Total de visualizações de página

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Copa de 2014 colocará a questão da sustentabilidade na agenda mundial

 Os organizadores da Copa de 2014 pretendem usar a visibilidade do evento para colocar na agenda mundial a questão da sustentabilidade. De acordo com o diretor de Responsabilidade Social da Fifa, Federico Addiechi, o papel do Brasil será de grande relevância para que a entidade consiga avançar em seu objetivo de usar o esporte mais popular do mundo para desenvolver uma cultura sustentável e social não apenas nos países sedes, mas em todo o planeta.
“O Brasil é um exemplo para o mundo, até mesmo em função de suas características físicas. Esta será uma oportunidade de o país mostrar ao mundo que a agenda de responsabilidade social e ambiental deve ser levada adiante, para além dos eventos mundiais esportivos”, disse Addiechi durante os trabalhos de abertura da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014.
Segundo ele, desde 2005 a Fifa tem uma estratégia de associar responsabilidade social ao futebol. “É no Brasil que temos a chance de avançar de forma mais significativa nessas áreas. Acreditamos que a Copa será uma plataforma de comunicação muito importante em relação a esses temas”.
Addiechi disse que as benesses da Copa vão além da infraestrutura e da economia. “Teremos a possibilidade de deixar legados maiores, em termos educativos, permitindo um diálogo com a cidadania brasileira e mundial sobre temas relacionados à proteção de meio ambiente e à responsabilidade social”.
Quem também defende o mesmo ponto de vista do diretor da Fifa, é o assessor especial do Ministério dos Esportes, Claudio Langone. “O Brasil é reconhecido internacionalmente como país mega diverso, o que implica em uma oportunidade para avançarmos nesses temas. É uma decisão política do governo federal agendar o mundo para a questão da sustentabilidade, correspondendo à grande expectativa que a Fifa tem nesse campo”, disse.
A Copa, avalia Langone, “é uma oportunidade para aportarmos em agendas relacionadas ao meio ambiente urbano nas 12 principais regiões metropolitanas, envolvendo novas alternativas de transportes menos danosos ao meio ambiente e combustíveis mais amigáveis ecologicamente. Os projetos visam também à integração de modais motorizados com não motorizados, como ciclovias, já que as diretrizes da Fifa apresentam fortes restrições a veículos particulares nas proximidades dos estádios, que terão preocupação centrada na sustentabilidade”.
Addiechi destacou que nunca houve iniciativas como a de hoje onde, com três anos de antecedência ao evento, a direção da principal entidade futebolística participa de uma câmara específica da área de meio ambiente e de sustentabilidade para discutir a implantação de projetos. “Isso também será um elemento motivador para a Rússia e para o Catar [onde acontecerão as competições de 2018 e de 2022]”.
Por sua vez, Langone concorda com o representante da Fifa, no que se refere às vantagens econômicas que podem ser proporcionadas ao país, a partir da associação de sua imagem à questão ambiental. “A oportunidade é ótima para as empresas que desenvolvem negócios verdes e para a indústria do ecoturismo, com o fortalecimento dos parques brasileiros”, disse o assessor do Ministério dos Esportes. “Novos mercados para produtos orgânicos e sustentáveis brasileiros podem surgir, além das oportunidades que a reciclagem pode proporcionar para novos negócios”, completou.
Langone, no entanto, chama atenção para os cuidados a serem tomados em relação ao cumprimento de prazos. “Não estamos atrasados. Estamos fazendo as discussões no momento certo e com a metodologia certa. Mas daqui para frente não podemos relaxar. Qualquer espaço de tempo perdido certamente trará prejuízos aos objetivos que estamos desenhando”, disse.
Entre os pontos que mais preocupam o governo, Langone destaca os atrasos das cidades-sede em definir claramente os responsáveis pelos projetos. “Precisamos fazer os desenhos técnicos já tendo definidos os orçamentos”.
Da Agência Brasil

0 comentário(s) | Comente essa notícia | Leia os comentários

A Fórmula Truck e o futebol

O futebol e o automobilismo são os dois esportes preferidos do brasileiro (o Vôlei também entra nessa briga, é verdade, mas não há como negar que Ayrton Senna e Nelson Piquet são figuras mais populares que Bernardinho, Marcelo Negrão ou Giba). O primeiro, claro, é a paixão nacional, o esporte que crescemos gostando. Já o automobilismo ganhou um apelo muito maior no Brasil depois que Emerson Fittipaldi faturou o seu primeiro título na Fórmula 1, em 1972. E, é claro, as competições nacionais também sempre tinham grande força por aqui.

Nos últimos anos, as parcerias entre os clubes brasileiros e as competições de automóveis vêm se tornando algo comum. O pioneiro da Fórmula Truck neste assunto foi Roberval Andrade, que, por ter o seu escritório perto da sede do Sport Club Corinthians Paulista, teve a ideia de procurar uma parceria. E deu certo, tanto nas negociações quanto nas pistas: juntos, foram os campeões da categoria em 2010, ano do centenário do clube (Roberval, inclusive, competia com o n° 100 em seu caminhão Scania).

No início de 2011, outro time anunciou a sua entrada: o Flamengo passou a estampar o seu brasão nos caminhões da equipe Original Reis a partir da etapa carioca, que abriu o Brasileiro da categoria (a primeira corrida havia sido em Santa Cruz do Sul, RS, válida pelo Sul-Americano).

Comandante da categoria, Neusa Navarro Félix destacou o apoio do Flamengo. “Estamos encantados com a participação do Flamengo e, agora, ainda mais com a participação da Patrícia (Amorim, presidente do time rubro-negro). Somos duas mulheres no comando de homens, por isso falamos a mesma língua. O Flamengo só engrandece ainda mais o nosso evento”, destacou.

O Mengão já conseguiu andar nas primeiras colocações da etapa carioca com Leandro Reis – sendo ovacionado pela torcida rubro-negra, presente em peso em Jacarepaguá – e subiu ao pódio da corrida de Pernambuco na quarta colocação.

Por fim, aproveitando a onda dos clubes de futebol na F-Truck, a etapa de Caruaru, em Pernambuco, foi marcada pela estreia do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense na competição. As cores e o símbolo do time gaúcho estamparam o caminhão Mercedes-Benz de Gerson Trindade Jr., piloto com passagens pelo rali de velocidade.

“Acompanho a Fórmula Truck desde 1996, em seu primeiro ano, e sempre tive muita vontade de correr. É algo totalmente diferente de tudo que já guiei. Sei que vou enfrentar um tempo de adaptação, mas espero fazer bonito nas pistas e representar bem a torcida gremista”, comentou Trindade ainda antes de participar da etapa pernambucana, na qual terminou na 11ª colocação.

Como é possível observar, não fique surpreso se reparar mais algum clube sendo anunciado como patrocinador ou apoiador de alguma equipe da Fórmula Truck. Uma das maiores categorias do automobilismo nacional parece ser a bola da vez dos times do esporte reconhecido como a paixão nacional.

Crédito de carbono poderá ser comercializado

O estado do Acre, que desenvolve projeto pioneiro de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), contabiliza um volume estimado, para os anos de 2006 a 2009, de 100 milhões de toneladas dióxido de carbono (CO2).

 

A comercialização desse crédito de carbono será feita em leilão na BM&FBovespa no final do segundo semestre. "As reduções de emissões provenientes de projetos de REDD ainda não têm preço de mercado. Esperamos formar esse preço no leilão", explica o coordenador de projeto da Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutor em economia Virgílio Gibbon, que também coordena o projeto acreano, e estará em Fortaleza amanhã para relatar essa experiência, a evolução dos mercados de crédito de carbono no mundo e os novos tipos de crédito que vêm sendo tratados no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança de Clima.


O especialista é um dos palestrantes do Fórum de Ideias Inovadoras em Políticas Públicas (FIP), na Assembleia Legislativa, que nesta edição terá como tema "Economia verde: uma agenda nas esferas públicas e privadas". O evento, que ocorrerá de hoje até amanhã, 31, é promovido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), e irá debater uma maneira possível de construir uma agenda de sustentabilidade a partir de uma racionalidade socioambiental, levando em consideração os custos e os impactos na economia.


Em entrevista ao O POVO, Gibbon disse que no projeto de REDD do Acre foi desenvolvida uma metodologia de mensuração das reduções de emissões de CO2 oriundas do desmatamento evitado. E ainda os procedimentos necessários à certificação, registro e comercialização desses novos créditos. Explica que para o desmatamento evitado se transformar em crédito de carbono, tem que estimar uma linha de tendência para avaliar qual teria sido o desmatamento na ausência da implantação do projeto. "A diferença entre essa tendência e o desmatamento observado resulta no que chamamos de desmatamento evitado", completa, acrescentando que essa mensuração foi feita através de imagens de satélite de um banco de dados extremamente detalhado sobre a biomassa no estado do Acre.


O doutor da FGV destaca que o REDD específico para desmatamento evitado é uma novidade que terá um impacto grande sobretudo em relação às críticas ao desmatamento da Amazônia que o Brasil enfrenta. Na opinião de Gibbon, depois da China e da Índia, “que têm uma matriz energética muito suja”, o Brasil é o país com maior potencial de fornecimento de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que geram créditos de carbono.

ANS proíbe cartão pré-pago nos planos privados de assistência à saúde

SÃO PAULO - A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) proibiu as operadoras de planos  privados de assistência à saúde de comercializar o chamado cartão pré-pago.

Para a ANS, o cartão configura risco assistencial grave, podendo comprometer o planejamento do atendimento e dificultar o acesso de beneficiários à assistência.

Como funciona?
O cartão pré-pago  saúde é um serviço que tem como base créditos pré-adquiridos pelo cliente para a utilização exclusiva em serviços médicos/assistenciais e, em alguns casos, odontológicos e medicamentos.

O consumidor coloca créditos no cartão e pode utilizá-lo na rede credenciada quando houver necessidade.

Multa
De acordo com a Agência, a operadora que desobedecer a determinação poderá ter suspensa a comercialização de todos os planos, podendo acarretar, também, a decretação de regime especial de direção técnica.

Esta não é a primeira vez que a Agência toma atitudes para proibir práticas que não se caracterizam como planos de saúde. Em 2003, a entidade publicou um comunicado alertando sobre o cartão-desconto.

Neste caso, a multa fixada para a venda de cartão de desconto pelas operadoras é de R$ 50 mil

Brasil quer que estrangeiro venha para a Copa de 2014 com reais no bolso Estímulo à negociação do real no exterior fortalece moeda brasileira e desafoga correspondentes no país

O governo brasileiro quer que o estrangeiro que vier para o País assistir a jogos da Copa do Mundo de 2014 ou dos Jogos Olímpicos em 2016 compre no seu país diretamente o real, em vez de trazer uma moeda como o dólar ou o euro, para converter tudo por aqui.

"Se isso ocorrer, fortaleceremos o uso da nossa moeda e vamos inserir o real no mercado internacional", explica Geraldo Magela Siqueira, chefe da gerência-executiva de Câmbio e Capitais Estrangeiros do Banco Central.

A estratégia desafoga o mercado local, que ainda precisa avançar em correspondentes disponíveis para converter as moedas estrangeiras em reais no Brasil, e também reduziria custos para esses turistas, uma vez que duas conversões tendem a ser mais onerosas do que apenas uma.

Leia também:
Tombini vê condições para avanço na regulação cambial
'Invasão' brasileira faz real virar moeda corrente na Argentina
Oferecer reais lá fora é uma “medida que bancos deveriam pensar, tendo em vista que os jogos vão incrementar o fluxo estrangeiro de moedas”, diz Siqueira.

“Nós, do Banco Central, vamos manter uma conversa maior com os bancos, para dar visibilidade maior desse processo, porque, nesse caso, o turista já vem com reais no bolso. Os valores que temos hoje no exterior ainda são irrisórios.”

O presidente do BC, Alexandre Tombini, destaca que o real já começa a ser usado em países vizinhos, mas ratifica que a possibilidade de o estrangeiro conseguir reais no exterior vai ser maior foco de atenções no futuro, para atrair mais estrangeiros ao Brasil.

Por meio de carta enviada à Fifa para candidatura à Copa, o governo federal do Brasil assegura que a importação e exportação de todas as moedas estrangeiras será irrestrita. 

Segundo Tombini, há crescente interesse de estrangeiros em vir ao país, seja por turismo de lazer ou de negócios. “Os gastos de turistas triplicaram na última década. Temos diversos atrativos culturais e naturais e uma crescente disposição do país de no segmento da indústria do entretenimento.”

O fluxo de recursos no mercado de câmbio envolvendo o país disparou na última década. Segundo o BC, em 2001, o giro total (inclui recursos de fora que entram e de dentro que saem) era de US$ 5 bilhões e hoje está em US$ 24 bilhões. Nesse período, o ingresso de recursos subiu 242% e a saída, 413%. Os números envolvem os mercados de pessoa física, como compra manual e cartão de crédito. “O contexto hoje é de plena liberdade para compra e venda, desde que obedecidos princípios regulamentares”, diz Siqueira.

O BC prepara, ainda, medidas para regulamentar de maneira mais específica como cartões pré-pagos recarregáveis, diz Siqueira. Hoje e a amanhã o BC sedia, em Brasília, seminário sobre Câmbio Manueal e transferências de pequenos valores, para preparar o mercado de câmbio para a Copa 2010.

Tombini abriu o evento destacando os avanços e a necessidade de maior modernização e simplificação das regras de câmbio. Ele citou como avanços a unificação do câmbio em 2005 (fim do câmbio paralelo), o fim da exigência de contrato de câmbio para valor inferior ou igual a US$ 3 mil, entre outros.

Para o presidente do BC, porém, o foco do seminário é saber até que ponto a regulação quanto à estrutura de suprimento de câmbio está adequada a esses novos desafios.

EUA estudam obrigatoriedade de caixa preta em carros

O órgão responsável pela segurança viária nos Estados Unidos estuda a obrigatoriedade de os veículos sairem de fábrica com uma caixa preta, como a de aviões, no país. Segundo a entidade, o objetivo é ter acesso ao que aconteceu com o veículo momentos antes de uma batida, e facilitar a investigação das causas de um acidente.

Antes mesmo da regulamentação alguns consumidores já protestaram contra o projeto alegando invasão de privacidade. O equipamento já existe em alguns modelos, mas uma nova legislação também vai padronizar o sistema e a maneira como as informações são armazenadas. (Com informações da Folha)

Preço dos combustíveis clama por descontos

Com recordes a serem batidos diariamente pelos preços dos combustíveis, estamos quase a chegar ao ponto de ter que pedir, não uma  simulação de crédito automóvel, mas quase um simulador de crédito para pagar o gasóleo ou a gasolina um pouquinho mais barato.
Pondo de lado a ironia, o cartão de crédito de que lhe falaremos permite atenuar este cenário sinistro e poupar um pouco nos combustíveis.
O BP PowerPlus é o cartão de crédito criado em parceria entre a Unicre e a BP. A qualidade mais notória do PowerPlus é o facto da sua utilização nos postos de abastecimento de combustível da BP originar um desconto de 6% nos abastecimentos futuros.
Distinguindo-se de muitos outros cartões de crédito, que dão desconto nos combustíveis, mas apenas traduzidos por compras de outros produtos, este cartão de crédito da BP permite-lhe deduzir logo o desconto ganho da próxima vez que encher o depósito do seu automóvel ou moto.
Um tanque cheio de 50 litros poderá representar um desconto de quase 5 euros da próxima vez que abastecer na BP. Por litro, chega quase aos 10 cêntimos de desconto.
O BP PowerPlus tem um tecto máximo mensal de cinquenta euros, que também só atingiria se abastecesse cerca de 850 euros mensais de gasóleo ou gasolina.
Se vier a utilizar a componente de crédito associado a este cartão, e tomando como referência um crédito de 1500 euros com o prazo de um ano, com o BP PowerPlus terá uma TAEG de vinte por cento. O BP PowerPlus tem ainda a vantagem de ter anuidades gratuitas e de ter associado alguns seguros, pelo menos gratuitos no primeiro ano.
Mas existem outros cartões que o ajudam a poupar no combustível.

O CaixaDrive , um cartão de crédito da CGD – Caixa Geral de Depósitos, permite aos seus subscritores beneficiarem de um reembolso de 3% sobre todos os valores gastos em abastecimentos de gasóleo ou gasolina nos postos da Repsol. Todos os valores, ou quase todos, pois há um limite máximo de vinte euros mensais de desconto acumulado – no entanto, tal desconto acumulado dá mesmo para muito combustível abastecido.
O cartão de crédito CaixaDrive tem uma taxa TAEG de 22.9 por cento. Quem o quiser adquirir paga uma anuidade de 14.42 euros, sendo que no primeiro ano, o valor pago é devolvido no caso da primeira compra ocorrer nos 45 dias após a data de emissão do cartão de crédito. As seguintes anuidades serão também elas gratuitas no caso do volume de facturação do cartão ser de pelo menos 2400 euros.
O Cartão Universo do BPI não é novo no mercado, e permite aos seus titulares o recebimento de um cash-back na conta cartão de dois e meio por cento do valor dos abastecimentos em postos de combustível da Galp. Quando os descontos acumulados atingem os dez euros são automaticamente convertidos nos chamados Cheques Universo, utilizáveis para compras em lojas do grupo Sonae, nomeadamente no Continente, Worten, Zippy Kidstore ou Modalfa. A taxa de juro TAEG do cartão de crédito Universo é de 24.3 por cento, tendo como referência um crédito pessoal de 1500 euros a 12 meses. O valor da anuidade a pagar pelo cartão é de 14 euros.
O 10.10 TSi é um cartão de crédito e não um potente e artilhado automóvel, se bem que o nome do cartão assim o dê a entender. O cartão mais automobilístico de todos, é sem dúvida o 10.10 TSi do Santander Totta. O titular do 10.10 TSi conta com um reembolso de um décimo do montante dos pagamentos de combustível, sempre que realizar compras de outros produtos, que não combustível, que afectem a conta cartão num valor mínimo de duzentos euros mensais.
Contudo este reembolso só pode ir até 10 euros mensais, não excedendo assim o máximo de 120 euros por ano. A TAEG deste cartão de crédito do Santander Totta é de 26.6% para a utilização de crédito de 1500 euros no prazo de um ano, e a anuidade a pagar pela fruição do cartão de crédito é de 35 euros.

Brasil disputa o terceiro lugar no mercado de carros Atrás da China e Estados Unidos, País trava disputa com Japão, Índia e Alemanha, depois de cair da quarta para a sexta posição

Cleide Silva - O Estado de S.Paulo
Enquanto a China lidera com folga a lista das nações que mais vendem automóveis no mundo, e os Estados Unidos se consolidam na segunda posição, quatro países, entre os quais o Brasil, disputam o terceiro posto. No primeiro quadrimestre, a diferença em vendas entre o terceiro colocado (Japão) e o sexto (Brasil) é de apenas 216 mil carros. No meio dos dois estão Índia e Alemanha.

Depois de encerrar 2010 como quarto maior mercado mundial, com vendas de 3,5 milhões de veículos, o Brasil caiu para a sexta posição no resultado acumulado de janeiro a abril deste ano, com 1,114 milhão de veículos. O Japão, que ainda enfrenta as dificuldades do terremoto de março, está em terceiro lugar, com 1,33 milhão de unidades. A Índia aparece em quarto, com 1,179 milhão de unidades.

Na quinta posição está a Alemanha, com 1,133 milhão, apenas 19 mil carros à frente do Brasil. O país europeu, que em 2010 ficou na quinta colocação geral, cresce a um ritmo de quase 12% em relação aos primeiros quatro meses de 2010, enquanto o Brasil cresce 4,6%. A Índia está crescendo quase 19% e os EUA, 19,4%. A China, que conquistou o topo do ranking em 2009, tem resultados 6% superiores aos do ano passado.

O Japão é o único entre os seis maiores mercados a registrar queda de 28,2% neste ano. As principais montadoras do país asiático ainda enfrentam escassez de componentes para a produção depois que o terremoto e o tsunami destruíram várias fábricas de fornecedores.

Japão. Na opinião de Michael Hanley, líder global da área automotiva da Ernest & Young, o Japão sofrerá as consequências da tragédia natural ocorrida no início do ano, mas a partir de 2012 deve se recuperar. "Já a América do Norte e alguns países da Europa estão em recuperação, mas ainda não devem chegar aos níveis de antes da crise de 2008 e 2009", diz o especialista.

A França, na sexta posição, registrou o mesmo aumento do Brasil, de 4,6%, para 979 mil unidades vendidas neste ano, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e de entidades do setor.

Hanley assina a tese de que os países emergentes, principalmente China, Índia e Brasil, serão os motores da indústria automobilística nos próximos anos. Ele defende, porém, um crescimento sustentável. "É melhor crescer 2%, 3% ou 4% ao ano do que ter um boom de vendas e depois enfrentar uma queda drástica", afirma.

O executivo da Ernest & Young cita o Brasil, que cresceu quase 12% em 2010 e que este ano segue em ritmo menos acelerado. A Anfavea projeta para 2011 aumento de 5% nos negócios, para quase 3,7 milhões de veículos. Hanley acredita que o crescimento será menor, entre 1% e 2%.

Recorde. O ritmo atual está mais próximo das previsões da Anfavea. Faltando dois dias para terminar, este já é o melhor maio da história em vendas no mercado brasileiro. Até quinta-feira (último dado disponível), foram licenciados 265,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus, segundo dados preliminares com base no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan).

A expectativa das montadoras é de encerrar o mês com aproximadamente 310 mil unidades. O recorde para meses de maio até agora havia sido o de 2010, com 251 mil veículos. No acumulado do ano, os resultados somam 1,38 milhão de unidades, cerca de 8% maior que no mesmo período de 2010.

O resultado total deste mês deverá também superar o de abril, que somou 289,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em vendas diárias, porém, haverá queda. O mês passado teve 19 dias úteis, com média de 15,2 mil carros vendidos ao dia. Este mês terá 22 dias úteis e a média diária, até quinta-feira, estava em 13,9 mil unidades.

Só em automóveis e comerciais leves foram vendidos, até quinta-feira, 249,9 mil unidades, 23% a mais do que em igual período do ano passado. No acumulado, esse segmento soma vendas de 1,3 milhão de unidades, e é liderado pela Fiat, com 22,1% de participação. A Volkswagen está em segundo lugar, com 20,9%, e a General Motors em terceiro, com 18,5%.

A greve na fábrica da Volkswagen no Paraná, que já dura 25 dias corridos, não teve impacto na posição da montadora, ao menos até agora. Em maio, foram vendidos 52,3 mil veículos da marca, o equivalente a 20,9% do total comercializado até quinta-feira. A Fiat tem 21,8% de participação, a GM tem 18,7% e a Ford, 9,1%, contabilizando-se apenas as quatro maiores companhias.

Locadoras ampliam frota de olho no aumento da demanda

Célio Magalhães fechou filiais em Araguari e Uberaba para atender Uberlândia

Locadoras de automóveis de Uberlândia planejam ampliar sua frota de carros para conseguir atender à demanda reprimida de clientes. Em até um ano e meio, ao menos uma das empresas ouvidas pelo CORREIO de Uberlândia pretende dobrar a quantidade de veículos em sua garagem, calculada hoje em 30 exemplares, entre modelos populares e sedans. Dentre cinco companhias contatadas, apenas uma relatou ter problemas com perdas de fregueses, motivadas, no entanto, pelo crescimento das concorrentes.

A expectativa de aumento da frota para atender à demanda vem ao encontro dos números divulgados pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) referentes ao mercado de aluguel de automóveis no ano passado. No Brasil, o faturamento do setor aumentou 17% com relação a 2009, chegando à casa dos R$ 5,11 bilhões. Em Minas Gerais, onde existem aproximadamente 219 locadoras, a frota passou de 45.559 carros registrados em 2009 para 52.028 no ano passado. São 6.469 veículos a mais, o que representa um crescimento de 12%.

Em Uberlândia, existem, pelo menos, 15 empresas especializadas em locação de automóveis. Proprietário de uma locadora com frota atual de 80 veículos, Célio Magalhães afirmou que teve de fechar as filiais que funcionavam em Araguari e Uberaba para atender à demanda de Uberlândia. “A procura é grande. A empresa tem seis anos, começou com 60 carros e chegou a 120. A redução atual é porque estamos trocando a frota”, afirmou. De acordo com ele, a média é de cinco locações diárias, com variação para mais em feriados prolongados ou quando há eventos na cidade. “Às vezes, a pessoa tem carro próprio, mas prefere locar outro carro para viajar”, disse.

Diária de carro popular varia de R$ 69 a R$ 99

A diária de locação de um carro motor 1.0, duas ou quatro portas, modelo chamado “econômico” pelas empresas, pode variar de R$ 69 a até R$ 99. Já modelos de luxo, como Vectra ou Focus, podem ter diárias com valores próximos a R$ 305, quando o locatário escolhe um plano sem limites de quilometragem para rodar.

Segundo o proprietário de uma locadora no bairro Aparecida, Célio Magalhães, para evitar golpes ou danos de propriedade, antes da locação, os interessados devem deixar um cheque caução na empresa ou ter retida uma quantia no cartão de crédito. Os valores variam de empresa e do plano escolhido. “Quando a pessoa vem pegar o veículo, a gente explica quais os cuidados deve tomar. A pessoa já sai sabendo que, se ela bate o carro, tem de pagar a ‘franquia’”, afirmou.

Algumas empresas incluem o seguro do carro no valor da diária. Em certas locações, também é de responsabilidade do cliente devolver o carro com o tanque cheio.

Locação de veículos

Variação de preços das diárias
- Modelo econômico: de R$ 69 a R$ 99
- Modelo de luxo: de R$ 280 a R$ 305

Para locar
- Interessado preenche cadastro
- Apresenta CNH, comprovante de renda e endereço
- Dados são checados e, caso tudo estiver bem, a locação é efetuada

Mais
- Aluguéis podem ser diários, mensais ou anuais
- Além da locação, o interessado paga: combustível e taxa de lavagem
- Deve-se deixar cheque caução ou ter valores retidos no cartão de crédito para casos de sinistros

Dia Mundial do Meio Ambiente - Accor Instituto

Connect 2015 - Accor Services International