amarante (RN). Será o maior terminal aeroportuário de cargas da América Latina ficando atrás de apenas sete outros no mundo. A sua inauguração está prevista para 2014 e a maior de todas as novidades é que a empresa construtora também terá o direito de operar o terminal durante 25 anos.
O modal mais usado no Brasil é o rodoviário e parte de nosso déficit logístico está relacionado não só a isso, mas ao fato de que é através deste modal que escoamos nossa gigantesca produção agrícola. Este modelo baseado no modal rodoviário foi implementado nos anos 1960-70. Durante estas duas décadas nossa malha rodoviária passou de 8.675 Km para 47.487 Km, o que faz com que o Brasil tenha hoje a terceira maior malha do mundo.  Somente a partir da Constituição de 1998 que passamos a reduzir esta lógica irracional de expansão de rodovias. Hoje, alocamos mais de 50% dos investimentos destinados aos transportes no modal rodoviário. Os problemas acumulados ao longo de décadas de negligência para com este modal são gigantescos e quase insolúveis. Segundo o IPEA, precisaríamos de algo em torno de R$ 184 bilhões para solucionar todos esses problemas na infraestrutura rodoviária.
Em 1995, o Governo Federal instituiu o Programa de Concessões, entregando parte da malha rodoviária à iniciativa privada. Até 2010 já havia sido concedidos quase 15 mil Km de rodovias através de 51 contratos de concessão. Muito mais que nos EUA, por exemplo. Apesar de as rodovias fruto das concessões estarem hoje em melhor estado de manutenção, elas também concentram a maioria esmagadora das praças de pedágio que não são nada baratos aos usuários (vide tabela abaixo). Sendo que do total de nossa malha, apenas 15% são interessantes para a iniciativa privada, ressaltando que hoje ela já controla 9%.
Um dos objetivos contidos no PAC é de reduzir o peso das rodovias como modal de transporte de cargas e passageiros. Até 2025, o Governo Federal pretende reduzir a participação das rodovias no total dos transportes e, ao mesmo tempo, ampliar a participação do modal hidroviário, cabotagem e ferroviário. Com especial atenção para este último que hoje representa 25%, pretendendo-se chegar a 35% em 2025. Um dos maiores exemplos deste novo direcionamento dos investimentos em infraestrutura de transporte está na construção da Ferrovia Norte-Sul. Ela deverá ser inaugurada ainda este ano e deverá gerar um grande impulso para a produção de álcool e açúcar ao longo de seu trajeto gerando um incremento de quase R$ 14 bilhões na economia da região Centro-Norte. Outros grandesinvestimentos ferroviários em curso são a Ferrovia Transnordestina que liga Salgueiro no Sertão de Pernambuco ao Porto de Suape e o Trem-bala, um investimento de R$ 33 bilhões interligando as duas maiores metrópoles brasileiras. Para alguns críticos, trata-se de um investimento muito alto que poderia ser revertido para a expansão da malha ferroviária nacional, já que com este montante de recursos poderíamos ampliar nossa malha de 15 para 43 mil Km. Entretanto, é um projeto que segue uma tendência mundial de se conectar grandes megalópoles.
O último grande gargalo de nossa infraestrutura de transportes está nos portos. As deficiências de nossas malhas ferroviária e rodoviária contribuem para que este modal considerado chave se torne ainda mais vulnerável, principalmente por conta de nossa enorme dependência dos mesmos para que possamos exportar nossa produção. Nossos portos carecem de boas vias de chegada, como canais e molhes. Daí a maior parte do movimento portuário brasileiro estar concentrado em alguns poucos portos. Os investimentos precisam se concentrar em obras de dragagem e ampliação de canais, sistemas de informação de tráfego entre outros. O PAC 1 e 2 aloca algo em torno de R$ 7,5 bilhões para obras de infraestrutura portuária, mas estudos do IPEA indicam que seriam necessários quase R$ 43 bilhões nos próximos dez anos para que pudéssemos deixar nossos portos no nível de portos como Hong Kong, Cingapura e Roterdã.
O transporte marítimo é o que apresenta o menor custo dentre todos os modais de transporte. Daí a importância dos investimentos neste modal. Mas, não são apenas os portos que precisam receber investimentos, precisamos também investir na construção de hidrovias, já que temos mais de 40 mil Km de rios navegáveis e em navegação de cabotagem, aproveitando nossos quase sete mil Km de costa marítima. Se nossa infraestrutura de transportes fosse tão eficiente quanto nossos setores de mineração e petróleo, com certeza estaríamos numa situação muito mais confortável hoje. Mas, deixemos de ser pessimistas e olhemos para frente. O futuro que antes era apenas um sonho agora já está logo ali a nosso alcance. No Rio de Janeiro está sendo construído um dos maiores complexos portuário-industrial do mundo. A LLX, empresa de Eike Batista, esta terminando a construção do Porto do Açu. Um investimento de R$ 4,5 bilhões. Um porto com dez berços de atracação com calados capazes de receber meganavios cargueiros de 15 a 18 metros de calado. Além de um mineroduto de 500 Km que permitirá escoar a produção mineral de Minas Gerais.
A sociedade precisa entender que cada R$ 1,5 bilhão investido em infraestrutura de transportes gera um crescimento de mais de 0,5% do PIB. Precisamos, portanto, ampliar nossas fontes de financiamento para além do velho e bom BNDES. Bem como superar os dogmatismos ideológicos que condenam investimentos a esperar anos a fio por licenças ambientais ou impondo amarras estatizantes sobre um setor que pode muito bem ser gerido pela iniciativa privada. Por fim, precisamos promover uma profunda revisão do papel regulatório de nossas agências, dando-lhes mais eficiência e visão de futuro. Ou seja, há muito trabalho a ser feito e nós brasileiros e brasileiras precisamos estar preparados para realiza-lo.
NOTA DA REDAÇÃO: O autor é doutorando em Ciência Política pela UFMG e Mestre em Ciências Sociais pela PUCMinas (Gestão de Cidades). Diretor do Sinpro Minas e Professor da Epcar e Unipac, vencedor do XI Prêmio Tesouro Nacional em 2006. Atua como articulista político do site Barbacenaonline desde 2001.
Uma estrada para o futuro
Fonte: Bielschowsky (2002) apud Blyde, Castelar Pinheiro, Daude e Fernadez-Arias (2007), Frischtak (2007), BNDES.
Uma estrada para o futuro
Fonte: Ipea
Uma estrada para o futuro
Fonte: Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da UFRJ (2009)
Uma estrada para o futuro
Fonte: ABCR e ANTT (2010)

Totvs lança rede social corporativa

Laércio Cosentino, presidente da Totvs, expôs o by You durante o evento anual da empresa , transmitido para 30 localidades (PAULO VILELA/DIVULGAÇÃO)Laércio Cosentino, presidente da Totvs, expôs o by You durante o evento anual da empresa , transmitido para 30 localidades (PAULO VILELA/DIVULGAÇÃO)

Joelma Leal
ENVIADA A SÃO PAULO
joelmaleal@opovo.com.br

“O Facebook e o Twitter são ótimos para atividade pessoal, mas para o ambiente profissional não funciona”, garante o presidente da Totvs, Laércio Cosentino. A partir desta conclusão, a Totvs traz para o mercado o by You, rede social, que permite em um só ambiente a inclusão de dois perfis: pessoal e corporativo, cada um com características próprias.

Na prática, uma mistura de atividades encontradas em outras redes, porém com garantia de segurança e identificação exata de quem é o autor do conteúdo postado. Sem falar que a empresa tem o controle imediato de que forma o tempo está sendo gasto pelos funcionários.

Nova realidade
O custo varia de R$ 5 a R$ 15, por usuário, e definido de acordo com as solicitações e grau de exigências que o cliente optar. De acordo com a metodologia há um líder que assume o papel de estimular a interação. 

Para Cosentino, é a primeira vez em que as empresas estão atrasadas em relação à sociedade: “Hoje, as redes sociais avançam e o mundo corporativo tem que correr atrás para se adaptar. Algumas ainda são resistentes por receio de arriscar e perder o controle da informação, mas a saída é utilizar as redes sociais para compartilhar informações”.

O uso da rede deve diminuir o uso de emails, aumentar a interação entre os colaboradores, gerar conhecimento e identificar talentos. “O que antes ocorria na rádio corredor, hoje vai para um ambiente próprio. A questão é a empresa se preparar para a quebra de hierarquia”, diz Paulo Morais, diretor executivo da Totvs no Ceará.

Neste primeiro momento, seis clientes aderiram ao by You (nomes não divulgados), a partir de agosto serão mais outras 100 empresas. Em 2012, a rede estará disponível, independente de ser ou não cliente da Totvs em outros segmentos. Mesmo prazo em que estará disponível o mob You, para dispositivos móveis.

O tempo para total para implementar a rede é de três a seis meses. Na Totvs foram necessários cinco meses, até envolver os 12 mil funcionários.

“Esta ideia traz novos clientes e mantém nosso papel de líder no mercado”, afirma Laércio. “Há pouco tempo, nós falávamos de sistema corporativo e hoje não precisamos convencer ninguém da sua importância para a organização. Agora, somos os passaportes para que as empresas tenham uma rede social própria”, acrescenta Paulo.

A repórter viajou a convite da Totvs

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A Totvs lançou a rede social corporativa by You. Em 2012, a plataforma estará disponível. Por enquanto, além da Totvs duas multinacionais, uma universidade e três empresas nacionais a utiliza.

Linha de crédito para autônomos na Caixa - Pequenos empresários podem investir em melhorias nos negócios

Joanna Medeiros
Os autônomos que precisarem ou quiserem investir em melhorias em seu negócio tem mais uma opção para evoluir os negócios. A Caixa Econômica Federal tem à disposição da população o Producard que é um limite de crédito concedido para aquisição de insumos. O empréstimo é concedido através de um cartão para a compra em estabelecimentos conveniados. Os valores do empréstimo podem variar entre R$ 500 e R$ 50 mil e os prazos para o pagamento podem chegar a 42 meses.

Essa linha de crédito é destinada a autônomos específicos como açougueiros, caminhoneiros, funileiros, alfaiates, carpinteiros, marceneiros, artesãos, pintores, confeiteiros, mecânicos, barbeiros, costureiros, serralheiros, bombeiros hidráulicos, eletricista, tratoristas, bordadeira, esteticista, pescador, borracheiro, estofador, protético, cabeleireiro e fotógrafo. Além dessas categorias, participantes de cooperativas também tem acesso à linha de crédito, bem como participantes de cooperativas de produção e produtores rurais.

Mari Breder e Gabriela Resende, ambas gerentes de Pessoas Físicas da Caixa, explicaram como funciona essa linha de crédito que é pouco conhecida do grande público e que pode oferecer mais benefícios para quem precisa do empréstimo para investimentos em produção.

“O Producard é uma linha de crédito da Caixa destinado a atender a necessidade de investimentos para fazer aquisição de insumos e equipamentos para várias categorias de profissionais autônomos. Então eles vão poder fazer as compras em estabelecimentos conveniados com um cartão próprio da operação”, lembrou Gabriela.

Mari afirmou que para fazer a contratação dessa linha de crédito é necessário comprovar renda como autônomo: “Nós temos diversas classes que são beneficiadas com essa linha, basta que elas compareçam à agência trazendo a documentação necessária para avaliação do crédito. O interessado deve trazer a comprovação de renda que ela possua, nós também podemos fazer o levantamento da renda informal da pessoa, através das despesas que a pessoa faz, além de identidade, CPF e comprovante de residência”. Além destes documentos, é necessário que o interessado tenha um co-devedor (funcionaria como um fiador), que precisa apresentar a mesma documentação.

O valor máximo para a contratação é de R$ 50 mil reais. “O prazo total para quitar a operação é até 42 meses. Dentro desse prazo, a pessoa vai ter de dois e seis meses para fazer compra com o cartão dentro da rede conveniada”, explicou Gabriela.

Gabriela enumerou alguns dos benefícios dessa linha de crédito para o segmento que pode fazer uso dela: “A pessoa pode comprar os equipamentos para poder investir na profissão que ela já desenvolve. Na loja, o fornecedor vai receber a vista pelo valor da compra, mas para o cliente vai poder parcelar o empréstimo de maneira muito mais suave do que talvez seria a compra com um cartão de crédito”.

Os juros para este tipo de empréstimo podem variar entre 2% e 3%. Mais informações sobre o limite de crédito concedido para aquisição de insumos podem ser adquiridas na Agência da Caixa que fica na Avenida Delfim Moreira, número 686, na Várzea.

Cotação abre primeira filial em Santa Catarina

Empresa leva segurança e conveniência em serviços de câmbio para a cidade de Florianópolis .
São Paulo– A Cotação, maior distribuidora de câmbio turismo do Brasil, anuncia a abertura de sua primeira loja em Santa Catarina, na capital do estado, em Florianópolis. A partir de agora, os catarinenses passam a contar com os diferenciais dos produtos e serviços de câmbio turismo da Cotação.
“Santa Catarina, assim como toda região sul do Brasil, é de grande importância para nossas atividades”, afirma Marcelo Melsohn, diretor da Cotação. “A escolha de Florianópolis faz parte de nossa estratégia de crescimento e do plano de expansão da rede no Brasil”, finaliza. A Cotação oferece um portfólio completo de produtos e serviços de câmbio para brasileiros e turistas que necessitam trocar moedas durante a permanência no País.
Entre os serviços da Cotação, destaca-se o Delivery que permite que os clientes recebam os pedidos em seus endereços, com comodidade e segurança. Na linha de produtos, os clientes de Florianópolis poderão encontrar moedas de diferentes países tais como Dólar americano, Euro, Dólar canadense, Australiano e Neozelandês, Franco Suíço, Libra Esterlina, Peso Argentino, Iene e outras, com operação simples e segura.
Também estarão disponíveis aos clientes o cartão pré-pago internacional Rendimento Visa TravelMoney em Dólar, Libra ou Euro, a solução mais moderna e prática para levar dinheiro em viagens para o exterior. O Rendimento Visa TravelMoney pode ser utilizado para compras e saques na moeda local do destino, garantindo conveniência, segurança, IOF de apenas 0,38% (economia de 6% de IOF em relação ao cartão de crédito), e o melhor controle das despesas.
Além disso, por meio da área de Serviços Financeiros Internacionais do Banco Rendimento, o cliente também pode enviar e receber os recursos do exterior ou pagar suas contas em qualquer lugar do mundo.
. [Site www.cotacao.com.br ou ligue para 4002 1010 (capitais) e 0800 0146-777 (outras localidades)]. .[Cotação em Florianópolis,Avenida Rio Branco, 847 – Salas 1.106/1.107/1.108 – 11º andar,Florianópolis – SC].
Perfil da Cotação -Presente no mercado desde 1989, a Cotação é a maior distribuidora de câmbio turismo do Brasil. Adquirida pelo Banco Rendimento em 2002, a Cotação foi a primeira empresa do setor a receber o Certificado Internacional de Qualidade, fato este comprovado pela constante preocupação em oferecer serviços de qualidade e benefícios aos seus clientes, como: entrega em domicílio para todo o Brasil de Travelers Cheques American Express e cartão pré-pago Rendimento Visa TravelMoney, além de entrega de papel moeda para as cidades próximas às suas filiais. Com sede em São Paulo, conta com cerca de 500 mil clientes e mais de 40 filiais localizadas em Campinas, Ribeirão Preto, Indaiatuba, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, entre outras localidades.

Siegmann garante que dirigentes de futebol nunca usaram cartão corporativo Vice-presidente do Inter frisou que não há viés político nas revelações do conselho fiscal

O vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, buscou uma posição neutra sobre o debate dos cartões corporativos do clube, mas fez questão de enfatizar que o departamento de futebol jamais fez mau uso do recurso. Ele frisou que a discussão é importante para garantir a honestidade nas contas coloradas e frisou que não há qualquer conotação política no caso.

Siegmann salientou que não acompanha diretamente a parte financeira do clube, pois seu foco é a parte esportiva. "O que posso responder é que, no futebol, havia um cartão e tínhamos e temos absoluto controle sobre ele", afirmou. "O titular era um executivo do futebol, e apenas para pagar as contas do futebol", argumentou o dirigente. 

"Na minha passagem anterior pela vice-presidência eu nunca tive cartão corporativo, assim como o Giovanni jamais teve", sublinhou Siegmann. "(O cartão) nunca ficou na mão de qualquer dirigente do futebol. Nem Fernando Carvalho, nem eu, nem ninguém. O que ocorre é que hoje ninguém mais carrega dinheiro e isso precisa ser feito nas viagens", explicou o vice-presidente.

Apesar de não tratar diretamente da questão, Siegmann destacou a importância de esclarecer os fatos para a imagem e saúde administrativa do Inter. "Vai ser interessante, a medida que se estabeleça e se amplie a discussão, será esclarecedor", avaliou o dirigente, acrescentando que não há qualquer tentativa de minar politicamente qualquer grupo.

"Não há na questão das contas qualquer viés político. A questão está sendo discutida do ponto de vista técnico, até pelo fato do presidente do conselho fiscal ter apoiado o outro lado nas eleições (Pedro Affatato) e não o Giovanni", frisou Siegmann. "Ele tem toda a isenção e conhecimento de causa para encaminhar estes problemas. Fico muito tranquilo com as contas que foram feitas e tomara que todos possam esclarecer as dúvidas que eventualmente tenham surgido", ponderou.