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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ticket Transporte comemora crescimento de 24,49%


Produto se destaca no primeiro semestre de 2011.
O Ticket Transporte, primeiro serviço empresarial a oferecer atividade de gestão, logística e distribuição de benefício-transporte, obteve nesse primeiro semestre um crescimento de 24,49% em relação ao primeiro semestre de 2010. Hoje, são cerca de 3.000 mil empresas-clientes que beneficiam 600 mil colaboradores em todo Brasil.
O excelente desempenho do produto se deve à conquista de grandes contratos atrelados ao desenvolvimento de novos serviços que facilitam ainda mais o dia a dia da empresa e do usuário. Só em 2010, o Ticket Transporte registrou o maior crescimento entre os produtos Ticket, de aproximadamente 32%. “Nossa perspectiva é que o produto mantenha o crescimento na casa dos dois dígitos até o final deste ano”, conta Sergio Oliveira, diretor-adjunto de Produtos Regulamentados Edenred.
Para comemorar esses resultados, o Ticket Transporte realizará no estande da Ticket no CONARH 2011, que acontece de 15 a 17 de agosto, no Transamérica Expo Center, São Paulo, a “Catraca Premiada”. A ação consiste em distribuir um cartão em formato de "bilhete único" ao público que passar pelo espaço. Caso a catraca apite, os participantes receberão um prêmio especial.
Ticket Transporte- Lançado pela Ticket em 1993, o Ticket Transporte foi o primeiro serviço empresarial do mercado a oferecer gestão, logística e distribuição do benefício transporte. Com o Ticket Transporte, o trabalhador tem garantido a pontualidade e quantia exata mensal do seu benefício-transporte, além de diminuir os riscos de assalto ou tempo perdido em filas nos postos de vendas. O Ticket Transporte oferece por meio da sua página no portal da Ticket, informações sobre o mercado de vale-transportes, consulta de saldos, regras de operadoras e pedidos de segunda via de cartão. Para completar, com a campanha ImPlante, os usuários podem comparar o quanto poluiriam o meio ambiente usando ônibus, trem ou metrô e saber quantas árvores precisariam ser plantadas para compensar essas emissões.
Para as empresas o produto oferece tecnologia de ponta e ferramentas exclusivas para o trabalho operacional da separação dos diferentes tipos de passe, montagem dos kits individuais para cada funcionário, além da impressão do recibo para controle interno da empresa. No site o Ticket Transporte disponibiliza um treinamento eletrônico sobre o serviço suas vantagens.
Ticket- Presente no Brasil desde 1976, a Ticket conquistou a liderança histórica do setor de refeição-convênio, com o Ticket Restaurante. Nestes 35 anos no País, a empresa também ampliou seu leque de atuação, com o lançamento de produtos inovadores como o Ticket Alimentação, Ticket Car e Ticket Transporte.
Com abrangência nacional, a Ticket atende a 57 mil empresas-clientes e mais de 5 milhões de usuários, com 4,2 milhões de cartões eletrônicos em operação aceitos em uma rede de 320 mil estabelecimentos credenciados em 4,8 mil municípios brasileiros.
A Ticket é uma empresa Edenred – que integra as empresas Ticket e Accentiv´ Mimética.

UE anuncia bilhões para pesquisa e inovação

Na semana passada a Comissária de Pesquisa, Inovação e Ciência da Comissão Européia, Máire Geoghegan-Quinn, anunciou um aporte de aproximadamente sete bilhões de euros que serão voltados para a inovação e pesquisa.

A previsão é de que o maior pacote de financiamento deste tipo jamais atribuído pela Comissão Européia, no âmbito do Sétimo Programa-Quadro da UE (FP7), venha a gerar, em curto prazo, cerca de 174 mil postos de trabalho e, ao longo de 15 anos, quase 450 mil postos de trabalho, além de 80 bilhões de euros de crescimento do PIB.


Segundo informações divulgadas, o investimento será voltado para uma série de editais (calls) em quatro programas do FP7: Cooperação, Capacidades, Pessoas e Idéia.
O Brasil é um dos países que mais crescem na cooperação com a União Européia e poderá participar de todos os editais, com raras exceções. Recomenda-se que as instituições e pesquisadores brasileiros leiam o work programme de interesse com maior atenção para começar a preparar os projetos o quanto antes.

O poder da inovação e sua importância na cadeia de fornecimento e TI


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A busca pela inovação tem levado as empresas a lançar novas versões de produtos em prazos cada vez menores. Distribuidoras e revendas devem se atentar ao novo cenário.
Um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, Joseph Schumpeter, definiu inovação como o impulso fundamental que mantém em movimento a engrenagem da economia. Olhando por um lado mais amplo, a inovação permeia por todas as áreas, não só a econômica.
A palavra inovação pode ser entendida como o ato ou efeito de inovar, que por seu lado significa tornar novo, renovar, introduzir novidade.
No nosso caso em questão, vamos tratar da inovação na área da Tecnologia da Informação abrangendo toda a sua cadeia desde o fabricante até o usuário final, passando, obviamente pelos distribuidores e pelas revendas.
A parte inicial da cadeia tem um papel fundamental nesse processo de inovação, já que, no caso, os fabricantes necessitam buscar sempre inovações tecnológicas em seus produtos para fazer face não só aos desejos de seus consumidores, mas também para estar sempre à frente dos seus concorrentes.
Da parte dos fabricantes esse é um processo contínuo, pois a sobrevivência das empresas, mais e mais, depende da agilidade com que essas “novidades” chegam ao mercado, e as transformam, não só em lucro, mas também em reconhecimento do mercado. As empresas têm que constantemente se perguntar: como nossos produtos podem ser melhorados? O que podemos fazer de diferente? O que nossos concorrentes estão pensando e fazendo? Tudo isso leva à inovação tecnológica.
A ponta final da cadeia, ou seja, o usuário final também é um alimentador dessa engrenagem, pois está sempre à procura dos produtos mais avançados tecnologicamente. É o efeito da geração Y que está totalmente antenada em todas as novidades tecnológicas. Diríamos que isso já faz parte do DNA dessa geração. E, no futuro, podemos esperar muito mais da nova geração, a que vem sendo chamada de geração Z.
Eles fazem elogios, críticas e sugestões, utilizando-se, muitas vezes, das redes sociais (outra inovação tecnológica de maior repercussão nos últimos tempos), que ajudam as empresas a aprimorar os seus novos produtos e processos, além de ser um instrumento muito utilizado pelos próprios fabricantes para levar as “novidades” a seus potenciais compradores.
Hoje em dia, a busca pela inovação tem levado as empresas a lançar novas versões de seus produtos em prazos cada vez menores. Vejam o exemplo de tablets, onde um deles teve a sua 2ª versão lançada, poucos meses após o lançamento da 1ª. versão. Isso nos deixa a certeza de que, ao mesmo tempo em que um produto está sendo lançado, já há uma nova versão no forno para ser lançada o mais breve possível. Este é só um exemplo, mas vale para todos os produtos.
Só para efeito de comparação, há mais ou menos uns 15 anos, versões novas de PCs, levavam, por volta de três anos para serem atualizadas tecnologicamente.
Portanto, os Distribuidores e Revendas, que ficam no meio da cadeia de fornecimento, precisam sempre inovar, ser criativos para fazer levar ao usuário final no menor tempo possível todas as “novidades” lançadas pelos fabricantes.
É necessário inovar em seus sistemas internos (ERP, CRM, BI etc.), tê-los sempre atualizados, para que seus vendedores tenham as melhores ferramentas de vendas e marketing e possam, on line, dar informações detalhadas exigidas por quem está comprando. Isso vale também para o sistema de armazenamento de produtos (WMS), para que os produtos saiam o mais rápido possivel dos estoques. E, assim, também com os seus operadores logísticos para que estes façam chegar às mãos das revendas ou, mesmo, dos usuários finais, no menor prazo possivel.
Hoje, com o avanço da tecnologia, já se consegue acompanhar, em tempo real, a “viagem” dos produtos desde a saída do estoque até a sua chegada ao destino final. Um dos grandes desafios a serem superados neste processo de inovação contínua é o e-commerce, ferramenta muito pouco usada nas transações entre revendas e distribuidores, mas largamente usada pelos usuários finais. Não se deveria esquecer que a sua utilização é uma forma de redução de custo das operações.
Todas essas inovações têm um custo muito elevado e precisam ser muito bem controladas, pois os distribuidores e revendedores necessitam se antecipar a todas essas mudanças e capitalizar as muitas oportunidades que surgirem, mas ao mesmo tempo, entregar valor aos seus acionistas.
A velocidade atual das mudanças é muito grande e, com certeza, irá se manter acelerada no futuro. As empresas investem muito em P&D e estão cada vez mais ágeis no processo de inovação. A pergunta é: em que velocidade virão as novas mudanças? Em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos? Não sabemos. Temos que aguardar.
*Vladimir França é Diretor executivo da ABRADISTI

Three Big Time Mistakes You Might be Making


Some of this is things I learned in decision science in business school way back when, and some of it what I’ve learned and seen in the real world for several decades. I see these time-related mistakes too often, and I’ve made every one of them myself, and more than once. To some extent, I suspect that our instincts (or at least mine) might be challenged in relation to letting time run. I hope by listing these common mistakes here I can help you avoid making them yourself.
1. When time is on your side, you should wait.
This one’s about understanding the flow of information and the costs of waiting. First, ask yourself what additional information you’ll have if you wait. Then ask yourself what the penalties of waiting might be. Then evaluate the weight of each.
People very often decide before they have to, when there is more information coming, and no penalty for waiting. Never make a decision when there is no penalty for waiting and more information is coming. Wait. I heard this first from David Kreps, who was then (1980) a very young professor at the Stanford Business School, and is now a bit older, and has his own wikipedia entry.
2. Don’t solve the same problem three times over.
This is an all-too-common problem related to misunderstanding time. I’ve see it a lot, and participated in it more than once. The team gets together to discuss a long-term problem and comes up with a long term Three months later, that long-term problem is still there, and even though the solution is now underway, the team, still frustrated, gets together again, and comes up with another solution. It’s hard to remember that one long-term solution is already underway when you still have the problem. And, in some cases, another solution starts, and takes time and effort, but in another three months, the problem is still there, so the team sets up a third solution, and starts that rolling.
Instead of reminding each other that the solution is underway, the team, frustrated, invents something else. And, as often as not, the second solution undermines the first, and the third solution undermines the second. Or maybe it just seems that way to me on a bad day.
2. Don’t have tomorrow’s panic today.
It’s Tuesday morning and you’re in crisis. You need Thing A to appear before Wednesday afternoon or you’re screwed. There is actually a pretty good chance that Thing A will appear in time, but still, the gravity of the situation drives you crazy. What if Thing A doesn’t appear in time? Then what will we do? Quick! Let’s find Thing B fast.
Done right, there’s nothing wrong with that. It’s contingency planning. It’s like thinking ahead of the moves in chess. You ask yourself what you’ll do on Wednesday afternoon if Thing A hasn’t appeared. And if there is a painless way to make Thing B’s appearance more likely, just in case … and it doesn’t interfere with Thing A, then it’s not a bad idea.
However, what a lot of people do is have Wednesday afternoon’s full-blown panic on Tuesday morning because they don’t have the patience to put off the panic until tomorrow. And that’s bad for decision making, bad for your health, and bad for your business.

Monsanto apresenta estudo inédito sobre economia de carbono


Empresa mostra resultados de pesquisa com elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa em evento organizado pela FGV que debateu o impacto das mudanças climáticas.
A Monsanto deu mais um passo na busca de soluções sustentáveis que atendam às demandas globais associadas à nova economia de baixo carbono. Nesta quarta-feira, 10 de agosto, durante o Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol de 2011, organizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a empresa apresenta o primeiro inventário de emissão de gases de efeito estufa (GEE), desenvolvido com base na programa.
Foram contabilizadas as emissões decorrentes das fábricas de Proteção de Cultivos de Camaçari (BA) e de São José dos Campos (SP). Os inventários mediram a quantidade de gases emitidos em 2007, 2008, 2009 e 2010. “A atuação conjunta com diversos setores da sociedade faz parte de nossa estratégia em direção ao desenvolvimento sustentável”, explica Gabriela Burian, gerente de Sustentabilidade da Monsanto, que esteve presente no evento da FGV ao lado de Gilmar Beraldo, gerente da unidade de Camaçari, Marco Stollar, gerente de QESH (Quality, Environment, Safety and Health / Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde) de São José dos Campos e Roberta Carneiro, engenheira de ESH Corporativo.
O GHG Protocol é uma metodologia de contabilização de GEE que foi desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) em parceria com o World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e trazida ao Brasil pela FGV. As empresas participantes do Programa inventariam suas emissões utilizando a metodologia e a equipe técnica do GVces avalia as informações apresentadas para, posteriormente, publicar os resultados no Registro Público de Emissões de GEE.
Fazer a medição de anos retroativos é importante para estabelecer um parâmetro ao propor o plano de ação de gestão dos gases. “O histórico do período analisado deve ser sempre levado em consideração, já que existem variantes que refletem diretamente no resultado do inventário. Os anos de recessão econômica, por exemplo, causam menor produção refletindo invariavelmente em uma menor emissão de gases”, explica Gilmar Beraldo, gerente da unidade da Monsanto em Camaçari.
A ideia principal de fazer um inventário é dar o primeiro passo parar criar mecanismos de gestão ambiental nas corporações visando a redução de GEE. “As empresas que fazem parte da plataforma estão à frente, já que as exigências do mercado internacional e da sociedade em relação a práticas sócio e ambientalmente responsáveis e sustentáveis são cada vez maiores. Além disso, o consumidor está se tornando mais consciente e, com isso, passa a valorizar companhias que têm boas práticas socioambientais ou a pressionar aquelas cujos impactos prejudicam o meio ambiente e a sociedade”, afirma Fernanda Carreira, pesquisadora do Programa de Sustentabilidade Global do GVces .
Contabilização de resultados- Dentro das normas internacionais do GHG Protocol, as empresas devem contabilizar suas emissões diretas e parte de suas emissões indiretas, relativas à compra de energia. Já as emissões referentes a terceiros não são obrigatórias, dada sua complexidade na obtenção das informações. Para realizar o inventário, a Monsanto contratou a ICF Internacional, consultoria que é referência no setor. “Para mensurar as emissões diretas, o inventariante deve considerar todos os gases de efeito estufa emitidos durante a fabricação de um produto, que estejam sob o controle do mesmo. Se a empresa utilizar uma caldeira na fabricação, por exemplo, deverá analisar o tipo de combustível usado na caldeira, com os seus respectivos conteúdos energéticos e fatores de emissão, transformar esse combustível em energia e depois converter esta energia em quantidade emitida de GEE”, cita Augusto Mello, diretor geral da ICF para América Latina.
Já para colocar na ponta do lápis as emissões indiretas, deve-se considerar a emissão de empresas terceiras ligadas à companhia. “Nesse caso, o céu é o limite já que a empresa que está inventariando pode optar por mensurar as emissões de GEE da cadeia completa, desde a fabricação da matéria prima até a chegada ao consumidor final ou mesmo uso e disposição, dependendo do tipo de produto”, explica Mello.
Perfil-A Monsanto é uma empresa dedicada à agricultura. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas –, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais, conservar mais e melhorar vidas. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e compartilha seu conhecimento com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.
A Monsanto está presente no Brasil desde 1963. Em 2010, destinou R$ 6 milhões à sustentabilidade com diversos projetos socioambientais em todo o País, realizados em 90 cidades, de 12 estados brasileiros. Mais de 200 mil pessoas foram beneficiadas. Além da distribuição gratuita de 60 mil livros, também foram realizadas 200 palestras sobre conscientização ambiental e plantadas 2,2 mil árvores, com a participação de 30 mil crianças de todas as regiões do país.
A Monsanto faturou R$ 2,048 bilhões no Brasil em 2010, produzindo e comercializando a linha de herbicidas Roundup, sementes de soja convencional (Monsoy) e geneticamente modificada (Roundup Ready®), sementes convencionais e geneticamente modificadas de milho (Agroeste, Sementes Agroceres e Dekalb), sementes de sorgo, algodão (Deltapine) e, ainda, sementes de hortaliças (Seminis e De Ruiter). Em novembro de 2008, passou a atuar no mercado de cana-de-açúcar, com a aquisição das empresas Canavialis e Alellyx, do Grupo Votorantim. Em fevereiro de 2009, a Monsanto adquiriu os 49% restantes da MDM, reforçando sua posição no mercado de algodão. [www.monsanto.com.br].

Loteria do Carbono incentiva a redução de CO2


Combater as mudanças climáticas. Este é o objetivo da Carbon Lottery, criada pela Sterling Waterford e Mídia Splinter. A loteria virtual oferece um jackpot com um caixa de quatro milhões de euros e funciona como forma de incentivar empresas e pessoas físicas a compensar sua pegada de carbono.
Uma parte das receitas geradas com a iniciativa será aplicada em projetos especiais, como o parque eólico Zorlu, na Turquia e a hidroelétrica Cauvery, na Índia. Segundo o portal da Loteria, cada bilhete adquirido representa ajuda para o tratamento de 100 kg de dióxido de carbono.
“Combater as mudanças climáticas precisa tanto de inovação cultural e mudança”, afirmou à Springwise.com, Gregor Paterson Jones, co-fundador do Carbon Lottery.
O site ainda permite que o cibernauta realize uma estimativa, a nível anual, das emissões dos gases de efeito estufa do seu agregado familiar e compre bilhetes suficientes para diminuí-los.
De acordo com uma pesquisa recente da aposentadoria do carbono, 0,1% das emissões de CO2 das maiores campanhas britâncias são compensados voluntariamente.
* Publicado originalmente no site EcoD/Agência Envolverde

Inovação e sustentabilidade lutam contra banalização

08/08/2011
Kunst alerta para os perigos de projetos baseados em modismos 

Inovar, ser socialmente responsável, ter foco na qualidade total e adotar um modelo de sustentabilidade está na moda.  Práticas importantes para os negócios e para a sociedade, esses conceitos correm o risco de ser banalizados.  Tudo porque as organizações, por desconhecimento ou estratégia, muitas vezes usam essas práticas para conquistar a simpatia dos consumidores, sem que, de fato, isso faça parte da sua cultura.

O mundo corporativo é pródigo em criar expressões e modelos de gestão para atualizar processos, valorizar marcas, criar vínculos afetivos com a comunidade na qual estão inseridos e, claro, faturar mais.  Muitas dessas práticas são levadas a sério e verdadeiramente incorporadas à cultura das empresas.  Mas, isso não é regra.  Pelo menos em discurso, milhares de empresas hoje se vendem como inovadoras, socialmente responsáveis ou sustentáveis.  No fundo, porém, muitas nem sabem definir corretamente esses conceitos.

Ao entrar na onda por esses serem temas da moda ou politicamente corretos, ajudam a banalizar e a levar ao descrédito posturas que são cada vez mais importantes para as empresas e para a sociedade.  “É um drama que a gente vive, mas não temos como ter domínio sobre as empresas marqueteiras”, admite o presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Jorge Abrahão.

O descrédito já é uma realidade.  Prova disso é uma pesquisa divulgada no final do ano passado pelo próprio Ethos e pelo Instituto Akatu.  Levantamento feito com consumidores brasileiros apontou que 44% deles não acreditam naquilo que as empresas divulgam como práticas de responsabilidade social.  O mesmo vem acontecendo em relação à sustentabilidade.

Para tentar minimizar isso, entra em vigor uma nova determinação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).  O objetivo é impedir o oba-oba em torno do termo sustentabilidade e, assim, evitar que ao ser banalizado acabe confundindo os consumidores.

Ao mencionar essas práticas agora as organizações terão que estar atentas a critérios como veracidade, exatidão, pertinência e relevância.  As regras já estão disponíveis no site do Conar (www.conar.org.br). “Ainda não registramos aumento de processos éticos motivados por desrespeito as nossas recomendações, mas estamos nos antecipando para corresponder a um anseio que é de toda a sociedade”, diz o presidente da entidade, Gilberto C. Leifert.

Ele explica que o Conar não faz censura prévia de qualquer espécie.  Por isso, para que um anúncio seja analisado, ele precisa ser veiculado ao menos uma vez.

A entidade possui um serviço de monitoria que verifica rotineiramente os principais veículos de imprensa do País.  Além disso, recebe denúncias enviadas por consumidores, autoridades e empresas associadas.  Ainda assim, será um desafio e tanto frear as ações marqueteiras, principalmente diante de um contexto do mundo organizacional fortemente baseado em impulsionadores para o curto prazo.  “É essa dinâmica que tem feito com que muitas empresas orientem seus esforços para a tática e não para a estratégia”, comenta o diretor da HSM e professor da ESPM de São Paulo, Sandro Magaldi.

Diante dessa realidade, torna-se cada vez mais comum a prática de comprometer a visão em profundidade em função da receita de bolo ou do tradicional atalho.  Mal aparece um conceito e as empresas e consumidores já são obrigados a absorver outro.  Como consequência disso, as pessoas começam a adequar terminologias sem refletir sobre o que elas significam.  “Estamos sempre procurando a próxima onda”, revela.

Magaldi faz um alerta.  Um dos maiores riscos da apropriação inadequada desses termos é a perda da credibilidade de conceitos que são de grande importância para o mundo dos negócios e para a própria sociedade.  “Hoje em dia, em quase todas as relações comerciais se usa a palavra parceria.  Mas, de fato, essa é uma ação que envolve a construção de valor entre duas empresas e é algo importante, mas que foi sendo banalizada”, exemplifica.

Aos consumidores resta analisar de uma forma mais ampla a postura das organizações e tentar descobrir se assumem na sua plenitude aquilo que preconizam.  É olhar para as ações da empresa ao longo do tempo e a forma como trata os funcionários, mercado, clientes.  “As pessoas percebem com o tempo algo como simples artefato de comunicação e não uma estratégia legítima ligada à cultura da empresa”, diz.  Nesse momento, o tiro sai pela culatra porque os consumidores se sentem enganados, lesados e ajudam a destruir o valor da corporação.

É o que pensa o presidente-executivo da Artecola, Eduardo Kunst.  “Quando alguém começa projetos porque está na moda e não se inspira na filosofia da empresa, termina não tendo continuidade”.  Segundo ele, a Artecola sempre manteve nas suas ações uma grande preocupação com organização e limpeza dos ambientes nos quais está inserida.  O mesmo cuidado tem sido levado no desenvolvimento dos produtos, processo que cada vez mais leva o conceito da sustentabilidade.

A empresa usa, por exemplo, a fibra de bagaço de cana, que é subproduto da produção de álcool e açúcar.  O mesmo acontece com a fibra de casca de coco, que substitui a matéria-prima de origem natural que seria jogada fora ou queimada.

Kunst diz que a fabricante tem trabalhado também para modernizar e a sua gestão e usar ferramentas atualizadas, como a certificação ISO 14.000 conquistada recentemente.  “Ter essa certificação nos ajuda a melhorar nossos sistemas de gestão ambiental e obter a diferenciação de outras empresas”, comenta.  Tudo isso sem esquecer o aspecto econômico.  “Não adianta uma empresa ser preocupada com o ambiente e não ser competitiva”, reitera.  Ter metodologia é uma forma de garantir projetos sérios

Planejar, criar indicadores e reavaliar constantemente os resultados é umas das formas mais indicadas para que as empresas tenham projetos de inovação ou sustentabilidade efetivos.  E é também uma alternativa para escapar das armadilhas das ações pontuais e que não se perpetuam ao longo do tempo.

“A presença de um método claro e de ações efetivamente implementadas evidencia os resultados e, consequentemente, comprova a seriedade dos projetos”, observa o coordenador-executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Luiz Ildebrando Pierry.

Segundo ele, isso foi importante há alguns anos, quando as organizações começaram a implementar os seus projetos voltados para a qualidade.  E, agora, diante de temas como inovação e sustentabilidade, têm sido igualmente fundamentais.

A entidade tem estudado muito sobre esses temas e orientado como a questão da qualidade se conecta com inovação e sustentabilidade e como isso deve ser tratado.  “É muito comum vermos o uso indevido desses conceitos, o que vai desqualificando a importância da inovação e da sustentabilidade”, lamenta Pierry.

Para apoiar o surgimento de projetos sólidos em torno de temas que são importantes para as empresas, o PGQP criou o Sistema de Avaliação da Gestão e Resultados da Inovação (Sagri).  Esse instrumento auxilia as empresas a integrarem a inovação dentro do seu sistema de gestão, podendo avaliar e medir os resultados.  “Criamos essa ferramenta porque muitos empresários possuem iniciativas e fazem investimentos em inovação, mas não conseguem integrar e nem medir os resultados”, comenta.

Até o final de 2012, a expectativa é lançar no mercado um instrumento de avaliação da sustentabilidade.  “Isso deve contribuir para as empresas entenderem melhor o que é ter gestão sustentável e não usarem isso de forma marqueteira”, projeta.

Hoje em dia, é comum, por exemplo, as empresas implantarem uma simples prática de preservação ambiental e divulgarem que têm gestão sustentável.

O mesmo movimento o Instituto Ethos vem fazendo na área da responsabilidade social, ao estimular que as empresas definam estrategicamente esse tema.  Isso significa que não basta as empresas desenvolverem projetos filantrópicos, embora essas sejam ações que também devam ser respeitadas.  “A responsabilidade social deve estar no planejamento das empresas e precisam contemplar os vários públicos com os quais a empresa se relaciona”, diz o presidente da instituição, Jorge Abrahão.

Atualmente o Ethos trabalha com diversos sistemas, como a relação da empresa com governo, com os consumidores; com colaboradores, fornecedores e com o ambiente.  Para cada um desses itens são propostas ações concretas, indicadores de controle e metas de melhorias.

Com isso, as empresas podem se planejar e, a cada ano, irem alcançando um nível acima.  “As corporações podem ter avanços sistêmicos se tiverem projetos concretos.  Isso tem a ver com perenidade, sustentabilidade da empresa de avançar e pensar no longo prazo”, acrescenta Abrahão.

Segundo ele, existem muitas empresas brasileiras trabalhando corretamente as questões da responsabilidade social, como as cerca de 1,3 mil que são associadas do Instituto e que seguem essa filosofia.  Renova aposta na gestão e comemora resultados

Em 1990, na sede improvisada de uma casa na cidade gaúcha de Sapiranga, chegava ao mercado a Renova Lavanderia Industrial.  Focada no segmento de tinturaria - uma oportunidade, já que na época a moda entre os jovens eram as roupas coloridas - a operação logo partiria para voos mais altos.

Quatro anos depois, a empresa chegou a Porto Alegre, em busca de um mercado maior, e descobriu um novo nicho a ser explorado: o gerenciamento de uniformes para empresas.  A Renova passava, rapidamente, de uma lavanderia doméstica para uma operação industrial.

Mais do que locar uniformes, o que já era algo inédito, se preparou para fazer isso de forma diferenciada.  Da Suíça, veio uma tecnologia de código de barras que permite o acompanhamento de todas as peças, inclusive com a precisão de saber quem é o proprietário do uniforme.  “Podemos chegar ao nível de detalhamento de dizer que um determinado colaborador tem cinco conjuntos de uniformes, mas que apenas três estão no giro, e que os outros eles podem estar usando em casa”, comenta o coordenador de qualidade do meio ambiente da Renova, William Bonalume.  Esse projeto, gerenciado por um software da fornecedora de software alemã SAP, rendeu para a Renova o prêmio Inovação Finep 2006.

Para modernizar ainda mais os seus processos, uma fabricante parceira da Renova desenvolveu um túnel de secagem de roupas exclusivo, com cerca de 100 metros de extensão e diversos níveis.  Com isso, a empresa consegue trabalhar com roupas de diversos clientes de forma rápida e 100% gerenciada.

Ao observar a produção da Renova, o que se vê é um processo totalmente automatizado.  A intervenção humana só acontece no momento de colocar as roupas, já separadas por empresa e funcionários, em uma embalagem.  Todos os meses, são higienizadas cerca de 3 milhões de roupas pela empresa.

O acompanhamento de tudo é feito através de três telas de computador.  Entre os clientes da Renova estão players como Braskem, Doux e Stihl.  A empresa tem sede no Distrito Industrial de Cachoeirinha e filiais no Paraná, Bahia e Pernambuco.  Bonalume explica que temas como inovação envolvem diretamente as lideranças.  “A alta direção sempre participou do planejamento de ações que pudessem criar diferenciais para o negócio”, diz.  O mesmo acontece com a sustentabilidade.  Assim que iniciou a operação de higienização e locação de uniformes, a Renova percebeu a necessidade de dar maior atenção aos resíduos, tanto que hoje possui uma estação de tratamento de efluentes.

Em 2009, a empresa quis avançar nesse processo e buscou apoio da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).  “Fizemos um diagnóstico da nossa gestão visando a implantar a sustentabilidade, levando em consideração não apenas o pilar ambiental, mas o dos negócios e das pessoas”, diz, confirmando que a adoção dessas práticas se faz com pouco marketing e muita gestão.  Os conceitos e os erros em que as empresas normalmente incorrem

Reengenharia

Michael Hammer, que foi professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e é considerado um dos gurus da administração, criou na década de 1990 o termo reengenharia.  A ideia foi definir um novo processo que as empresas deveriam adotar e que consistia em tornar as operações mais enxutas através da eliminação de algumas camadas hierárquicas.  Não demorou para que muitas companhias passassem a usar esse termo como artifício para explicar processos de demissões em massa.

Sustentabilidade

O conceito de sustentabilidade é relacionado a ações sistêmicas voltadas para continuidade dos negócios em aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais.  O mercado tem confundido ações voltadas para o meio ambiente com a criação de negócios sustentáveis.  Plantar mil árvores não basta.  A sociedade precisa de empresas que sejam críveis.

Parceria

Não é qualquer relação comercial que pode ser definida como parceria.  Na parceria genuína, é preciso que seja criado valor mútuo.  Se você compra uma coisa e nunca mais vê o fornecedor, não existe nenhuma parceria nessa ação.

Networking

Todos querem fazer networking e acham que isso significa trocar um cartão de visita ou mandar e-mail para todo mundo.  Para ter networking tem que criar valor na sua rede de relacionamento.  Significa estabelecer relação com uma pessoa, confiar e poder recorrer a ela.  É diferente de conhecer alguém em um jantar, conversar por cinco minutos e depois ligar pedindo favor.

Inovação

De acordo com o Manual de Olso, editado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o requisito mínimo para se definir uma inovação é que o produto, processo, método de marketing ou organizacional criados sejam novos (ou significativamente melhorados) para a empresa.

Qualidade Total

A Qualidade Total é um estado de alta eficiência e de busca da satisfação não apenas do cliente, mas de todas demais entidades significativas que influenciam a existência da empresa e do seu modelo organizacional.  Ao longo do tempo, o termo passou a ser usado por muitas empresas para definir qualquer processo de melhoria implantado, mesmo que nada tivessem a ver com a ideia original.

Responsabilidade social empresarial

A responsabilidade social é a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona.  Uma das maiores confusões que se dá é entre responsabilidade social e filantropia.  Fazer uma benfeitoria para a comunidade, como sustentar uma escola, mas não respeitar as leis trabalhistas com seus funcionários é um exemplo de como esse terno pode ser distorcido.
edição impressa de 08/08/2011
Fonte: Jornal do Commercio-RJ

Vereador propõe criação de cartão pré-pago no abastecimento do Semae


 Imagine se em vez dos hidrômetros tradicionais, a medição e controle do abastecimento da água nas residências fosse feito por dispositivos eletrônicos e que em vez de contas mensais de consumo os consumidores pudessem adquirir cartões pré-pagos com determinada quantidade de água. Esta experiência, que tem sido implantada com sucesso em várias cidades, é a sugestão do vereador Osvaldo Ferreira dos Santos (PPS) para melhorar o abastecimento em Mogi das Cruzes.

“Muitas cidades, como Palmas (TO) estão empregando este novo sistema, que oferece muitas vantagens, como a redução do desperdício, melhor controle dos gastos, fim da medição manual nas casas e identificação mais fácil de vazamentos, que muitas vezes terminam sendo cobrados dos moradores”, explicou o vereador. Um requerimento apresentando o projeto foi aprovado pela Câmara na sessão desta terça-feira (09/08/2011) e será encaminhado ao prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), solicitando que estude a viabilidade da proposta.

De acordo com o documento, o sistema é composto por um medidor eletrônico inteligente, instalado na residência, com capacidade para abrir, fechar e medir o fornecimento de água. O cliente pode comprar cartões com diversos volumes de água, que são vendidos em bancos, lotéricas e comércio em geral. Cada cartão tem um código de ativação para ser inserido no hidrômetro inteligente.

“Trata-se de um modelo novo que merece ser estudado, pois à primeira vista parece bem interessante. É importante que os vereadores pesquisem o que tem sido implantado com sucesso em outras cidades e pode melhorar os serviços públicos e a vida dos mogianos”, destacou o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB).

Swat
Outro requerimento aprovado pelos vereadores na sessão teve autoria de Expedito Ubiratan Tobias (PR) e solicita ao vereador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto a realização de curso de treinamento SWAT para policiais civis e militares de Mogi das Cruzes. 

“Este treinamento já está em sua 13ª edição na cidade de Avaré e tem como principal objetivo fazer com que policiais táticos do Brasil conheçam táticas empregadas pelos melhores batalhões especiais do mundo, como a SWAT do Texas e o Bope do Rio de Janeiro”, explicou o vereador, que é policial militar e preside a Comissão Permanente de Segurança e Transporte da Câmara.

Também da autoria de Tobias, a Câmara considerou objeto de deliberação o projeto de lei 90/11, que torna obrigatória a presença de um segurança profissional nas casas lotéricas de Mogi. Segundo o parlamentar, a medida tem como objetivo oferecer mais segurança aos usuários das lotéricas, que hoje funcionam como postos bancários avançados.

TV de tubo deve sumir das prateleiras em dois anos, prevê GfK Mesmo assim, de acordo com estudo, novos modelos de televisores com a tecnologia devem chegar ao mercado ainda este ano Claudia Tozetto, iG São Paulo


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TVs de tela fina devem substituir TVs de tubo nas prateleiras em todo o mundo nos próximos anos
As TVs que usam tecnologia de tubo de raios catódicos (CRT) devem desaparecer das prateleiras em cerca de dois anos, prevê Gisela Pougy, diretora de negócios da consultoria GfK. Em coletiva de imprensa da Photo Image Brasil, feira que acontecerá em São Paulo (SP) entre 16 e 18 de agosto, Gisela afirmou que as TVs de tela fina, que incluem as telas de LCD, LED e Plasma, já representam 71% do mercado no mundo e 64% na América Latina.
No início de 2010, as TVs de tudo ainda eram maioria no mercado de TVs no Brasil. O aumento das vendas de quase 20% em virtude da Copa do Mundo da África do Sul, no entanto, contribuiu para que os brasileiros comprassem mais TVs de tela fina do que TVs de tubo pela primeira vez na história. Segundo a GfK, entre janeiro e junho de 2011, as TVs de tubo representaram apenas 4% das vendas mundiais. “Elas ainda sobreviverão por um tempo na América Latina, mas devem desaparecer”, diz Gisela.
Japão populariza TV conectada
As TVs com telas de LCD ainda representam a maior parte das vendas em todo o mundo, mas as TVs de LED, uma evolução do LCD, já são bastante populares em alguns países como Alemanha e Japão. Nesses países, tecnologias avançadas como conexão com a internet em TVs também representam boa parte das vendas – de acordo com a GfK, 50% de todas as TVs compradas no Japão possuem o recurso.
No Brasil, as TVs com conexão de internet avançam. No primeiro semestre de 2011, elas representaram 17% das vendas, ou seja, quase uma em cada cinco TVs vendidas no País permite navegar na web. “A categoria de TVs conectadas está crescendo fortemente no Nordeste”, diz Gisela.
Assim como em outros países, a maior parte das TVs vendidas no Brasil já possui telas com máxima resolução (1080 pixels). Com o ganho de escala, fabricantes de TVs com a tecnologia já reduziram o preço dessas TVs em 75% do valor em apenas um ano no Brasil. “Já faz quatro anos e meio que o preço das TVs só cai no Brasil”, diz Gisela.
TVs 3D engatinham
O Brasil não é exceção quando o assunto são as baixas vendas de TVs que reproduzem conteúdo em 3D. A situação, diz Gisela, preocupa fabricantes no mundo todo. “Os brasileiros estão muito ansiosos pelo aumento das vendas de TVs 3D, mas esses modelos chegaram ao País há apenas um ano e meio”, disse Gisela ao iG.
O preço é um dos motivos para a baixa popularidade das TVs 3D no Brasil. Segundo a GfK, uma TV de tela fina simples custa, em média, R$ 1.700, enquanto o preço médio de uma TV com tecnologia 3D é de R$ 3.341. Assim, o consumidor ainda paga 96% mais para ter a TV mais avançada na sala de estar. Com o tempo, segundo Gisela, a tendência é que o preço da tecnologia caia.
Venda de aparelhos de DVD caem
Os aparelhos que reproduzem apenas DVDs enfrentam um período difícil no Brasil. As vendas da categoria caíram 8% em um ano, de acordo com os dados da GfK. Os vilões são os tocadores de Blu-ray que, apesar de caros, já estão 22% mais baratos em relação ao ano passado.
Quando esses aparelhos chegaram ao Brasil, diz Gisela, o consumidor pagava, em média, R$ 1.200 por um tocador de Blu-ray. Hoje, o preço médio de um aparelho é de R$ 543, valor que pode ser maior em virtude de outros recursos com tecnologia 3D e conexão com a internet. “Nos primeiros seis meses de 2011, 33% das unidades vendidas também reproduziam filmes em 3D e 82% acessavam a internet”, diz Gisela.
Dois problema que atrapalha o Blu-ray no Brasil é o preço e a falta de conteúdo criado especificamente para este formato. A GfK estima que há apenas 1.600 mil títulos de Blu-ray disponíveis no mercado, vendidos por cerca de R$ 52. No caso dos DVDs, além do preço menor (cerca de R$ 19), há mais de 25 mil títulos no mercado. Vale lembrar que tocadores de Blu-ray também reproduzem mídias de DVD.