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domingo, 3 de julho de 2011

ALL e Ouro Verde criam Ritmo Logística

São Paulo – Os negócios rodoviários da ALL e da Ouro Verde serão fundidos em uma nova empresa de logística rodoviária, a Ritmo Logística.  A empresa nasce com um faturamento de cerca de 300 milhões de reais, 700 equipamentos e 700 funcionários, aproximadamente.
 
O negócio começa sem dívidas e sem necessidade de aporte de capital dos sócios, segundo Paulo Basílio, presidente da ALL. A ALL e a Ouro Verde transferiram apenas os ativos rodoviários de cada uma das empresas, sem as dívidas. A ALL terá 65% da empresa e a Ouro Verde, 35%.
 
 “As duas empresas tinham essas divisões (rodoviárias) internamente, e a nova empresa tem só essa finalidade”, disse Marcelo Mokayad, presidente da Ritmo Logística. O negócio rodoviário concentra 3% da receita da ALL. Na Ouro Verde, o transporte rodoviário representava 20% da receita e 6% do resultado. 
 
A nova empresa pretende manter a carteira de clientes das anteriores e crescer encima dela. Um dos pontos em que querem crescer é grãos, soja, arroz, açúcar, contêineres, etanol, produtos siderúrgicos. Atualmente, a maior parte dos transportes rodoviários da ALL estava em bens de consumo. 
 
A expectativa é transportar um volume de 10 milhões de toneladas nos próximos cinco anos e multiplicar por cinco a receita atual (300 milhões de reais), nos próximos cinco a dez anos.  A nova empresa pretende investir cerca de 150 milhões de reais nos próximos dois anos, para a compra de mil equipamentos. 
 
Intermodal
 
O objetivo é explorar o intermodal - a integração dos modelos ferroviários e rodoviários. Basílio espera que o transporte intermodal represente a maior parte da receita da empresa. 
 
A empresa calcula que exista um mercado rodoviário no entorno da malha da ALL de mais de 40 milhões de toneladas. “ (queremos crescer) em cargas que estão em torno da ferrovia. Essa ponta é demandada, querem uma empresa que faça o serviço completo, busque na fazenda e leve no porto”, disse Mokayad.
 
A empresa acredita que tem um potencial de transportar 10 milhões de toneladas nos próximos cinco anos. Atualmente, como o transporte rodoviário é focado em bens de consumo e produtos industrializado, não é possível fazer a comparação em toneladas. 
 
Basile não vê no curto e médio prazo a necessidade de captação externa de recursos através de IPO (oferta pública inicial de ações) para a Ritmo Logística.

Especialistas questionam fusão

A proposta de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour foi anunciada. A participação do BNDES, emprestando mais da metade do dinheiro público para viabilizar o negócio, é uma das mais questionáveis por economistas
Casino apertou o cerco comprando mais ações do Pão de Açúcar (BANCO DE DADOS 

)Casino apertou o cerco comprando mais ações do Pão de Açúcar (BANCO DE DADOS )
O anúncio da proposta de fusão do Pão de Açúcar, que já é sócio do Casino, com o Carrefour acirrou a briga entre as duas companhias franceses e ainda deve gerar muitos fatos. A explicação para a batalha entre os dois grandes grupos franceses em torno do grupo brasileiro é o fato do Brasil ser considerado, segundo o jornal francês Le Figaro, um “eldorado” para o setor de supermercados. A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) no negócio, disponibilizando até R$ 4,5 bilhões para viabilizar operação que tem valor total R$ 5,6 bilhões é questionada por economistas, analistas de mercado e grande parte da sociedade que identifica mal uso de dinheiro público.

Em meio à disputa com o arquirrival Carrefour para assumir o controle da maior rede varejista do Brasil, na última quarta-feira o Casino apertou o cerco comprando mais ações do Pão de Açúcar. Com isso aumentou sua participação de 37% para 43,1%, desembolsando cerca de 550 milhões de euros para adquirir 16,1 milhões de ações preferenciais da companhia em circulação no mercado. Após a compra, os papéis da varejista brasileira subiam 1,8% nesta quinta-feira.

Para o professor de economia da Universidade Federal do Ceará, Marcos Holanda, a questão não é se o BNDES deve ou não financiar um negócio privado e sim o “custo de oportunidade” dele. “Ou seja, o dinheiro do contribuinte que vai ser gasto nessa operação não poderia ser melhor usado em outros projetos que gerem mais benefícios ao sofrido pagador de impostos brasileiro”, pergunta, lembrando que o dinheiro que o banco empresta é na maioria público, já que é financiado por aportes do Tesouro Nacional. “O Tesouro toma dinheiro emprestado a 12,5% e repassa ao BNDES que empresta a 6%”, completa, ressaltando que a diferença é paga pelos contribuintes.

O presidente nacional do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Sérgio Melo, diz que a princípio não vê nenhum problema do BNDES financiar a fusão do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour. “Entretanto, também acredito que existam muitos outros projetos rigorosamente nacionais que necessitam de recursos do BNDES prioritariamente”, pondera.

Melo e Holanda não concordam com os argumentos do governo de que esse seria um negócio estratégico para o Brasil porque possibilitaria a globalização de um grupo brasileiro abrindo portas para a exportação de produtos nacionais. “Não vejo nenhum sinergia desta fusão com geração de novas exportações para o Brasil”, diz o presidente do Ibef. Para o professor da UFC, é brincadeira. “Quem acredita que o consumidor francês vai passar a fazer compras no Pão de Açúcar e consumir vinho brasileiro”, questiona, perguntando também quem crê que é o Pão de Açúcar que está comprando o Carrefour e não o contrário.

Para o economista Alex Agostini, da Austin Rating, o governo está muito fora da realidade ao indicar que a internacionalização da marca vai permitir a exportação de produtos brasileiros. “Se fosse assim, o Carrefour e o Walmart venderiam muitos produtos franceses e americanos, e não chineses e brasileiros como vemos em grande escala nas gôndolas dos supermercados”, afirma.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A briga entre Casino e Carrefour pelo Pão de Açúcar se justifica pelo fato de ambos estarem encontrando dificuldades no seu mercado de origem, cada vez menos e menos adaptado aos hábitos de consumo nos países

Prêmio criado pelo IBEF vai certificar cases de empresas na área de sustentabilidade

Data: 27 / 06 / 2011
O IBEF reuniu um grupo de 15 profissionais de reconhecida atuação nas respectivas áreas, para avaliar os cases recebidos nos diversos aspectos envolvidos, orientados por um direcionamento estratégico, baseado no livro "Avaliação de Investimentos Sustentáveis", de autoria de Marcos Rechtman (Diretor do IBEF) e Carlos Eduardo Frickmann. Os autores, por meio de pesquisas, estudos e orientações de profissionais da área, estabeleceram conceitos de direção e gestão empresarial, - a Metodologia do Pentágono em Sustentabilidade.
Os vencedores de cada categoria serão premiados em evento que será realizado em Julho de 2011, receberão o troféu / escultura Ecosofia, terão seus projetos divulgados pela instituição e serão convidados especiais nas palestras e seminários do IBEF.
Sobre o IBEF
Criado em 1971, o IBEF - Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças é uma entidade de utilidade pública federal, estadual e municipal, sem fins lucrativos, apartidária e que reúne os principais executivos e empresários do país.
No início de sua criação o IBEF era formado por executivos financeiros, mas abriu as portas para profissionais de diversos setores em função da abrangência dos assuntos em que se envolveu ao longo desses anos. Hoje, além de executivos de diversos setores e empresários, fazem parte do quadro social diversos políticos, homens públicos, acadêmicos e profissionais liberais. O IBEF-Rio realiza atividades nas áreas de treinamento, pesquisa, estudos e projetos em diversos segmentos de nossa economia, com discussão dos importantes temas nacionais e regionais, além de promover inúmeros congressos e seminários organizados com a participação de autoridades e personalidades da iniciativa privada.

ANP critica demora do governo em aprovar 11a rodada

DENISE LUNA - REUTERS
RIO DE JANEIRO - O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, está preocupado com o cronograma da 11a rodada de licitações de áreas de petróleo, classificando como anormal a demora na formalização do leilão por parte do governo.
Passados dois meses da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 28 de abril, que decidiu pela realização do leilão, a presidente Dilma Rousseff ainda não assinou a autorização para publicação do edital, que já está pronto na autarquia.
"Isso é absolutamente inédito. Nunca se demorou tanto a publicar o edital depois do CNPE autorizar", observou Lima em entrevista à Reuters nesta quinta-feira.
Ele disse desconhecer o motivo do atraso, mas afirmou que "ouviu dizer" que a presidente teria pedido para ler com minúcia todo o material do leilão e "estaria muito ocupada".
Pelas regras da ANP, o leilão é realizado 120 dias depois da publicação do edital.
Segundo Lima, todo o cronograma do edital terá que ser revisto e a tendência é que fique mais para o final do ano, talvez novembro, uma época que o diretor não considera favorável.
"Atraso de dois meses traz um certo problema, traz prejuízo. Nosso cronograma previa final de setembro começo de outubro, já não vai dar mais, está prejudicado", disse o executivo.
"O final do ano já não é tão bom para leilão", completou.
PETROLEIRAS
Lima afirmou que muitas empresas do setor tem procurado a ANP com preocupações sobre o atraso na formalização do leilão.
"Tem muita gente interessada em participar, estamos levando a leilão áreas de nova fronteira na margem equatorial, tem muito interesse", afirmou, descartando que o temor do governo seria um eventual fracasso da oferta, por não conter áreas do pré-sal da costa brasileira.
Ele lembrou que a 11a rodada está concentrada na venda de blocos no Norte e Nordeste do país, regiões que precisam ser desenvolvidas.
"Essa licitação vai trazer investimento para o norte e nordeste do Brasil. O Sudeste já tem o pré-sal, tem que levar riqueza para todas as áreas da Nação", disse Lima.
A 11a rodada marcaria a retomada dos leilões do governo federal de áreas de petróleo. O último evento do tipo ocorreu em 2008, mas só com áreas em terra, menos atraentes.
Entidades como o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que reúne petroleiras que operam no Brasil, dizem que a interrupção dos leilões afeta o planejamento de investimento das companhias no país. 

BR Distribuidora, CTF e Fator terão empresa de cartões

A CTF Technologies, empresa especializada em gestão de frotas de veículos, a BR Distribuidora e o Banco Fator estão montando uma empresa de cartões que vai atuar no mercado de credenciamento de lojistas e concorrer com Cielo e Redecard. Para isso, as três companhias estão criando uma joint venture, segundo duas fontes próximas.
Inicialmente, a nova empresa vai atuar no segmento de postos de combustível e distribuição de gás, cadastrando esses estabelecimentos para aceitarem bandeiras como Visa e MasterCard. Em uma apresentação fechada no Ciab, evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir tecnologia bancária, Ariel Holpern, presidente da CTF, mostrou a estratégia da nova empresa a um grupo pequeno de convidados no estande da HP.
O encontro reservado foi organizado para discutir o setor de credenciamento de cartões, que completa em julho um ano de abertura a novos competidores. Segundo uma fonte próxima, ainda faltam definir alguns detalhes da joint venture, como um acordo de acionistas.
CTF - A CTF é subsidiária de uma empresa canadense, a CTF Technologies Inc., mas desenvolve todas as suas estratégias e operações no Brasil: opera em 2 mil postos de abastecimento e tem 3,5 mil clientes e 350 funcionários. O sistema de gestão de frotas da empresa está em operação desde 1998 nas duas maiores bandeiras nacionais de distribuição de combustível, a BR Distribuidora e a Ipiranga. No mercado de cartões, a BR tem um plástico de crédito em parceria com a Visa.
HP - Na nova empresa, a HP vai cuidar do processamento tecnológico das operações dos cartões em conjunto com a companhia americana First Data. Segundo as duas fontes, esse último mercado tem grande potencial de negócios na área de cartões. Números apresentados na reunião mostram que, na venda de gás de botijão, 40% das transações são pagas com cheque ou dinheiro. Procuradas, as empresas não se pronunciaram.
Elavon e Global Payments - Na mesma reunião, participaram duas empresas americanas que estão entrando no Brasil para operar no mercado de credenciamento, a Elavon e a Global Payments. As duas já anunciaram a vinda para o País no final de 2010. A primeira fechou parceria com o Citibank e está montando as operações em São Paulo. A GP contratou Antônio Castillo, ex-executivo da Cielo para comandar os negócios no Brasil.
Data: 28/06/2011
Fonte: com informações de Época Negócios e Agência Estado

Conferência Internacional de Economia prioriza a sustentabilidade A cadeia do pirarucu foi citada como um dos exemplos de economia verde que podem ajudar a alavancar o desenvolvimento sustentável regional no Amazonas

 Despesca do pirarucu na RDS de Mamirauá, no médio Solimões, é a mais bem estruturada no Amazonas pelo planejamento dos pescadores da reserva
Despesca do pirarucu na RDS de Mamirauá, no médio Solimões, é a mais bem estruturada no Amazonas pelo planejamento dos pescadores da reserva(Reprodução)
Mais produtos da floresta para alimentar a população do planeta, com sustentabilidade, e menos crédito de carbono. Essa foi uma das linhas mestras da Conferência Internacional de Economia Verde (Lige) realizada durante dois dias (29 e 30 de junho), no Tropical Hotel, na Ponta Negra.
O entendimento de especialistas como Dan Biller, economista chefe do Departamento de Desenvolvimento Sustentável para Ásia/Sul, do Banco Mundial, é de que as culturas regionais da Amazônia, como o açaí e pirarucu, por exemplo, entre as outras existentes, é que devem pautar o desenvolvimento sustentável regional.
“A floresta é rica em tradição e conhecimentos, e o que tem que ser feito é viabilizar recursos financeiros, tecnologia e assistência técnica para que os ribierinhos e demais povos desenvolvam a economia sustentável, com respeito a biodiversidade”, destacou.
Com empréstimos da ordem de US$ 8 bilhões para países como a Índia, Nepal, Butão, Sirilanka, Bangladesh, Paquistão, Afeganistão e Ilhas Maldivas, o economista brasileiro Dan Biller é responsável por projetos de diversas naturezas, mas todas relacionadas ao desenvolvimento sustentável em áreas críticas do planeta. “Na Índia, mais especificamente no Delta do Ganges, onde vivem milhares de pessoas, temos projetos nas comunidades rurais locais. Trata-se de uma atividade com muitas dificuldades, mas com valorização dos conhecimentos regionais, o mesmo desenvolvemos nos demais países sob a nossa responsabilidade”.
VárzeaBiller destacou que na Amazônia, mais diretamente na várzea, há uma riqueza extraordinária, que pode fornecer alimentos orgânicos em escala mundial, mas que tem que haver assistência técnica e liberação de recursos de diversos organismos, dentre eles o Banco Mundial, que já atua fortemente no Brasil. “Trata-se de uma das áreas mais ricas em sedimentos oriundos dos grandes rios, dentre eles o Amazonas”.
Ele frisou também que nos Estados Unidos já existe uma aceitação pelo açaí, que, por suas propriedades energéticas, começa a movimentar o mercado local. “O açaí começou nas comunidades das academias de ginástica,mas hoje está em outras áreas da sociedade norte-americana. Além do marketing do produto, os amazônidas têm que fazer divulgação dos benefícios sociais que esta cultura tem produzido nas comunidades da floresta, trata-se da sociobiodiversidade”.
Riqueza
O diretor presidente do Idam, Edimar Vizolli, disse que os produtores rurais do Amazonas são responsáveis por 5,6% do Produto Interno Bruto do Estado e que em 2011 serão repassados aproximadamente R$ 85 milhões de créditos, para melhorar a cadeia produtiva e aumentar a participação na riqueza gerada regionalmente pelo setor primário.
Segundo ele, as parcerias com a Embrapa, Inpa, Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e instituições financeiras como Banco do Brasil, Basa e Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), tem contribuído para gerar mais receita e tecnologia nas áreas mais afastadas da Amazônia. “Sustentabilidade tem que vir acompanhada com geração de renda, assistência técnica, ciência e financiamento, do contrário, a floresta sofrerá com devastação”, pontuou.
Com 539 especialistas, sendo 393 de nível médio e 146 com nível superior (engenheiros florestais, de pesca, agrônomos, veterinários, entre outros), distribuídos em 66 escritórios em todos os municípios amazonenses, o Idam tem sido a principal referência do desenvolvimento sustentável do Estado. A meta para 2011 é conseguir crédito para 22 mil produtores. Em 2010, 10.500 produtores receberam R$ 58 milhões.

eduardolopes.com: Estudo aponta falta de investimentos em mão de obr...

eduardolopes.com: Estudo aponta falta de investimentos em mão de obr...: "Pesquisa da Câmara de Comércio Americana (Amcham) mostra que, para o setor privado, projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e à amplia..."

Marketagem - Marketing e Propaganda para todos.: Links Patrocinados no Facebook

Marketagem - Marketing e Propaganda para todos.: Links Patrocinados no Facebook: "No Facebook também temos um ferramenta de Links Patrocinados . Esta, por sinal, bem diferente do Google Adwords , pois possui outras formas..."

SERFINCO: CARREFOUR PODE OFERECER 'PRESENTES' PARA RIVAL

SERFINCO: CARREFOUR PODE OFERECER 'PRESENTES' PARA RIVAL: "jornal Valor Econômico 01/07/2011 - Daniele Madureira O francês Carrefour tem consciência de que precisará abrir mão de alguns dos seus at..."

UM ANO SEM EXCLUSIVIDADE, BALANÇO POSITIVO

jornal Diário do Comércio 30/06/2011 - Rejane Tamoto 

Em ano depois do fim da exclusividade do uso de bandeiras nas máquinas de cartões de crédito e de débito, os lojistas conseguiram alguns benefícios, que vão desde os descontos nas taxas ou nos aluguéis das máquinas POS até opções de novas tecnologias e melhor atendimento. De acordo com o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o aumento da concorrência entre as credenciadoras Redecard, Cielo e Getnet possibilitou ao lojista melhores condições de negociação. "O comerciante tem duas máquinas hoje não por obrigação, e sim para usar de maneira alternativa no caso de pane no sistema de uma delas e também para atender os clientes de forma mais eficaz e evitar filas", afirma.

A reportagem do Diário do Comércio esteve há poucos dias em quatro lojas do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista, que já haviam sido visitadas pelo jornal um mês após o anúncio do fim da exclusividade, no ano passado. De lá para cá, dois comerciantes revelaram ter conseguido desconto nas taxas para operações de crédito e de débito. "Há oito meses chamei as duas (Cielo e Redecard) e pedi a melhor taxa.

A menor venceu a concorrência porque ofereceu desconto de cerca de 25% nas transações de débito e crédito. Além disso, participo de um programa de fidelidade, no qual acumulo pontos por transação para trocar por prêmios", diz o gerente da loja de tênis e malas Pedal Federal, Raphael Masuet. Segundo o lojista, 83% das vendas na sua loja são pagas com cartão e a negociação representou economia de R$ 1 mil por mês. Mesmo assim, ele manteve uma máquina da credenciadora concorrente, para usar apenas em caso de emergência. "Eu já precisei", afirma.

Emergências – O mesmo receio de pane foi observado em outros estabelecimentos. A loja de celular Commcenter, no Shopping Center Norte, ficou 11 dias sem o sistema de Transferências Eletrônicas de Fundo (TEF), no mês passado, por causa de uma pane. A consultora de vendas Thais Prado diz que nesse período usou uma máquina POS de uma das credenciadoras, o que salvou as vendas da loja, que são pagas 100% com cartão. "O único problema é que essa máquina não passa a bandeira Diners Club. E a concorrente não passa American Express", relata o gerente da Commcenter, Mauricio Rodrigues Trindade.

Para evitar esses problemas, a atendente do quiosque Havana, Tânia Santos de Oliveira, diz que a empresa manteve as máquinas da Cielo e da Redecard. "É uma precaução, porque 80% dos clientes pagam com cartão e, em dias de movimento, vendemos R$ 7 mil. Se uma para, temos a outra."

A analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, avalia que uma mudança significativa para o varejo foi a diminuição no custo do aluguel das máquinas POS, tanto para grandes quanto para os pequenos lojistas. "As taxas para transações de débito e crédito não mudaram muito", diz .

Negociação – O desconto no aluguel de uma máquina POS sem fio foi um benefício obtido pela loja Foto Paulo, do Shopping Center Norte. De acordo com o gerente, Daniel Gomes, o desconto fez parte de uma grande negociação com uma das credenciadoras, em um pacote que envolveu diminuição de taxas para transações de crédito e débito. "Não sei o percentual de desconto. Nossa central negociou há dois meses para as 15 lojas da rede. Com dois equipamentos, não temos medo de ter problemas porque um está conectado à linha telefônica e o outro tem tecnologia sem fio", explica.

Além do uso de máquinas POS da credenciadora, Gomes manteve também os equipamentos da American Express e da Hypercard. "Hoje 80% dos nossos clientes pagam com cartão, mas ainda concedemos desconto de até 5% para pagamento com dinheiro à vista", afirma.

Tecnologia para conquistar o cliente

Ao se tornarem multibandeiras, as estratégias das credenciadoras Cielo e Getnet para competir no mercado foram firmar parcerias com mais bandeiras e investir em tecnologia. Segundo a analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, essas medidas devem aumentar suas margens de mercado e diminuir os custos para os lojistas. Ela acredita em uma mudança significativa no mercado em médio e em longo prazo, com a chegada de novas credenciadoras. Segundo Thais, Cielo e Redecard detêm hoje 90% de participação. Procurada pela reportagem, a Redecard informou que não poderia dar entrevista porque passa por um momento de reestruturação.

A Cielo afirmou que adota como estratégia parcerias com bandeiras regionais e empresas de benefícios. De 2010 para cá se uniu a Aura, Sorocred, Policard, Good Card, Cred-System (cartão de crédito da bandeira Mais!), Banestes (emissor do Banescard) e Elo. Em outra frente, ampliou o atendimento aos cartões de benefícios com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios. A empresa já capturava as transações de Visa, MasterCard®, American Express®, JCB (Japan Credit Bureau), Visa Vale, Ticket® e Sodexo. Segundo o vice-presidente executivo comercial e de varejo, Dilson Ribeiro, o cenário multibandeira foi positivo para a empresa e a estratégia é continuar oferecendo maior mix de bandeiras para o cliente vender mais, além de opções inovadoras de pagamento na plataforma mobile (pelo celular).
Em 2010, o lucro líquido da Cielo foi de R$ 1,831 bilhão, crescimento de 19,1% sobre 2009. No período, a empresa captou R$ 262 bilhões somente em transações com cartões de crédito e débito. O número é 22,3% superior ao volume transacionado em 2009.

Nesse período, a empresa lançou o Cielo Premia, uma forma do lojista fidelizar o cliente do cartão ao oferecer premiação e descontos e o Cielo Fidelidade, programa de acúmulo de pontos que premia lojas com concentração de vendas nas máquinas da credenciadora. Os prêmios podem ser produtos e serviços, como indicadores de negócio e de mercado, e avaliação de desempenho em relação aos concorrentes.

Desde a abertura do mercado, a Cielo negociou com 70% dos clientes de grande porte, o que resultou em uma queda da taxa líquida de desconto, que não divulgou. Ela atende 1,8 milhão de empresas e não informa quantas conseguiram desconto.

Se agora a Cielo caminha em direção a bandeiras regionais e serviços de benefícios, a Getnet, que fez parceria com o Santander no ano passado, já trilha esse caminho. Hoje, acumula 23 bandeiras regionais e aposta na oferta de serviços como recarga de telefone, correspondente bancário, consultas cadastrais e programas de fidelidade. "São serviços que geram circulação de cliente e receitas. O comerciante, por exemplo, recebe comissão por recarga telefônica", diz o presidente da Getnet José Renato Hopf.

Em tecnologia, a empresa investiu US$ 65 milhões nos últimos 12 meses. O montante incluiu soluções para máquinas POS sem fio, mobilidade com garantia de velocidade e de banda larga. Hopf diz que a empresa passou a atender de 12 a 15 mil novos estabelecimentos por mês no último bimestre. Em maio, foram 56 milhões de transações, nas máquinas de débito e crédito e em serviços.

Sem divulgar resultados de faturamento, Hopf diz que a meta da empresa é atingir 10% de fatia de mercado até o final de 2012. Atualmente, só com as transações em MasterCard e Visa, tem 2% de participação, com 135 mil clientes e 215 mil estabelecimentos. Sobre a redução de taxas, Hopf diz que esse não é o único critério de escolha do lojista. "O cliente quer uma máquina POS que funcione bem e que não pare no Natal. Esse é o nosso diferencial, a tecnologia avançada."

WALMART GANHA FORÇA NA DISPUTA PELO CARREFOUR

jornal Brasil Econômico 01/07/2011 - Françoise Terzian

Longe de acabar, a queda de braços entre Abilio Diniz , presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, e Jean Charles Naouri, presidente do Casino, pode favorecer o Walmart. Em 2009, a maior rede varejista do mundo manteve conversações como Carrefour Brasil como intuito de incorporar sua operação no país. Agora, diante da resistência do Casino em aceitar a fusão, o que se comenta dentro do Carrefour Brasil é que oWalmart deve voltar a procurá-los.

Embora a entrada dos americanos na disputa possa valorizar o passe do Carrefour, os franceses demonstram clara predileção por Diniz. Se o Walmart comprar o Carrefour, teme-se que a marca desaparecerá do país em dois a três anos. Os americanos têm um estilo de gestão mais lento quando o assunto envolve a mudança de estrutura e de bandeira. Mas quando decidem, vão até o fim.

O alto comando do Carrefour crê não ser de interesse dos americanos manter a marca francesa no país. Já com o Pão de Açúcar, há a certeza de que os 36 anos de Carrefour Brasil seriam preservados. 

Não porque Diniz se comprometeu a manter as lojas abertas, mas porque o Novo Pão de Açúcar (NPA) deteria 11,7% do Carrefour França, com a possibilidade de comprar mais 6% das ações nos próximos anos.

Diante disso, seria de interesse do maior supermercadista brasileiro fortalecer a marca Carrefour no Brasil. Para a matriz do Carrefour, a entrada do Pão de Açúcar no negócio também seria interessante, uma vez que eles aportariam dinheiro diretamente na operação francesa.

A incorporação entre o Walmart e o Carrefour Brasil não foi para a frente há dois anos porque a rede americana teria encontrado mais problemas que os imaginados. Isso inclui desde indícios que depois se concretizaram em um rombo contábil de € 550milhões, descoberto no ano passado, e deficiências nos hipermercados.

Como adiamento da compra, o Walmart foi atropelado por Abilio Diniz, que se viu sem saída com a proximidade de 2012, o ano em que o Casino poderá exercer seu direito de assumir o controle do Pão de Açúcar.

Para sorte do Walmart, o desentendimento entre Diniz e Naouri o traz novamente para o jogo justamente no momento em que o Carrefour começou a limpar a casa.

Ou seja, o cenário agora é outro. Desde a descoberta do rombo contábil, o Carrefour Brasil vem conduzindo uma forte reestruturação em diversos níveis e áreas da empresa, o que incluiu desde a troca de presidente e diretores até uma revisão dos hipermercados, que apresentavam problemas variados como lojas sujas, falta de alguns produtos de alto giro ou margem mais folgada e tempo de atendimento aquémdo esperado. Procurados, Carrefour e Walmart não se pronunciaram.

Independência

A rede francesa parece não estar tão mal das pernas quanto se fala no mercado. Para a cúpula, o Carrefour Brasil tem condições de continuar sua escalada rumo ao topo do setor supermercadista brasileiro sozinho, sem pedir ajuda ao Pão de Açúcar ou ao Walmart.

Em paralelo, o grupo francês vem registrando suas maiores taxas de crescimento em mercados emergentes como o Brasil e a China, segundo o balanço do primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março de 2011, as vendas cresceram mais no Brasil (12,4%) que na China (12,1%), A retomada dos negócios tem a ver com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro e também com o Atacadão, uma espécie de galinha dos ovos de ouro dos franceses.

O grande interesse dos franceses no sucesso da fusão com o Pão de Açúcar tem a ver com os frutos que esta união poderá trazer ao Carrefour na Europa. A nova companhia, caso saia do papel, já se comprometeu a realizar aportes no Carrefour França, onde as vendas só das lojas no formato hipermercados caíram 1%. Em outros países da Europa, o que engloba o grupo Espanha, Bélgica e Itália, a situação consolidada foi ainda mais complicada, com queda de 4% no faturamento no primeiro trimestre deste ano.

Agora é esperar para saber quanto tempo os franceses do Carrefour resistirão ao assédio de terceiros e manterão a decisão de fechar negócio com o Pão de Açúcar.

SERFINCO: CARTÃO DE CRÉDITO VISA MANTER DINHEIRO CIRCULANDO ...

SERFINCO: CARTÃO DE CRÉDITO VISA MANTER DINHEIRO CIRCULANDO ...: "portal O Serrano 01/07/2011 Em 28 de junho a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Serra Negra - ACIA procedeu ao lançamento de m..."

SERFINCO: MARÍTIMA SEGUROS FECHA PARCERIA EXCLUSIVA COM INTE...

SERFINCO: MARÍTIMA SEGUROS FECHA PARCERIA EXCLUSIVA COM INTE...: "portal Fator Brasil 01/07/2011 A Marítima Seguros, uma das maiores companhias de seguro do Brasil, acaba de firmar uma parceria com a Inte..."

SERFINCO: GOVERNO TENTA DETER FRAUDES NO CONSIGNADO

SERFINCO: GOVERNO TENTA DETER FRAUDES NO CONSIGNADO: "jornal Diário do Nordeste 01/07/2011 Para inibir fraudes no crédito consignado concedido aos aposentados que não têm conta bancária, o gov..."

SERFINCO: AGENTES DE CRÉDITO TERCEIRIZADOS TERÃO PADRONIZAÇÃ...

SERFINCO: AGENTES DE CRÉDITO TERCEIRIZADOS TERÃO PADRONIZAÇÃ...: "jornal Brasil Econômico 01/07/2011 – Ana Paula Ribeiro Os bancos de menor porte vão tentar tirar proveito das novas exigências do Banco Ce..."

WIKILEAKS VAI À GUERRA CONTRA OPERADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO

portal Rede Brasil Atual 01/07/2011

A organização de jornalistas Wikileaks deve entrar com ação judicial contra as operadoras de cartão de crédito Visa e Mastercard e contra o serviço de pagamentos online PayPal. De acordo com Kristinn Hrafnsson, representante da organização, os documentos devem ser protocolados ainda nesta sexta-feira (1º). Como o trabalho do Wikileaks não é considerado legal pela Justiça, a decisão de suspender pagamentos, adotada em dezembro de 2010, é tida por arbitrária.

Durante o 6º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, o jornalista acusou as companhias de terem agido sem preocupação com um processo justo, adotando um comportamento "condenado" pela Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

Nesta semana, a organização divulgou uma paródia de um comercial da Mastercard. O vídeo viral, publicado no Youtube, elenca despesas com equipamentos, com advogados por processo no mundo todo. A seguir, sugere: "Ver o mundo mudar como resultado do seu trabalho, não tem preço".

À época da suspensão, ainda segundo dados da entidade, a arrecadação diária era de 25 mil euros diários (R$ 56,5 mil). Desde então, a estimativa poderia superar R$ 20 milhões. "Você pode doar para a Klu-Klux-Klan, nos Estados Unidos, mas não pode doar US$ 10 ou US$ 50 para uma organização que luta pela liberdade de expressão em todo o mundo", criticou Hrafnsson.

Em 2009, a organização publicou uma série de documentos relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão. A partir de 2010, milhares de telegramas enviados de embaixadas e consulados dos Estados Unidos espalhados pelo mundo ao Departamento de Estado americano passaram a ser vazados pela entidade.

Em dezembro do ano passado, logo após o início da divulgação do chamado Cablegate, Visa, Mastercard, Paypal e outras empresas suspenderam a possibilidade de doação para o Wikileaks. Essa via era uma importante fonte de recursos.

Assista ao vídeo do YouTube:

As pessoas devem denunciar sem temer, diz fundador do OpenLeaks


1º de julho -  Daniel quer fazer do Openleaks uma real e eficaz ferramenta para a transparência mundial. Foto: Flávia de Quadros/indicefoto.com/Divulgação
Daniel quer fazer do Openleaks uma real e eficaz ferramenta para a transparência mundial
Foto: Flávia de Quadros/indicefoto.com/Divulgação

EMILY CANTO NUNES
Direto de Porto Alegre
No último dia do Fórum Internacional Software Livre (fisl12), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o ex-WikiLeaks Daniel Domscheit-Berg falou da importância da segurança no campo da denúncia digital (Security in the field of digital whistleblowing, em inglês)l. Porta-voz do OpenLeaks, Daniel apresentou no início desta tarde de sábado o que ele imagina ser o melhor fluxo para denunciar algo em um site e como pretende fazer isso com o OpenLeaks. Preocupado com o anonimato das fontes das denúncias, Daniel disse que está em busca de um software que seja fácil para qualquer pessoa usar, inclusive seus pais e avós, e que também preserve a identidade dos usuários.
Na sua opinião, pessoas interessadas em denunciar atos de corrupção não pensam como os jornalistas que querem se promover por meio de uma reportagem. "Os denunciantes não querem ajudar a construir a fama de um jornalista ou de uma empresa, eles querem compartilhar as informações. O jornalismo tem relação com a exclusividade, não com a divulgação apenas." Nesse sentido, o que o OpenLeaks pretende fazer, de acordo com Daniel, é estar entre a fonte da denúncia e aquele que vai publicar uma história a partir daqueles documentos, para preservar a identidade de quem fez o upload de uma denúncia em um site. Dessa forma, as fontes terão suas denúncias feitas sem que elas estejam atreladas às políticas de um veículo de imprensa, que pode comprometer sua identidade e que pode simplesmente optar por não publicar uma história que prejudiquem seus interesses. "Nós podemos determinar junto com a fonte um período de tempo para deixar aquele documento disponível para um veículo, mas caso ele decida não fazer uso daquela denúncia, teremos como torná-la pública à comunidade", explicou.
Segundo Daniel, essa intermediação que faria o OpenLeaks serve para evitar que somente os meios de comunicação tenha acesso e poder sobre documentos de uma denúncia e também para limpar os documentos colocados no site de informações que possam rastrear as fontes. "Nós fazemos uma segunda versão de um documento para que ninguém possa rastrear de onde ele veio. Não sei se vocês sabem, mas o PDF, por exemplo, é um tipo de extensão que diz muito sobre de onde ele veio, traz muitas marcas", explicou ao público, menos numeroso que da palestra de sexta-feira. Quanto à questão da veracidade de uma denúncia, ele disse que esse sistema que o OpenLeaks está criando tenta, através de formulários com perguntas, assegurar essa veracidade, mas que se o jornalista precisa de mais, ele é quem deve ir atrás: "esse não é um problema nosso", afirmou ele, que desde que chegou anda acompanhado de um cuia de chimarrão e uma térmica para a água quente.
Sua ideia é que não exista somente um site para fazer denúncias, mas vários que estejam de acordo com as necessidades e objetivos dos denunciantes. "Nosso objetivo é que, ao final de todo o fluxo, no fim do dia, as informações estejam à disposição do público, tenha um jornal decidido escrever sobre ou não", disse Daniel, que explicou também que desta forma o processo de denúncia se torna mais transparente.
Daniel também destacou a importância do envolvimento da comunidade de desenvolvedores para que linguagens seguras sejam usadas no desenvolvimento de sites como OpenLeaks para que o anonimato das fonte sejam mantidos. Ele contou que o software no qual seu grupo está trabalhando é bastante customizado, por isso não há muito do que se vê por aí, mas que é importante todos se interessarem para que algo sólido seja construído, um site forte o bastante para as pessoas confiarem e subirem seus documentos secretos sem que sejam punidas por isso. "Nao sei vocês sabem, mas em alguns locais as pessoas tem que relatar à polícia quando elas recebem um documento secreto, mesmo os jornalistas. Temos que achar uma forma das pessoas denunciarem sem temer", afirmou Daniel Domscheit-Berg. Preocupado com o anonimato dos denunciantes, Daniel deu exemplos de sites - como do projeto de transparência da Al Jazeera e uma iniciativa do The Wall Street Journal - que recebem documentos secretos e que, "mesmo sem querem", facilitam o rastreamento através de sua programação. Sites que tem ligação com o Facebook e o Twitter, que tem anúncios, que fazem uso do Google Analytics ou que utilizam o HTTPS - que permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada e que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente através de certificados digitais - deixam brechas para que as pessoas que entram neles sejam rastreadas segundo Daniel. "Nós estamos em contatos com eles, mas pouco ainda foi feito. Se você quer garantir o anonimato das suas fontes de denúncias, tem que tirar fora toda essa porcaria".
Por fim, Daniel falou sobre o projeto Tor, que, segundo ele, é uma ótima iniciativa, mas não é fácil de utilizar por qualquer pessoa em qualquer lugar porque necessita de uma instalação, e as pessoas normalmente não podem instalar programas no local onde trabalham, por exemplo. O The Onion Router, conhecido pela sigla TOR, é uma rede de computadores distribuída com o intuito de prover meios de comunicação anônima na internet.
O OpenLeaks
Nascido na Alemanha, Daniel virou figura pública ao ser a "cara" do WikiLeaks, ao lado de Julian Asange, durantes três anos. Após divergências, decidiu abandonar o projeto e atualmente sofre ameaças do antigo parceiro que promete processá-lo por sabotagem. Autor do livro Os bastidores do WikiLeaks, Domscheit-Berg, trouxe a público os problemas estruturais de uma das organizações mais polêmicas dos últimos anos.
O OpenLeaks foi criado para atuar com responsabilidade na divulgação de material recebido através de vazamentos via fontes que desejam permanecer anônimas no processo. Criado no ano de 2010, tem como objetivo utilizar a inteligência coletiva para dar suporte aos sites que promovem denúncias, tornando o vazamento mais amplo e, principalmente, diminuindo o risco para aqueles que buscam combater a corrupção.