Total de visualizações de página

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Iveco Trakker bi-fuel é indicado para mais um Prêmio de Inovação Tecnológica


• Vencedor do Prêmio Top Etanol, concendido pela Unica, caminhão que funciona com etanol e diesel agora concorre ao Prêmio Autodata 
• Iveco Stralis NR Eurotronic, com câmbio automatizado, também é indicado para a categoria Caminhão do Ano
 
A comissão julgadora da Revista Autodata, uma das principais do setor automotivo brasileiro, indicou o modelo Iveco Trakker Bi-Fuel ao prêmio de “Melhores do Setor Automotivo 2011” na categoria Inovação Tecnológica. A tecnologia bi-fuel é inédita e foi desenvolvida no Brasil pela Iveco em parceria com a FPT Powertrain e a Bosch. Ela permite a redução no consumo do óleo diesel em até 40% com o uso do etanol, o que garante uma importante contribuição ambiental uma vez ser este um combustível 100% renovável. Em aplicações localizadas dentro das usinas de álcool, o Iveco Trakker Bi-Fuel oferece um ganho econômico médio de 6% para o operador. Estes números estão sendo comprovados em testes de campo, atualmente conduzidos pela Raízen, a maior produtora de etanol do País.
 
O Iveco Trakker Bi-fuel (o primeiro de seu tipo no mundo) já teve sua tecnologia reconhecida pelo importante prêmio Top Etanol, concedido pela Unica (União da Industria da Cana-de-Açúcar), exatamente na categoria Inovação Tecnológica. 
 
Além do Trakker Bi-Fuel, a Iveco ainda foi nomeada em outra categoria do Prêmio Autodata, o de Caminhão do Ano, com o recém-lançado Stralis NR Eurotronic, equipado com a mais moderna transmissão automatizada do mercado, a única com 16 marchas e que dispensa totalmente o pedal da embreagem. Com ela, o veiculo reduz em até 7% o consumo de combustível quando comparado ao modelo manual, além de compor um eficiente e seguro sistema de freio motor (com até 985cv de potência de frenagem, a maior da categoria).
 
A Iveco já recebeu a estatueta do Prêmio Autodata em seis oportunidades, sendo três vezes consecutivas na categoria Caminhão do Ano (em 2007 com o Stralis, em 2008 com a Iveco Daily em 2008 e em 2009 com o Tector). A Iveco também já conquistou o Prêmio Autodata nas categorias Estratégia de Marketing (2008), Gestão (2009) e Empreendedorismo (2010). 
O Prêmio Autodata é considerado um dos mais tradicionais no setor automotivo. Os vencedores são escolhidos por votação direta realizada pelos leitores da Revista AutoData, dos assinantes da Agência AutoData de Notícias e dos participantes dos congressos da editora.
 
Iveco
 
Iveco projeta, produz e vende uma ampla gama de caminhões leves, médios e pesados, ônibus, veículos comerciais para aplicações militares, fora de estrada, bombeiros, defesa civil e etc. A Iveco emprega mais de 25.000 pessoas e possui 23 fábricas em 10 países do mundo, utilizando excelente tecnologia desenvolvida nos cinco centros de pesquisa e desenvolvimento. Além da Europa, a empresa opera na China, Rússia, Austrália e América Latina. Mais de 5.000 mil concessionárias e pontos de serviços, distribuídos em 160 países, garantem suporte técnico onde quer que um produto Iveco esteja em serviço. 

China inicia mercado de emissões de CO2 em caráter experimental


A China, o maior emissor de dióxido de carbono do mundo, lançará um programa experimental para estabelecer um mercado de emissões de CO2 e reduzir os gases poluentes em sua luta contra a mudança climática, destacou a agência oficial Xinhua.
O plano, apresentado pelo vice-ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China, Xie Zhenhua, inclui um aumento da diferença de tarifas entre as indústrias de alto consumo energético e o resto, assim como vantagens fiscais a projetos de conservação energética. Além disso, haverá incentivos às companhias financeiras chinesas para que invistam em novas energias, em um país que já lidera mundialmente o investimento em renováveis.
O governo chinês fixou a meta entre 8% e 10% de suas emissões de poluentes na meia década 2011-2015, segundo assinalou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em sua apresentação do 12º Plano Quinquenal para esse período, no mês passado de março. Ao mesmo tempo, a segunda maior economia mundial fixa como meta aumentar para 11,4% o uso de combustíveis não fósseis como fontes de energia (embora carvão e petróleo continuem predominando) e reduzir em 17% a intensidade de carbono (emissões de CO2 divididas pelo PIB).
O país asiático descuidou a proteção ambiental durante décadas em benefício do crescimento econômico, por isso que o país apresenta uma severa degradação de seu ecossistema. No entanto, a conscientização perante estes problemas também aumentou no seio do regime, à medida que sua população mostrou seu descontentamento com catástrofes ambientais, problemas de segurança alimentar derivados e outros conflitos relacionados.

Video Solutions for Extreme Need

Doug Dietz had been designing MRI and CT machines for more than 20 years at GE when he came to Stanford's executive education program. He returned home and got to work on an extreme need: taking the fear out of the MRI and CT scan experience for children. Listen to him talk about the solution he created.

Etanol combustível: o mais bem sucedido dos biocombustíveis

O Etanol é considerado o ‘combustível limpo e renovável’, isso todo mundo sabe, mas você sabe por que ele chamado assim? Para começar o álcool combustível (etanol) é o mais bem sucedido entre os biocombustíveis – biodisel, biogás, biometanol, óleo vegetal, entre outros – e é extraído da cana-de-açúcar, do milho ou da mandioca, o bioetanol emite 90% menos gases do efeito estufa do que os combustíveis fósseis (gasolina). O Brasil é o país mais avançado, tecnologicamente, na produção e no uso do etanol como combustível, em segundo fica os EUA.
Ilustração/Internet
Etanol combustível é extraído da cana...
A cada ano, a temperatura do planeta aumenta e mudanças climáticas desordenadas têm provocado fenômenos naturais que até então o planeta não havia sentido. Os altos e atuais níveis de emissão de gases poluentes à atmosfera fazem com que o mundo volte as suas atenções para soluções que visem atenuar o efeito estufa, ou seja, adotar medidas que minimizem a agressão ao meio ambiente e não tragam prejuízos econômicos e sociais.
Daí entra o etanol combustível, além de ser uma fonte ‘renovável e limpa’, com baixas emissões em comparação as combustíveis fósseis, ele pode ser misturado à gasolina. Já prevendo a escassez dos combustíveis fósseis e com o aumento do preço desses, voltou-se a investir na produção do etanol e em estudos que visão descobrir novos biocombustíveis. No Brasil toda gasolina comercializada já é misturada 25% com o álcool. Desde o ano de 2003, a indústria automobilística passaram a comercializar veículos que funcionam com os dois tipos de combustíveis, são os chamados como "full flexible-fuel vehicles" (FFFVs), que no Brasil são conhecidos como simplesmente "flex", por conta da flexibilidade do motor funcionar com qualquer proporção na mistura gasolina e álcool.
Álcool ou gasolina?!
Quando o assunto é meio ambiente a dúvida chega a ser ridícula, mas quando o assunto é preço ou economia, a dúvida é plausível. O álcool, por ter um combustão fria, é consumido mais rapidamente, mas também deixa o motor do carro mais forte. 
Então, em resposta a esa questão,já existe uma 'calculadora', que pode mostrar qual combustível é economicamente viável para seu consumo - clique aqui -, o calculo parte da seguinte proposta: o preço do álcool tem que ser 30% menor que o da gasolina.
Em 18 estados brasileiros, é mais vantajoso abastecer com álcool. Veja aqui a lista de preços de postos de Alagoas e faça seu cálculo.
Alagoas na história do etanol combustível
As primeiras experiências do uso do etanol como combustível datam do ano de 1927. A Usina Serra Grande Alagoas, de propriedade de Salvador Lira na epoca e hoje pertencente a um grupo pernambucano, ainda localizada no município de São José da Lage, foi a primeira do país a produzir etanol combustível, que na época foi batizado com as iniciais da Usina – USGA.
A principal motivação para tal alternativa era a crise na indústria e agricultura provocada pela retração do mercado internacional do pós-guerra, que culminou na grande depressão da década de 30. Como no tempo toda gasolina era importada dos Estados Unidos, um combustível nacional significaria economia de divisas e principalmente a independência energética.

Educação não é despesa. É investimento e até barato em relação a tantos outros por aí


Segundo o noticiário do início deste ano, o setor de serviços foi responsável por quase 65% dos 7,5% do PIB em 2010. Essa expressiva participação no crescimento da economia brasileira vem se repetindo há alguns anos e merece comemoração.

Especialistas em Recursos Humanos sempre foram unânimes ao apontar o setor de serviços como o que mais emprega no País, a despeito de não ser o que melhor remunera o trabalhador.

Esse bom desempenho também sinaliza a responsabilidade do setor em termos futuros, já que o Brasil será o anfitrião de dois importantes eventos esportivos mundiais nos próximos anos. A demanda por trabalhadores para as diversas atividades de serviços será significativa tanto para a Copa do Mundo quanto para os Jogos Olímpicos. Assim, também será a formação dessas pessoas, a qual se faz necessária de imediato.

ESCOLA NO CANTEIRO DE OBRAS
Há poucos dias li uma notícia que dava conta do empenho de empresas de construção civil, telemarketing e petróleo investirem em educação básica para capacitar os seus trabalhadores. Pelo que entendi, tratava-se de medida emergencial. Só assim, previam essas empresas, seria possível evitar a baixa produtividade e até a eventual paralisação dos trabalhos em decorrência do analfabetismo total ou funcional que afeta a modernização dessas áreas.

Se de um lado essa iniciativa confirma a debilidade da educação básica no País, de outro, ela pode se tornar importante alavanca social para essas empresas. O segredo, segundo os preceitos da educação corporativa, é o investimento contínuo.

Os céticos alegam que a breve permanência do trabalhador no emprego é empecilho para a educação continuada.

Mas o chamado “turn-over”, principalmente na construção civil, pode ser minimizado pela “fidelização” que a educação proporciona. O trabalhador mais simples, que não teve acesso à escola, ou que se transformou em analfabeto funcional, sem nem entender por qual motivo, se sente gratificado pelo investimento que a empresa faz nele e retribui. De mais a mais, aquele que desperta para a possibilidade da educação leva essa nova cultura para outras empresas em que vá trabalhar.

Para vencer a barreira da ignorância em vários níveis e assim contribuir para que o País cresça e se estabeleça como de fato desenvolvido, tudo indica que é preciso um sentimento de união e, no caso do empresário, certo desprendimento do lucro acima de tudo.

Educação não é despesa. É investimento e relativamente barato em relação a tantos outros por aí. Com a sustentabilidade na ordem do dia para muitos executivos, talvez o melhor começo para se lançar no campo do social seja investir no seu próprio público interno. Torço para que as empresas que estão levando a educação para o canteiro de obras sirvam de exemplo para muitas outras.

SERVIÇOS EM ALTA
Na contramão do entusiasmo pelas oportunidades de trabalho em decorrência dos eventos esportivos futuros, deparo-me com a informação de que a alta de preços no setor de serviços acumulada em 12 meses chegou a 8,75% em junho, dois pontos percentuais acima da inflação média.

De acordo com a notícia, os motivos que alavancam a inflação vão desde o crescimento da demanda versus oferta reduzida até fatores como aumento de aluguéis e de energia e dificuldades para obtenção de crédito. É compreensível que muitos queiram aproveitar o momento para faturar um pouco mais. É inaceitável que façam isso à custa de trabalhadores sem um mínimo de respaldo profissional, o que pode ser traduzido por capacitação, educação.

Sabemos que há um grande contingente de pequenas empresas no setor de serviços. Muitas enfrentam reais dificuldades para sobreviverem em um cenário de excessivos impostos e parcos benefícios. No entanto, esses obstáculos não podem servir de desculpa para o mau atendimento, a falta de gentileza, a ineficiência.

O trabalhador é o capital da empresa de serviços. Para multiplicar o seu rendimento, a educação pode ser um investimento possível e seguro. Mas tem que ser de longo prazo.

Lucila Cano
lcano@terra.com.br

Antes de anúncio de resultados, ações da Apple parecem baratas


18 de julho de 2011  11h02  atualizado às 12h09

comentários
1
.. Foto: Getty Images
Ações da Apple estão relativamente imóveis após valorização de 400% nos últimos 30 meses
Foto: Getty Images

A Apple deve anunciar mais um resultado trimestral excepcional, mas alguns investidores preferem esperar por um segundo semestre ainda mais espetacular, quando o novo iPhone for lançado e um novo serviço de conteúdo online ganhar ímpeto. Números sólidos no relatório trimestral da empresa, que será divulgado nesta terça-feira, podem reverter o desânimo quanto às suas ações, cuja alta até recentemente parecia irreversível, mas que estão paralisadas desde que o presidente-executivo, Steve Jobs, se licenciou do posto em janeiro por razões médicas não especificadas.
As ações da Apple estão relativamente imóveis após valorização de 400% nos últimos 30 meses. O preço dos papéis aumentou em 11% este ano, mas continua bem inferior às projeções de cerca de US$ 450 que as corretoras mantinham.
Na sexta-feira, as ações subiram 2%, em antecipação a um faturamento e lucro mais altos no segundo trimestre, com a redução da escassez de componentes para o iPad e a aceleração de vendas nos mercados internacionais.
"A ação continua tendo preço muito atraente, especialmente com relação ao mercado mais amplo," disse Channing Smith, co-diretor do Capital Advisors Growth Fund, que detém ações da Apple. "Cerca de uma vez por ano você tem uma oportunidade quando uma ação encontra obstáculos momentâneos e as preocupações de curto prazo se manifestam... É sua janela de oportunidade," disse Tony Ursillo, analista da Loomis Sayles & Co, que também tem ações da Apple.
Além de Jobs, que sobreviveu a uma forma rara de câncer pancreático e é a inspiração para muitos dos produtos mais marcantes da Apple, o mercado está preocupado com a ascensão do Google nos celulares de alta performance e com a intensificação da concorrência entre Apple, Google e Amazon.com no conteúdo digital. Mas a maior empresa mundial de tecnologia por valor de mercado deve apresentar cenário positivo no curto prazo ao anunciar os resultados na terça-feira.
Vendas sólidas do iPhone nos mercados internacionais e demanda forte pelo iPad 2 devem ter ajudado os resultados do segundo trimestre, também favorecido pela menor escassez de componentes que vinha restringindo as vendas do tablet.
A antecipação do novo iPhone pode ter resultado em certa desaceleração nas vendas do trimestre, mas analistas ainda esperam que as encomendas fiquem na casa dos 17 milhões de unidades.
O mercado estima que a Apple tenha vendido cerca de 8 milhões de iPads, juntamente com 4 milhões de unidades do Macintosh. Já a previsão de lucro é de US$ 5,83, com receita de US$ 24,9 bilhões, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. A Apple superou as projeções de Wall Street por 13 trimestres seguidos.

Fuel cards and the EU directive


The EU Sixth VAT Directive requires all EU member states to charge VAT in the same way. That means that here in the UK this Directive will stop reclaiming VAT on invoices that are not in the registered company name.
At present UK companies can claim back the VAT on many items, one of which is fuel, which is often invoiced to employees by way of a till receipt. This Directive could stop this process and potentially every litre of fuel will cost an extra 17.5 %( the VAT rate from 1st January 2010). There is no better reason for all companies to look at their fuel management procedures and implement a VAT compliant solution. The EC’s Directive states that VAT can only be reclaimed if the dealings takes place between two organisations that are registered for VAT. This could only be achieved via a purchasing mechanism, such as a fuel card, that allows for billing to be made in the name of the company. Under a business expenses pay and reclaim schema, where employees continue to make payment directly to a provider, the ability to reclaim VAT would be lost. Using a petrol card or diesel card will preclude firms losing out financially every time their employees fill the tank.
It has been derived a company running a fleet of 100 vehicles, with drivers averaging approximately 15,000 miles per year, will reclaim in the region of £23,000 per year from HM Customs & Excise.
Many companies may be incognizant of the effects of this directive and should look to change their fuel buying procedures. This should be done by introducing a scheme which ensures that billing is made in the name of the business so they can continue to reclaim the VAT on fuel.
If you operate one or more commercial vehicles, and thus far rely on ‘pay and reclaim’ for fuel, you are likely to be paying hard for the policy. Not only are you being supercharged top prices per litre, recovering the VAT on such proceedings is very difficult and you will lose out on your fuel expenditure. Since the materialisation of the 6th European VAT Directive, the case for fuel cards has never been stronger.
But which card?
There are a list of important differences – and the unsuspicious may find themselves still paying more than they need . You should look for cards that offer you:
  • Competitive prices.
  • Easy locations.
  • Security advantages including purchase restrictions and driver or vehicle specific cards.
  • A significant reduction in administration time and paperwork.
  • VAT approved invoices outlining all transactions .

BC restringe operação com cartão de crédito consignado

Para desestimular os financiamentos com cartão de crédito consignado, o Banco Central decidiu equiparar essas operações aos demais empréstimos com desconto em folha de pagamento.
Os bancos que concederem esse crédito em operações com prazo superior a 36 meses terão de ter uma reserva maior de capital para assegurar o empréstimo. Isso significa que um banco, com o mesmo capital, terá menos recursos para emprestar.
Para calcular esse capital, o BC utiliza uma regra chamada de fator de ponderação de risco. Esse fator passa agora de 75% para 150% nesses empréstimos de prazo mais longo.
Em dezembro, o BC já havia aumentado esse fator para os empréstimos com desconto em folha, mas o limite do cartão de crédito consignado ficou de fora da medida.
Na época, também foram anunciadas várias restrições para o crédito ao consumo com prazo superior a 24 meses. Para o consignado, que tem risco menor de inadimplência, o prazo da restrição só começa em 36 meses.
O cartão de crédito consignado funciona da seguinte maneira. Um cliente pode ter, por exemplo, um limite de crédito de R$ 3.000 com garantia de desconto em folha, que representa um determinado percentual do seu salário ou aposentadoria. Esse valor poder ser dividido em R$ 2.000 para empréstimos diretos e R$ 1.000 para uso no cartão de crédito.
PAGAMENTO MÍNIMO
O BC informou que a norma que aumenta o percentual de pagamento mínimo de faturas de cartão de crédito não será aplicada aos cartões de crédito consignado, que já têm regras próprias. Nesse caso, os percentuais já são definidos de acordo com a renda e os convênios firmados entre bancos e as entidades ou empresas responsáveis pelo pagamento de salários e aposentadorias.
Em junho, o percentual de pagamento mínimo das faturas de cartão de crédito foi fixado em 15%. Em dezembro, sobe para 20%. O BC decidiu hoje que essa regra não se aplica aos cartões com limite garantido por desconto em folha.
O objetivo de todas essas medidas foi limitar o endividamento das pessoas com empréstimos de prazos mais longos e reduzir os recursos para o consumo.

BC define regras para uso do cartão de crédito consignado Banco vai exigir mais garantias para empréstimos longos no cartão com desconto em folha

O BC (Banco Central) decidiu aumentar a exigência financeira de algumas operações com cartão de crédito consignado. As compras feitas com o cartão que desconta a fatura na folha de pagamento do trabalhador terão o FPR (Fator de Ponderação de Risco) elevado de 75% para 150%, como informa uma circular do banco divulgada nesta segunda-feira (18).
O FPR é um número que determina o quanto as instituições financeiras deverão ter em reservas para oferecer o crédito ao consumidor. Essa taxa é diferente dos juros cobrados pelas administradoras dos cartões e, em quase todos os casos, ajuda a determiná-los.
A mudança visa apenas a regulamentar uma área do crédito consignado que ainda estava pouco definida. As demais operações do consignado permanecerão com o fator de 75%, assim como as operações do cartão feitas com prazos abaixo de três anos (36 meses).
- [As medidas servem] para desestimular as operações de financiamento consignado no cartão com prazos longos.
Não foi informado se os juros de financiamentos mais extensos no cartão serão afetados, mas os bancos podem elevá-los por causa do maior risco em relação a esse produto. Ainda assim, eles devem continuar mais atraentes do que o cartão comum, que cobra 10,69% ao mês (ou 238,30% ao ano) no rotativo.
Segundo a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), essa é a modalidade de crédito mais cara do mercado.
Em geral, o consignado tem taxas menores que o crédito geral, justamente pela garantia de pagamento, já que as faturas são descontadas diretamente do salário do trabalhador. É como se o consumidor que fosse atrasar a fatura tivesse sempre a possibilidade de pagar o mínimo – e não ficar inadimplente – porque a conta seria já descontada em folha.
Essa modalidade é oferecida, principalmente, pelo setor público. Além das taxas mais atraentes, os consignados não cobram anuidade e nem exigem que o cliente tenha o nome limpo ou tenha conta em algum banco.
Mínimo e tarifas
No mês passado, o BC mudou as regras para o pagamento do mínimo dos cartões e excluiu grande parte das tarifas. É justamente a essas novas regras que a determinação divulgada nesta segunda-feira se soma.
Desde o começo de julho, os clientes só têm obrigação de pagar cinco tarifas: anuidade, emissão de 2ª via do cartão, saque, uso do cartão para pagamento de contas e avaliação emergencial para mudança do limite de crédito.
O valor do mínimo passou de 10% para 15%. Em dezembro, esse limite mínimo passará para 20% do valor total da fatura.
Funciona assim: se o valor da fatura do mês for de R$ 1.000, com o pagamento mínimo de 10% (R$ 100, portanto), o saldo devedor fica em R$ 900. Com uma taxa de juros de 12% (média apurada pela Anefac, associação de executivos de finanças) cobrada sobre esse saldo devedor, a fatura viria no mês seguinte no valor de R$ 1.120. O valor cobrado a título de juros seria, então, de R$ 120.
Se ele efetuar apenas o pagamento mínimo de 15% (R$ 150, portanto), o saldo devedor fica em R$ 850. Com a mesma taxa de juros, no mês seguinte, a fatura viria no valor de R$ 952. O valor cobrado a título de juros seria, então, de R$ 102.
Isso faz com que o crédito restante rode novos juros, o que faz a conta do cliente virar uma bola de neve. Para o BC, o principal objetivo das mudanças é acabar com o superendividamento.
No caso dos cartões consignados, não há mudança na regra do mínimo, já que eles têm suas regras próprias (cobrando 10% antes do rotativo). Os juros, por sua vez, ficam em torno de 5% ao mês – metade da taxa do cartão comum.
- A nova regra do mínimo de faturas de cartão de crédito não será aplicada aos cartões de crédito consignado, que já têm regras próprias estabelecendo limite de crédito e percentual mínimo de pagamento, contribuindo para a redução do risco de endividamento excessivo do consumidor.
Tais percentuais são definidos em função da renda do usuário e de acordo com os convênios firmados entre as instituições financeiras e as entidades consignantes – responsáveis pelo pagamento de proventos, benefícios, pensões ou aposentadorias.