Total de visualizações de página

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lenda do boxe se rende ao MMA

 Um dos maiores lutadores da história do boxe se rendeu ao MMA (artes marciais mistas).

Éder Jofre, pugilista brasileiro que varreu a divisão dos galos nas década de 60, costuma varar as madrugadas acompanhando os combates do UFC. Não perde uma luta de Lyoto Machida, José Aldo e, claro, do boxeador Júnior Cigano. Um dos filhos dele dá aulas de muay thai e jiu-jitsu voltados para o MMA. 

O blog Por Dentro da Arena bateu um papo com a lenda viva do boxe onde o Galinho de Ouro revela a paixão pelas artes marciais mistas. Segue abaixo:

POR DENTRO DA ATRENA - Acompanha as lutas do maior representante do boxe brasileiro no MMA, o Júnior Cigano (atleta peso pesado do UFC)? 
ÉDER - Acompanho há muito tempo, desde quando ele começou a lutar MMA. As lutas do Cigano são formidávies. Ele terá um futuro brilhante. Gostei muito da última luta dele. Lutou muito bem. O Cigano é um lutador perfeito, não tem nada que ele não saiba. É bom de boxe, bom no chão. É completo. 

Aposta no Cigano contra o Cain Velasquez pelo cinturão do UFC?
Acho que o Cigano vai ganhar, com certeza. Ele é mais novo, tem bastante experiência e ta bem preparado. 

Lutaria MMA se fosse jovem?
Eu não lutaria MMA e nunca pensei em lutar na época do Vale Tudo aqui no Brasil. Mas tenho um filho, o Carlos Eduardo, que treina MMA. Ele não luta profissionalmente, mas dá aula de Vale Tudo. De chão e em pé. Ele começou no caratê aos 12 anos de idade. 

Quem são os atletas que você mais gosta de ver lutar?
José Aldo, Lyoto Machida e o Júnior Cigano. Todos eles são incríveis. Hoje, no Brasil, temos uma infinidade de lutadores bons.

Via MMA desde a época do Royce Gracie, ou melhor, desde a época de Carlson, Hélio Gracie e Ivan Gomes?
Eu gosto do MMA mesmo. Mas não acompanhei o Royce Gracie e a turma mais antiga. Comecei a acompanhar de um tempo pra cá. Antes eu não via muito, não. Hoje em dia vejo todas. Não perco uma. Até de madrugada eu vejo. 

Prefere ver MMA ou boxe hoje?
Os dois (risos).

Video ALD Automotive lança aplicação iPhone sobre eco-condução

A ALD Automotive, empresa especializada em Aluguer Operacional e Gestão de Frotas do Grupo Société Générale, lança hoje uma aplicação de eco-condução para o iPhone - o ALD ecodrive.
O principal objectivo desta aplicação é sensibilizar os condutores para o impacto directo do seu comportamento ao volante, na sua bolsa e no ambiente.
O ALD ecodrive faz uso dos sensores e GPS do iPhone, que regista a informação de condução, apresentando-se ao condutor através de um interface com um ambiente natural, representado por um rio.
O ecossistema irá crescer ou degradar-se de acordo com o tipo de condução do condutor. Se a aceleração for súbita e a travagem violenta, o rio escurece, as rãs e peixes desaparecem e são substituídas por arranjos de vegetação. Se o comportamento do condutor for mais descontraído, o rio aclara e a fauna local prospera.
No final do percurso, o condutor recebe uma pontuação em ecopontos, uma estimativa da quantidade de CO2 emitida, uma recomendação com base nesta pontuação e um mapa realçado nas cores verde, laranja, ou vermelho de acordo com o seu comportamento enquanto condutor.
De acordo com Guillaume de Léobardy, Administrador Delegado da ALD Automotive Portugal, “com esta nova aplicação, a ALD Automotive consegue chamar a atenção para o facto da adopção de uma condução eco-eficiente permitir um resultado expressivo ao nível da redução de emissões de CO2 e dos consumos de combustível, este último em cerca de 15%. Já sem falar na possibilidade real de redução de custos com a manutenção dos veículos e menor probabilidade de acidentes, fruto de uma condução mais cuidadosa e suave. Acções simples para grandes resultados”.
Semanalmente as recomendações de condução personalizadas, permitem ao condutor progredir rapidamente e reduzir o seu consumo. Cada condutor tem também a possibilidade de partilhar a sua pontuação com outros condutores, bem como participar no ALD ecodrive Challenge.
O ALD ecodrive foi desenvolvido em parceria com a Mootwin SAS, uma empresa Francesa líder em tecnologia. A tecnologia Mootwin garante uma operação fluida mesmo em situações de mobilidade instáveis (fraca intensidade do sinal da rede, por exemplo). A acção do veículo é seguida e analisada continuamente, com um grau de realismo que ultrapassa já a última geração de aplicações para Smartphones.

Google oferece cartão de crédito para anunciantes Produto será oferecido primeiro por e-mail para clientes selecionados nos EUA


O Google está lançando um cartão de crédito para seus anunciantes nos Estados Unidos, oferecendo aos seus clientes uma linha de crédito ampla, com juros competitivos e sem anuidade.

A iniciativa visa selecionar clientes no país e angariar negócios no mercado de anúncios em buscadores, que está aquecido após a fusão entre a Microsoft e o Yahoo e a ascensão do Facebook.

Ao menos 96% da receita do gigante da internet vem daqueles anúncios que aparecem ao lado da página

O cartão, no entanto, só poderá ser usado para comprar publicidade vinculada a buscas realizadas no Google.

O cartão de crédito marca a primeira incursão do Google no mundo do financiamento de fornecedores, fato comum entre os fabricantes de hardware como a IBM. Ele permite que os profissionais de marketing gastem mais em suas propagandas veiculadas nas buscas quando for necessário.

Claire Johnson, vice-presidente de Vendas Globais Online do Google, disse que o cartão de crédito foi projetado para ajudar as pequenas e médias empresas que anunciam no Google, mas que muitas vezes não têm fundos para bancar uma campanha publicitária pesada antes de uma fazer grandes vendas, como no Dia dos Namorados ou no Dia das Bruxas.

- Eles têm recursos limitados e muitas vezes têm o fluxo de caixa preso. Muitos deles estão tentando fazer crescer seu negócio sem os meios que, digamos, a empresa clássica tem.

O Google vai oferecer o cartão por e-mail para alguns clientes selecionados, inicialmente como um teste.

Evaldo Costa - Porque ser contra o carro elétrico se não há álcool para todos? QUA, 20 DE JULHO DE 2011 17:38 CROSS BRASIL

Fabricantes e governos de muitas nações estão pisando fundo no acelerador para fazer do carro elétrico uma real opção para redução das emissões de gases poluentes na atmosfera e, ao mesmo tempo, contribuir com a redução da demanda da queima dos combustíveis fósseis, que todos sabemos que são nocivos a saúde e, cada dia mais, escassos.

No Brasil, infelizmente, o carro elétrico não tem conquistado a simpatia das autoridades, restando aos organismos não governamentais e iniciativa privada agirem para manter o assunto em pauta. Apesar do silêncio, todos sabemos que o cenário mudará do dia para a noite, assim que houver interesse público pelo tema.

A população brasileira deve estar se perguntando: até que ponto é prudente silenciarmos sobre o carro elétrico se não há álcool para todos? Porque não adotar o carro elétrico se ele ajudará a reduzir a poluição do ar? Porque não adotá-lo se quase não aumentará a demanda por eletricidade, já que poderá ser carregado com a energia que é desperdiçada durante a madrugada? Porque não adotar uma idéia que gerará milhares de empregos e divisas aos brasileiros? Porque não aderir uma tendência mundial se está comprovado que será melhor para a maioria?

Essas são algumas, dentre tantas outras questões, que a sociedade brasileira precisa refletir e ajudar a encontrar soluções. O que não se deve mesmo é silenciar ao constatar, por exemplo, que o preço do álcool vem subindo (aumentou 3,2% sobre junho) atingindo R$2,21, na média, nos postos do Rio de Janeiro. Dados da UNICA – União da Indústria da Cana-de–Açúcar, divulgados na mídia na última semana, revelam que haverá queda de 11,19% na produção de etanol em função da queda desta safra, se comparada com a do ano anterior.

Sabemos que a produção de carros no Brasil é predominantemente flex, (dados da ANFAVEA revelam que em torno de 85% de todos os carros licenciados em 2010 e metade de 2011, foram flex) e que o aumento do preço do álcool na bomba fará o consumidor optar pela gasolina, aumentando a demanda por combustível fóssil e, portanto, forçando reajuste de preço com enorme potencial para acarretar aumento da inflação, que já está extrapolando a meta do ano.

Sem muitas alternativas, o governo poderá reduzir o percentual de mistura do álcool anidro na gasolina (atualmente 25%) e, mesmo assim, provavelmente terá que recorrer à importação do etanol para garantir o abastecimento nos postos de combustíveis. Que o carro elétrico ajudará a equilibrar a demanda por combustível isso parece claro, o que não é fácil entender é a razão do pouco interesse das autoridades sobre o assunto, mesmo diante de tanta obviedade.

Diante de tudo isso, é bom ficar claro que depois de décadas de esforço hercúleo para combater a perda do poder aquisitivo, a última coisa que o brasileiro vai admitir é a inflação sentada à sua mesa. Além disso, que ninguém duvide, acompanhando pari-passu ou não as questões nacionais, pagaremos a conta de qualquer forma, seja como consumidor ou contribuinte.

Walmart: Detalhes do maior projeto de sustentabilidade do varejo Empresa inicia segunda edição do programa “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”, com parceiros como Reckitt Benckiser, Sara Lee e Danone

No início de 2010, o Walmart lançava um projeto para contribuir com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro. Em parceria com grandes empresas fornecedoras, a rede colocou produtos nas gôndolas que tiveram seu processo de fabricação repensado para serem mais amigáveis ao meio ambiente e obtiveram um crescimento de até 40% em suas vendas. Agora, o varejista inicia a segunda etapa da ação, com o apoio de 13 companhias, incluindo Ambev, Danone, Kimberly-Clark, Kraft Foods, L’oreal, Mars, Philips, Reckitt Benckiser, Santher, Sara Lee, SC Johnson, Whirlpool e Nat Cereais, responsável pela marca própria Sentir Bem, do Walmart.
A ideia é modificar toda a cadeia de produção e levar a sustentabilidade aos três pilares do conhecido como triple bottom line: people, planet e profit, o que significa colaborar para o desenvolvimento social e do meio ambiente, sem deixar de lado a questão econômica. Pensando nisso, os produtos precisam maximizar os lucros das empresas, sem mexer com o bolso do consumidor, e garantir práticas que ajudem a preservar o planeta.
A ideia do projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” é fazer com que as indústrias escolham os principais itens da categoria e trabalhem para melhorar os processos envolvidos. “Optamos por focar em produtos líderes de mercado por duas razões: o consumidor não precisa abrir mão do item de sua preferência e, ao mesmo tempo, acreditamos que podemos influenciar outros fornecedores a adotar ações semelhantes, gerando um efeito multiplicador em todo o mercado”, afirma Marcos Samaha, Presidente do Walmart Brasil.
 Preço acessível para convencer o consumidor
A partir da definição, o produto passa por uma análise técnica de todo o processo de produção para gerar as mudanças possíveis, do início ao fim da cadeia. Na primeira edição, o Walmart contou com 10 fornecedores, que contribuiram ao levar uma opção de compra consciente às gôndolas. A iniciativa contou com a presença de companhias como 3M, Cargill, Coca-Cola, Colgate-Palmolive, Johnson & Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter & Gamble, Unilever e o próprio Walmart Brasil, com a marca própria Bom Preço.
Como resultado, o lançamento das versões sustentáveis de produtos como Toddy, Matte Leão, Óleo de Soja Liza, Band-Aid e Pampers chamaram a atenção dos clientes do Walmart. “O consumidor percebeu o diferencial dos produtos. A ideia é manter o preço ou até deixá-lo mais barato, porque o cliente não aceita comprar se o preço estiver excessivamente elevado. O desafio é fazer produtos mais sustentáveis e mais acessíveis”, explica Camila Valverde, Diretora de Sustentabilidade do Walmart Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Este ano, o projeto já aponta resultados positivos. As transformações realizadas nos 13 produtosrepresentam uma decréscimo do uso de água de dois milhões de litros ao ano e 19 milhões de Kwh de energia. Com relação às emissões de gases do efeito estufa, houve queda de 3.171ton CO2, correspondendo à economia de 17,3 milhões de km rodados. As reduções das embalagens também possibilitaram mais espaço nos caminhões, aumentando entre 32% e 64% na capacidade das carretas.
 Embalagem como ferramenta de comunicação
Dentro da proposta, a escolha da Reckitt Benckiser não foi uma surpresa. A companhia optou pela marca Veja e tornou o Veja Perfumes Sensações eco friendly. “Lançamos uma versão de dois litros, com menos material empregado e com custo mais baixo para o consumidor. Reduzimos o peso da tampa em 7%, baixamos a gramatura do rótulo em 6% e produzimos uma garrafa 100% feita de PET pós-uso”, conta ao portal Márcia Bolé, Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Reckitt Benckiser.
Em comparação com as outras versões disponíveis de Veja Perfumes Sensações, 500 ml e um litro, a embalagem de dois litros chega a representar uma economia de até 25% no preço final. Já o Pilão Origem teve o seu preço elevado, depois de passar por um processo que gerou uma economia de 105,3 kg de resíduos, além de melhorias desde o plantio dos grãos de café, até o descarte das embalagens, 100% recicláveis e certificadas com o selo FSC.
Para convencer o consumidor sobre os diferenciais do Pilão Origem e alcançar a meta de 15 a 20 toneladas vendidas por mês, a Sara Lee apostou na comunicação do próprio produto, que traz dicas nas embalagens para o descarte correto do café e explica como a sobra da bebida pode evitar a propagação da dengue, por exemplo. “Um pacote de 250g custa cerca de R$ 5,85. Queremos explicar ao cliente que pagar um pouco mais caro permite que o pequeno agricultor continue produzindo e mantenha sua vida no campo”, ressalta Hugues Godefroy, Diretor Comercial da Sara Lee, em entrevista ao Mundo do Marketing.
 Produtos verdes para todo o varejoJá a Danone aumentou a eficiência do processo de fabricação e aplicou uma tecnologia para reduzir a embalagem de Danoninho Morango 360g, conseguindo resultados como a diminuição de 943 kg de embalagens. “Danoninho é a primeira marca da Danone a adotar o conceito de sustentabilidade. Em 2010, inovamos também com Danoninho para Plantar, motivando de maneira interativa a experiência e educação ecológica junto aos consumidores”, explica Rodrigo Chaimovich, Gerente de Marketing de Danoninho, em entrevista ao portal.
Para promover as novidades, além de utilizar as embalagens como ferramentas de comunicação, as empresas também contam com a ajuda do Walmart. A rede realiza o Mês da Terra, que promove o consumo consciente, reduzindo os preços de produtos ecologicamente corretos. As informações sobre sustentabilidade aparecem ainda nos pontos de venda e nos tablóides do Walmart, que destacam os diferenciais.
Os funcionários também recebem treinamento anual sobre o tema por meio do programa Mobiliza Geral e são sensibilizados a terem iniciativas pessoais sustentáveis. “Este programa ajuda o mercado a se movimentar mais rápido para ter mais produtos verdes. O Walmart é um catalizador do desenvolvimento de produtos sustentáveis no mercado varejista, já que os lançamentos chegam às lojas e vão para todo o varejo em aproximadamente um mês. Estamos desafiados a fazer a terceira edição do projeto”, acredita a Diretora de Sustentabilidade do Walmart Brasil.

Video Sir Chris Hoy - Business Cycle

Video Think Like an Innovator

Jeff Dyer, professor at Brigham Young University's Marriott School of Management and coauthor of "The Innovator's DNA," outlines the four ways leaders come up with their great ideas.

Video O comodismo emperra a mudança organizacional

É necessário mudar sempre e não apenas em momentos de crise. O professor da FGV, Carlos Alberto Dalto, fala da importância do RH na gestão da mudança organizacional e dos entraves que atrapalham o processo, como medo e insegurança

Video Economia Criativa

Uma boa idéia, bem administrada, é o material de trabalho dessa economia, que demonstra grande potencial em tempos de crise. Os grande eventos esportivos que vão acontecer no Brasil nos próximos anos também são grandes incentivadores dessa área, que está associada ao lazer, cultura, informação e entretenimento. Veja a entrevista de Clarisse Setyon, da ESPM

Precariedade da logística desafia aumento da produção agrícola brasileira

O complexo soja, cuja produção se dá em grande parte no interior do Brasil, é um dos produtos do agronegócio que mais se ressentem da precariedade da logística nacional. O Brasil está entre os três principais exportadores agrícolas do mundo e tem “uma oportunidade enorme de responder rapidamente à demanda maior de alimentos sem precisar desmatar, apenas utilizando terras disponíveis sem cobertura florestal e pastagens degradadas", diz Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – ABIOVE. Ele alerta, porém, que “se não tomarmos providências de imediato para melhorar a logística (transporte, instalações portuárias e de armazenagem no interior do País), vamos jogar a oportunidade fora. Este é o grande desafio do agronegócio”.

Em 2020, o Brasil precisará produzir 95 milhões de toneladas de soja, em relação às atuais 73 milhões t. O problema é que 70% dessa produção são escoados por meio do modal rodoviário, o mais caro, enquanto 25% são transportados por ferrovias e apenas 5% por via fluvial, a mais barata. Concorrentes do Brasil no complexo soja, como os EUA, utilizam preferencialmente os modais fluvial e o ferroviário.

A ABIOVE recebe com satisfação, nesta quarta-feira, a agenda regulatória da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT para 2011-2012, que tem como itens prioritários no capítulo de transporte ferroviário de cargas pactuação e repactuação de metas por trecho; regulamento de defesa dos direitos dos usuários de transporte ferroviário de cargas; e operações de direito de passagem e tráfego mútuo. O aperfeiçoamento do marco regulatório ferroviário nestes quesitos está sendo concluído com a publicação de três resoluções resultantes de um processo de consulta e audiência pública.

Duas resoluções são interligadas – tráfico mútuo ou direito de passagem e estabelecimento de metas por trecho. “A ANTT vai exigir que a concessionária para cada trecho informe antecipadamente quanto pretende operar com carga própria dela. Se aquele trecho estiver ocioso, a concessionária terá de oferecê-lo para os concorrentes operarem também. Para isso, será necessário um centro de controle operacional” para coordenar o fluxo de transporte, explica Carlo Lovatelli.

A ANTT atende, com a sua nova agenda regulatória, o que os usuários sempre quiseram: fortalecer a sua posição de contratante de frete, para que tenham condições melhores de negociação com concessionárias ou transportadoras ferroviárias. O objetivo é evitar abuso de poder econômico.

De acordo com o presidente da ABIOVE, “hoje as ferrovias têm tido alguns procedimentos que não deveriam. Mas, como exercem o monopólio do transporte de determinado trecho, e como o usuário depende desse transporte, acabam exagerando na hora de reajustar as tarifas. As concessionárias têm feito reajustes de tarifas 2 a 3 vezes superiores à inflação ou à variação de custos do período". Além disso, têm praticado “overbooking” – “contratam volumes e não operam, deixando os exportadores na mão e sujeitando-os ao pagamento de multas pesadas por atraso no embarque", acrescenta Lovatelli. Segundo ele, o novo código de defesa do usuário “vai equilibrar as forças e proteger os exportadores, pois as concessionárias sofrerão penalidades claras caso abusem do poder econômico”.

“O modelo de concessões feito para o Brasil precisa ser aprimorado porque não está explorando a eficiência nem a competição entre as empresas. O leito ferroviário pertence à União. Se o concessionário fizer investimento, ele não terá retorno, porque devolverá a concessão à União no futuro e não será ressarcido. Além disso, o modelo de concessão não estimula o usuário a investir, e a falta de investimento é um problema”, analisa Carlo Lovatelli.
Editorial do jornal O Estado de S. Paulo de 17 de julho, enfoca o problema da precariedade logística: “Por falta de ferrovias e hidrovias, a soja de Mato Grosso é transportada até os portos por rodovias. É um meio de transporte mais caro e, sobretudo, mais arriscado, por causa das péssimas condições das estradas. Não causa estranheza, por isso, que o frete da soja de exportação no Brasil seja quatro vezes maior do que nos EUA, onde se utilizam intensamente as hidrovias. Tendo transportado sua safra até o porto, o produtor ainda arca com ônus adicionais decorrentes da baixa qualidade dos serviços portuários, que impõe perdas no volume exportado e custos em razão da demora do carregamento do produto nos navios. Como, apesar de todos esses obstáculos, crescem as exportações do agronegócio, e a velocidades cada vez maiores, fica claro que sua competitividade é assegurada antes de a produção deixar seu local de origem. Ou seja, o produtor é o grande responsável por isso. As perdas começam quando o esforço exportador passa a depender do governo, ao qual competiria assegurar a infraestrutura e as condições adequadas, mas não o faz”.

Competitivo, o agronegócio brasileiro continua garantindo superávits comerciais. Nos seis prime
iros meses de 2011, gerou um superávit de US$ 34,7 bilhões, 20,5% maior do que no primeiro semestre de 2010. O setor é o principal responsável pela geração do superávit comercial do País, pois o saldo acumulado dos demais produtos - minérios, petróleo e seus derivados, outras commodities não agrícolas e produtos semimanufaturados e manufaturados não derivados de produtos agropecuários - foi negativo em US$ 21,7 bilhões. Relatório do Ministério da Agricultura mostra que o bom resultado se deve ao aumento das exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carnes, complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool), que responderam por 82,4% do total de US$ 43,1 bilhões de produtos agropecuários exportados no primeiro semestre.

ANTT vê frete menor com novas regras para ferrovias

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acredita que as resoluções publicadas nesta quarta-feira, com novas regras para o transporte ferroviário de cargas, poderá reduzir o preço do frete praticado no mercado brasileiro.

A agência publicou no Diário Oficial da União três resoluções que tratam dos direito dos usuários de ferrovias de cargas, de metas de produção para as concessionárias de ferrovias e do chamado direito de passagem nas linhas férreas.

"O objetivo das resoluções é tornar o ambiente mais competitivo nas ferrovias e tornar o preço do frete mais aderente a seus custos", disse nesta quarta-feira o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo.

O direito de passagem consiste no uso, por uma concessionária, dos trilhos de outras para que seu trem alcance um destino, pagando uma espécie de "pedágio".

Já o tráfego mútuo prevê que a concessionária "anfitriã" utilize seus trens para transportar a carga da empresa que precisa usar sua malha.

As tarifas a serem pagas entre as concessionárias serão definidas em processo de negociação, mas devem ser levadas em conta parcelas do custo operacional e da remuneração de capital.

Outra resolução fixa as regras para o estabelecimento de metas de produção a serem acertadas entre as concessionárias e a ANTT.

Tais metas serão usadas como base para calcular a capacidade de cada malha e a mesma resolução prevê que a capacidade ociosa de cada trecho será "obrigatoriamente" disponibilizada a outras concessionárias por direito de passagem ou tráfego mútuo.

"Isso vai dar aos usuários uma perspectiva de ser atendido e induzir as concessionárias a serem mais agressivas nas suas proposições de metas, ou abrirão espaço para a concorrência. Quanto menos agressivas forem na pactuação de metas, mais chamarão concorrentes para seus negócios", explicou Figueiredo.

"Ao abrir a concorrência, você vai criar para o nusuário oportunidade de redução de tarifa", complementou.

O diretor da agência, porém, não fez uma estimativa sobre qual poderá sera redução do frete. "Isso não é uma coisa que gera efeito imediato. O que estamos criando é uma nova relação de forças no mercado. O cliente passa a ter mais poder de barganha", disse.

Outra resolução publicada nesta quarta-feira estabelece também o regulamento às empresas que contratam as concessionárias para transportar suas cargas.

A ANTT estabeleceu que esses usuários podem investir nas concessões, adquirindo material rodante --como trilhos ou vagões--, ou em obras na malha, como expansões e recuperação.

Nesses casos, os usuários poderão negociar, com as concessionárias que receberem os investimentos, mecanismos de compensação financeira.

As regras foram bem recebidas pela entidade que representa alguns dos principais clientes das ferrovias. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), as normas fortalecem a posição dos usuários.

"A ANTT atende, com a sua nova agenda regulatória, o que os usuários sempre quiseram: fortalecer a sua posição de contratante de frete, para que tenham condições melhores de negociação com concessionárias ou transportadoras ferroviárias. O objetivo é evitar abuso de poder econômico", diz nota distribuída pela Abiove.

A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) informou, por meio da assessoria de imprensa, que só se manifestará após analisar os termos das resoluções.

REVISÃO DO FRETE

Figueiredo disse que em outubro será concluído trabalho de avaliação, caso a caso, dos fretes cobrados no setor ferroviário, levando em conta os trajetos e os produtos transportados.

O objetivo é subsidiar o primeiro processo de revisão dos tetos tarifários, regulamentados pela ANTT, existentes atualmente para os fretes, o que deve ser discutido em audiência pública.

"Se o teto em tal tipo de produto e em tal malha apresentar um descolamento, para mais ou para menos, vamos construir uma proposta de revisão", explicou.

Google procura o próximo Google Grupo investe US$ 200 milhões em empresas iniciantes e usa seus algoritmos para tentar achar o novo grande sucesso da tecnologia

NEW YORK - O Google acha que pode ser jovem e maluco novamente. E está apostando US$ 200 milhões nessa possibilidade. No mercado mais aquecido para companhias iniciantes de tecnologia em uma década, a gigante do Vale do Silício está jogando de capitalista de risco numa corrida para descobrir o próximo Facebook ou Zynga.

Outras companhias de tecnologia consolidadas estão fazendo o mesmo, já que os dólares de capital de risco no mercado se aproximam dos níveis vistos pela última vez na era da bolha das pontocom de 2000.

Para alguns, isso é um sinal revelador de um setor superaquecido, sintomático de uma corrida tardia e não recomendada para investir nos tempos bons. Mas o Google diz que tem uma arma para guiá-lo na escolha dos investimentos - um molho secreto que implica usar algoritmos baseados em dados para descobrir o futuro sucesso. Pouco importa que a quantidade de dados seja, com frequência, muito pequena, pelo fato de as companhias serem muito recentes e a maioria dos capitalistas de risco dizer que investir é mais uma arte que uma ciência. No Google, até a arte é quantificável.

"Investir é estar numa sala escura e tentar achar a saída", disse Bill Maris, sócio gerente do Google Ventures, o braço de investimentos do grupo. "Se você tiver um fósforo, deve acendê-lo."

Os fundos corporativos de investimento de risco aportaram US$ 583 milhões em empresas iniciantes nos primeiros três meses do ano, segundo a National Venture Capital Association, ante US$ 443 milhões no mesmo período do ano passado e US$ 245 milhões em 2009, antes do investimento em tecnologia começar sua rápida reviravolta. Hoje, 10% dos dólares do capital de risco vêm de corporações, próximo do pico de 15% da era da bolha anterior, em 2000.

Facebook, Zynga e Amazon.com estão investindo em empresas iniciantes de mídia social. A AOL Ventures reiniciou no ano passado, após três tentativas anteriores, e a Intel Capital espera investir mais neste ano que os US$ 327 milhões de 2010. O Google Ventures diz que investiu tanto dinheiro no primeiro semestre deste ano como em todo o ano passado, e Larry Page, o cofundador da companhia que se tornou seu presidente executivo neste ano, prometeu manter os cofres abertos.

Análise. "Quando o pessoal das corporações se envolve, isso geralmente significa que o mercado está no auge", disse Andrew S. Rachleff, que leciona sobre capital de risco em Stanford e foi fundador da Benchmark Capital, uma empresa de investimentos de risco. Ele questionou também o uso de algoritmos pelo Google nesta área. "Não há nenhuma análise a ser feita quando se está avaliando uma companhia que está criando um novo mercado, porque não há um mercado para analisar", disse.

Apesar de até Bill Maris comparar o investimento de risco a "comprar bilhetes de loteria", o Google diz que tem fé em seus algoritmos. Ao mesmo tempo, ele está dando os passos incomuns de prover às empresas iniciantes selecionadas o acesso a seus 28,7 mil empregados para o aconselhamento em engenharia, recrutamento e negócios, e oferecendo espaço de escritório no Googleplex e aulas sobre a construção de uma empresa.

Page, que não aceitou o pedido de uma entrevista, já comprometeu os US$ 200 milhões do Google Ventures deste ano e diz que uma quantia virtualmente ilimitada está disponível, segundo Maris, enquanto o Google reata com suas raízes iniciais. "Tive conversas com Larry nas quais ele disse: ‘Faça o máximo que puder, o mais rapidamente que puder e da maneira maior e mais inovadora possível’."

O Google diz que sua abordagem está dando resultados. Um de seus investimentos, a Ngmoco, foi adquirida por uma companhia de jogos japonesa, DeNA, por até US$ 400 milhões, e outro, HomeAway, para aluguel de casas de praia, teve uma recepção calorosa dos investidores quando abriu seu capital no mês passado. Uma terceira, Silver Spring Networks, uma companhia de rede inteligente, entrou com pedido para abrir seu capital na semana passada.

O Google Ventures investe em várias áreas - internet, biotecnologia e tecnologia limpa. Ele coloca grandes somas de dinheiro em companhias maduras, mas está investindo também pequenas quantias em 100 empresas novas neste ano.

Para fazer suas escolhas, a companhia construiu algoritmos de computador usando dados de investimentos de risco passados e da literatura acadêmica. Por exemplo, para companhias individuais, o Google introduz dados sobre quanto tempo os fundadores trabalharam nas empresas antes de levantar dinheiro e se os fundadores tiveram êxito na fundação de empresas no passado. O grupo coleta informações similares sobre investimentos potenciais antes de dar luz vermelha, amarela ou verde. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK