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sábado, 20 de agosto de 2011

Budweiser patrocina edição do UFC no Brasil Evento dá início às ações de Marketing da marca no país Por Letícia Alasse, do Mundo do Marketing


A Budweiser dá início às ações de Marketing  para promover a chegada da marca ao Brasil, com o patrocínio do UFC Rio. A cerveja dará ingressos para o evento realizado no próximo dia 27 e prepara um reality show com Anderson Silva, no Facebook. Durante os 12 dias que antecedem a competição, o lutador mostrará sua preparação no Budweiser Champion Experience, exclusivo na fan page brasileira da marca no Facebook.
Para participar da promoção, os usuários devem postar nas redes sociais frases de incentivo ao atleta. As duas melhores sentenças do período, uma do Facebook e outra do Twitter com a hashtag #vaianderson, receberão um par de ingressos para Cadeira Vip na primeira fileira do evento e acesso ao Bud Lounge. Já a melhor frase de apoio de cada dia concorrerá ao Bud Experience no dia da pesagem, no qual o ganhador poderá acompanhar a medição dos atletas e tirar fotos com Anderson Silva. Com a ação, a marca pretende se aproximar do público brasileiro, oferecendo experiências inéditas para os consumidores.

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A Cielo conquistou o primeiro lugar na categoria de Serviços Especializados da edição AS MELHORES DA DINHEIRO 2011. Confira entrevista com o presidente Rômulo de Mello Dias

Por Redação
A Cielo conquistou o primeiro lugar na categoria de Serviços Especializados de AS MELHORES DA DINHEIRO 2011. A companhia, que conseguiu o feito com uma estratégia de marketing bem-sucedida de transição da antiga marca Visanet para a nova Cielo, também se posicionou como uma empresa inovadora.

A empresa foi a primeira credenciadora a lançar um aplicativo que transforma iPhone, iPad e celulares dotados com o sistema Android em uma máquina para fazer pagamentos com cartões de crédito. “O principal é fazer o básico com qualidade: criar uma rede estável e segura para ao lojista e para o consumidor”, afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo. Confira a entrevista em vídeo:

 

Brasil, mostra a tua cara!


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Na manhã desta sexta-feira (19/8), o ex-ministro das Comunicações e ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros esteve na sede da Editora Globo, em São Paulo, para falar aos jornalistas da casa sobre os rumos do Brasil diante da crise global.

Para o executivo, que atualmente dirige a empresa de investimentos Quest, o país “está espantado com seu próprio sucesso”. Financeiramente, os brasileiros teriam vantagens sobre os europeus e americanos, já que estão vendendo seus produtos por preços maiores e comprando mercadorias por preços menores.  Mas, para o economista, o crescimento financeiro do país provocou tantas mudanças na sociedade brasileira que o povo ainda não consegue acreditar que o período “de ouro” se estenderá por “muitos e muitos anos”.
Chegar lá não é mais o maior desafio brasileiro, mas sim buscar formas de crescimento contínuo. “Para isso, o território nacional precisa de governantes menos preocupados em unir o eixo RJ-SP com um trem bala, além de empresários que busquem soluções eficientes e inovadoras para diminuir a exportação de nossas riquezas primárias”, disse. 
Barros acredita que o Brasil precisa de gente empreendedora, interessada em deixar a concorrência para trás, sem medo de fazer sucesso e de mostrar de vez a sua cara.

ExpoPostos & Conveniência 2011 chega ao fim superando expectativas


São Paulo – A ExpoPostos & Conveniência – Feira e Fórum Internacional de Postos de Combustíveis, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service superou as expectativas dos visitantes e dos 160 expositores. Para as empresas que atuam no setor, o evento abriu novas frentes de investimento e serviu para mostrar as novidades e estreitar relacionamento entre empresa, fornecedores e clientes.
No segmento Lojas de Conveniência, a Petrobras montou em seu estande uma mini-loja BR Mania, com degustação de produtos da BR Mania Padaria, BR Mania Café e apresentou os novos produtos: pizzas, massas prontas e sanduíches naturais. “O mercado de conveniência está crescendo muito, e nós estamos acompanhando. Mas precisamos ter produtos diferenciados, por isso estamos focando em food service, com uma linha de pizzas, massas prontas e lanches naturais”, comentou Paulo Ventura, Gerente de Lojas de Conveniência da BR. Já a Heineken apresentou a Lata Touch, com acabamento em verniz que faz com que a sua superfície fique em alto relevo, e promoveu degustação do seu portfólio de cervejas.
Para atrair o público, a equipe Mobil levou um carro da Stock Car para o estande, onde os pilotos que representam a marca Brasil afora, Nonô Figueiredo e Thiago Riberi, participaram de tardes de autógrafos. Os apaixonados por velocidade também poderão se sentir na pele dos competidores, graças a um simulador que a empresa levou ao evento.
Já, a Ale Combustíveis contou com a presença de Luis Fabiano, Dener e Zé Vitor, jogadores do São Paulo Futebol Clube, no estande da empresa. Patrocinados pela Ale, os craques prestigiaram as atrações do evento, tiraram fotos e distribuíram autógrafos.
Outros destaques da edição desse ano da ExpoPostos & Conveniência foram os softwares de gestão desenvolvidos pelas empresas LZT Sistemas e Desbravador, que possibilitam o acesso a informações gerenciais em iPods, iPads, iPhones e outros dispositivos móveis compatíveis com o sistema operacional Android. “O aplicativo da LZT possibilita que o dono do posto acesse dados como contas a pagar, venda do posto, consumo por cliente, e até que ele troque o preço do combustível à distância. É uma ferramenta de decisão”, comentou Kathrine Labes, Diretora Executiva da LZT Sistemas.
Muito negócios foram fechados durante a ExpoPostos. “Só no primeiro dia de feira atingimos 60 mil reais em vendas”, declarou Renato Garcia, sócio diretor administrativo da PetroPuro. A Stratema também conseguiu bons resultados. “Com movimento formidável e público de qualidade, conseguimos fechar alguns pedidos”, comentou a coordenadora de Marketing da empresa, Elaine Scalise.
A preocupação com o dano causado pelas embalagens ao meio ambiente levou o Sindicom e o RECAP a criarem programas que oferecessem soluções práticas na retirada e reciclagem desses recipientes, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos, deixando de tratá-las como lixo. Os programas Jogue Limpo, do Sindicom, e de coleta de resíduos, do RECAP, ajudam os postos de serviço resolvem o problema da destinação de resíduos sólidos que passam a ter uma nova utilidade como insumo industrial. Um exemplo dessa reutilização são os bancos de madeira plástica, material similar a madeira, que o RECAP expôs durante a ExpoPostos.
Um dos pontos altos da feira foi o Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service. Ao todo, sete palestras foram oferecidas com especialistas de renome do segmento. Na abertura, no dia 16, o norte-americano Hank Armour, Presidente e CEO da NACS - The Association for Convenience and Motor Fuels Retailing, ministrou a palestra com o tema “Visão global da conveniência e a indústria do varejo de combustíveis automotores".
Durante sua fala, Hank Armour apresentou números dos setores de conveniência e combustível dos Estados Unidos. O destaque da palestra foram as lojas de conveniência. Segundo dados da NACS, 300 empresas de varejo operam as 20 mil lojas que existem no país.
No segundo dia, o economista Ricardo Amorim iniciou os trabalhos, com o tema “O século dos BRICs: Brasil, Índia e China: semelhanças e diferenças”. O dia 17 contou ainda com Fernando Alves, Key Account Manager da Souza Cruz, que ministrou palestra sobre o perfil do consumidor das lojas de conveniência. Fabio Marcondes, Diretor de Abastecimento e Regulamentação do Sindicom, fechou o Fórum com o tema “Os desafios do mercado de Diesel no Brasil”.
Já no terceiro dia da ExpoPostos, o executivo Max Gehringer ministrou a palestra com o tema “A Comédia Corporativa – Gerenciamento de Mudanças”. Maurício Prado Alves, membro do Conselho Diretor da ABIEPS, e Antonio Nóbrega, Gerente de Meio Ambiente do Sindicom, falaram sobre o tema “A contaminação do solo e a destinação de resíduos sólidos”.
Por fim, Vicente Pimenta, gerente de projetos especiais, coordenador do Comitê de Combustíveis Renováveis Ciclo Diesel da AEA, Chairman do Comitê de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias da SAE, Alexandre Parker, Vice-presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e coordenador de assuntos governamentais e institucionais da Volvo do Brasil), Fabio Marcondes, Diretor de Abastecimento e Regulamentação do Sindicom, e Cristiane Zulivia de Andrade Monteiro, Assessora Técnica da ANP, apresentaram palestra com o tem ‘’O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) e os seus impactos na implementação do S10”.
A ExpoPostos & Conveniência aconteceu entre 16 e 18 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Em relação à última edição da feira, em 2009, o crescimento foi de 30% em 2011. A Postos & Conveniência, feira itinerante que intercala com a ExpoPostos, já tem data e cidade-sede para 2012: 21 a 23 de agosto, no Rio de Janeiro.
Perfi l da ABIEPS - Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de Serviços reúne e representa os fabricantes de equipamentos e prestadores de serviços de todo território nacional que atuam diretamente junto ao mercado de distribuição de derivados de petróleo e energias renováveis. Constituída em 21 de Agosto de 2001, tem por objetivo interagir de forma contínua e ser representante do associado junto às instituições, empresariado, órgãos fiscalizadores, reguladores e governamentais, atuando de forma ética e transparente, além de promover ações contínuas no sentido de agregar e transferir maior conhecimento por intermédio de conferências, debates, painéis, congressos, feiras, eventos e treinamentos.
Perfil-A Fecombustíveis - Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes representa nacionalmente 34 Sindicatos de Revendedores de Combustíveis Automotivos e a Fergás, defendendo os interesses legítimos de quase 37 mil postos de serviços, 425 Transportadores Revendedores Retalhistas e aproximadamente de 36 mil revendedores de GLP, além da revenda de lubrificantes. Filiada à CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a Federação é também a representante brasileira da Comissão Latino-Americana de Empresários de Combustíveis. Fundada em 1960, a Fecombustiveis comemora este ano seu Jubileu de Ouro.
Sindicom- Representante das principais empresas distribuidoras de combustíveis e de lubrificantes do Brasil - AirBP, Ale, Castrol, Chevron, Cosan, Ipiranga, Petrobras Distribuidora, Petronas Lubrificantes, Repsol, Total e Shell - o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) tem como missão funcionar como interlocutor entre Governo, empresas públicas e privadas, além de promover a eficiência e a qualidade de produtos e serviços oferecidos ao consumidor final. A entidade está sempre à frente de discussões de assuntos das áreas jurídica, tributária, de meio ambiente, de regulamentação, de defesa da concorrência e de etanol que sejam comuns às suas associadas.
Fagga l GL exhibitions- Com quase meio século de experiência no setor de promoção e organização de feiras, conferências internacionais e eventos corporativos, a Fagga l GL exhibitions segue o modelo de negócios da francesa GL events, a segunda maior empresa do mundo no setor, da qual faz parte.
A Fagga - pioneira no mercado de feiras de negócios no Rio de Janeiro - se tornou subsidiária do Grupo GL events em 2006, mas sua experiência no mercado nacional vem desde 1964 e ultrapassa a marca de 3 mil eventos realizados no Brasil e 250 no exterior. Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Salvador, a Fagga l GL exhibitions, uma das maiores do setor, é responsável pela realização de mais de 20 feiras anuais no Brasil. No segundo semestre de 2010, as feiras movimentaram mais de R$ 300 milhões só no Rio de Janeiro, onde foram realizadas dez delas, e a expectativa da GL events Brasil é que esse número suba 30% em 2011. Entre os segmentos e produtos de maior destaque estão o setor de moda e beleza, com a realização de algumas de suas principais feiras, entre elas a Première Brasil, edição latino-americana da francesa Première Vision, o maior evento do mercado têxtil do mundo, realizada em São Paulo; o setor de construção, saneamento e infraestrutura, com as três feiras Construir (Rio, Minas e Bahia), Fitabes e Rio Infra; o setor cultural, com amplo destaque para quatro Bienais do Livro, além da do Rio de Janeiro, a da Bahia.

Direção defensiva


Vale a pena lembrar

‘Liderar é dividir a autoridade com todos na empresa’, afirma Dave Ulrich


Para o especialista em recursos humanos, muitos empreendedores não conseguem mostrar como os funcionários podem ser responsáveis pelo crescimento do negócio

Por Rafael Farias Teixeira
   Divulgação
Qual o maior desafio no setor de recursos humanos atualmente? Para o americanoDave Ulrich, professor da Ross School of Business, da Universidade de Michigan, e especialista em RH, é preciso se preocupar com a criação de significado e valor para o trabalho dos colaboradores. “Isso deve ser feito em todos os níveis hierárquicos”, afirma. Outro fator importante é como o empreendedor divide seu poder de líder com a sua equipe. Com mais de 100 artigos e 15 livros publicados sobre o assunto, Ulrich veio ao Brasil a convite da HSM Educação e conversou com o site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Qual o cenário atual da área de recursos humanos? Quais são os maiores desafios em gestão de pessoas?
O maior desafio é gerar valor. Isso começa com quem está fora da empresa – consumidores, investidores e comunidades. Na medida em que se preocupa com esses públicos, o funcionário também cria valor. É um processo de fora para dentro. Internamente, o desafio é administrar três aspectos. O primeiro é o talento: as habilidades de cada funcionário devem estar adequadas ao cargo que ele ocupa. O segundo é a cultura da própria empresa, que deve estar aberta à criação desses valores. E, por último, é preciso trabalhar as habilidades de liderança desses colaboradores, tanto para o presente quanto para o futuro.

Há diferenças na criação desses valores para níveis hierárquicos mais altos ou baixos? Descobrimos que pessoas em qualquer nível precisam de três coisas. A primeira é a confiança para realizar seu trabalho. As pessoas com cargos altos irão querer essa confiança para moldar estratégias para o futuro, enquanto as de cargos na base, para execução e resultados mais imediatos. Segundo, eles precisam estar comprometidos a realizar suas funções e dispostos a trabalhar duro. Por último, eles precisam ter uma sensação de contribuição. Para alguém no topo, isso pode ser o sentimento de que seu trabalho está modificando o seu mercado. Já para alguém na base, pode ser a sensação de que seu trabalho está desenvolvendo habilidades importantes e de que ele está fazendo parte de algo maior.

Há alguma prática em recursos humanos que o senhor considere datada ou ineficiente?
Isso pode soar um tanto polêmico, mas é muito difícil comprar o coração de uma pessoa. Ou seja, compensações monetárias, apesar de necessárias, dificilmente levam à criação de significado para o trabalho do funcionário.

O empreendedor do nosso blog O Primeiro Ano da Minha Empresa está tendo dificuldades para estimular a sensação de unidade entre seus funcionários. Como fazer isso?
Uma tentação de muitos empreendedores, por terem começado o negócio sozinhos, é continuar fazendo todo o trabalho de maneira solitária. A melhor evolução disso é conseguir realizar o trabalho, mesmo que o dono não tenha que fazer tudo pessoalmente. A função dele é engajar os outros, envolvê-los para que transformem todas essas tarefas em realidade. Mostrar o que eles podem contribuir para o crescimento da empresa. E muitos desses empreendedores não têm a capacidade de compartilhar essa liderança. No fim, ser líder é dividir a autoridade com todos os membros da empresa. Muitos empreendedores não conseguem fazer bem essa transição

Vale cria empresa de logística



Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Sex, 19 de Agosto de 2011 07:11
A Vale trabalha na criação de uma nova empresa de logística para abrigar ativos e contratos que envolvem a prestação de serviços para carga geral, um mercado em expansão no Brasil. O projeto em discussão na mineradora prevê a abertura de capital dessa nova empresa no Novo Mercado da BM&F Bovespa até 2012. A Vale deverá ter uma participação em torno de 30% na Vale Logística, como vem sendo chamada a futura companhia, dependendo do apetite do mercado na oferta pública de ações.

O perfil de negócio da Vale Logística será bem diferente da Log-In Logística Intermodal, empresa de capital aberto, na qual a Vale é sócia com 31,3%. A mineradora vem estudando se desfazer da Log-In, que é focada no transporte de carga em contêineres na costa brasileira, a chamada navegação de cabotagem.

Os serviços de logística garantem à Vale uma receita importante. Em 2010, esses serviços geraram uma receita de R$ 3,2 bilhões, com aumento de 14% ante 2009. Em média, cerca de 80% desse valor corresponde ao transporte de carga geral, que inclui produtos como soja, combustível, madeira e siderúrgicos.

No segundo trimestre deste ano, o faturamento com serviços de logística alcançou R$ 950 milhões, com crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2010. A receita total da Vale no trimestre foi de R$ 25,6 bilhões.

A rentabilidade do negócio de logística, porém, está em queda. A margem Ebit, que é a relação entre o lucro antes de juros e impostos e a receita líquida do segmento, caiu de 23,5% no segundo trimestre de 2010 para apenas 0,5% agora. Segundo a companhia, houve crescimento dos custos nas operações ferroviárias, principalmente por causa da contratação de pessoal, do aumento de preços e volumes de combustíveis e de serviços de manutenção.

A Vale Logística deverá reunir sob seu guarda-chuva as estradas de ferro Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Ferrovia Norte-Sul (FNS), o terminal portuário da Ultrafértil, no porto de Santos, que pertence hoje à Vale Fertilizantes, e mais os contratos de carga geral com terceiros que venham a ser firmados para transporte na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e na Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Os ativos indicam que a estrutura da Vale Logística pode ser mais competitiva do que a da Log-In, cujo plano de negócios é visto com ceticismo por parte do mercado. Na visão de uma fonte, a nova empresa atuará em um nicho de mercado, o transporte de carga geral via ferrovias, que vem crescendo a taxas importantes no país.

O projeto ainda está em fase de formatação e modelagem. E é alvo de consultas jurídicas sobre processos de transferência de ativos da Vale para a futura Vale Logística. No caso, os ativos envolvidos são as ferrovias FCA e FNS e o terminal do porto de Santos.

A FCA tem malha ferroviária com mais de 8 mil quilômetros que atravessa sete Estados do país, incluindo as regiões Sudeste e partes do Nordeste e Centro-Oeste. Já na FNS a Vale tem uma subconcessão com a estatal Valec pela qual a mineradora tem direito a explorar 720 quilômetros dessa estrada de ferro, que serve o Centro-Oeste e liga-se ao Nordeste (Maranhão) via Estrada de Ferro de Carajás.

A atividade de carga geral não é prioridade da mineradora, apesar de ser considerada rentável. A ideia da Vale, segundo fontes próximas da companhia, é dispor de recursos do mercado acionário para esse negócio, enquanto destina o dinheiro do caixa para custear os projetos de mineração, foco da empresa.

Só no segundo trimestre deste ano, a receita de transporte ferroviário de carga geral foi de R$ 757 milhões. O resultado foi influenciado pelo início da safra agrícola no Brasil, no segundo e terceiros trimestres.

De abril a junho, as ferrovias da Vale (Carajás, Vitória a Minas, Centro Atlântica e Norte-Sul), além da fatia proporcional de participação na MRS Logística, transportaram 7,043 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) de carga geral para os clientes. Os portos e terminais da companhia movimentaram 6,643 milhões de toneladas de carga geral no período.

As principais cargas transportadas pelas ferrovias da Vale, no segundo trimestre, foram produtos agrícolas (48%), insumos e produtos siderúrgicos (33%), materiais de construção e produtos florestais (11,3%), combustíveis (6,7%) e outros (1%).

A performance da carga geral reforça o plano da mineradora de ter uma empresa na bolsa operando esse tipo de negócio, avaliam analistas. (Colaborou Ana Paula Ragazzi, de São Paulo)

Fonte: Valor

Localiza investe R$ 2,7 bi em frota


A Localiza Rent a Car, a maior locadora de automóveis do país, vai investir R$ 2,7 bilhões nos próximos 18 meses para a compra de 100 mil veículos, sendo 90 mil para a empresa e 10 mil para a rede de franquias. O investimento é o maior da Localiza em volume de dinheiro e quantidade de carros em 38 anos de atividades. Os recursos serão utilizados para a renovação e o aumento da frota, com 103.517 unidades no primeiro semestre, sendo 92.154 da Localiza e 11.363 de franqueados.
O vice-presidente executivo da Localiza, Eugênio Mattar, conta que a maior parte dos recursos para o investimento recorde será obtida com a venda de carros usados. Como exemplo, o executivo lembra que no ano passado a empresa obteve uma receita de R$ 1,3 bilhão com esse tipo de negócio e gastou R$ 1,9 bilhão com aquisição de veículos novos.
Outra parcela do investimento será obtida com caixa próprio, que em 30 de junho estava em R$ 484,2 milhões. Captações no mercado, como a emissão de debêntures não conversíveis realizada no dia 10 de junho no valor de R$ 500 milhões, são outra fonte de recursos para a Localiza.
Cerca de 60% do total da emissão tinha como destino o alongamento da sua dívida, de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre. Os 40% restantes foram usados para recompor o caixa e investir em ampliação de frota. A relação dívida líquida ante lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da empresa é uma das menores do setor de locação, de 1,8 vez.
"Não podemos ter uma renovação de frota muito demorada. A idade média da nossa frota é de 6,6 meses", afirma Mattar. De acordo com ele, o cenário de crise na Europa e nos Estados Unidos ainda não refletiu nos dois principais negócios da empresa, a locação de carros e a terceirização de frotas para empresas. "A crise tem mais impacto em setores voltados para a oferta de crédito", acrescenta o executivo.
Nesse sentido, ele afirma que a Localiza começa a sentir algum receio dos consumidores na compra de carros usados, mas diz que ainda é cedo para afirmar se essa é uma tendência por causa do clima de contenção de gastos devido ao cenário de crise.
Cerca de dois terços do faturamento da Localiza é gerado pela locação de automóveis, o foco principal de negócios da empresa. O um terço restante é obtido com a terceirização de frotas. "Essa relação mostra que o nosso grande foco é a locação de carros", afirma Mattar. De acordo com ele, não há intenção de aumentar a participação da terceirização de frota nos resultados da empresa.
No ano passado, a receita líquida consolidada da Localiza foi de quase R$ 2,5 bilhões, o que representou um aumento de 37,2% na comparação com o ano anterior. No primeiro semestre de 2011, a receita ficou em R$ 1,3 bilhão, o equivalente a um aumento de 24,4% em relação ao mesmo periodo do ano passado.
Do total de 100 mil automóveis que serão adquiridos, 62,9% serão modelos econômicos e 37,1% serão carros médios, executivos e utilitários. A Localiza compra veículos das montadoras Fiat, Ford, General Motors (GM), Peugeot, Renault e Volkswagen.
Fundada em 1973 com seis Fuscas usados, a Localiza vai comprar modelos de carros que ainda não havia incorporado na sua frota, como o Novo Uno (Fiat), o Focus Hatch 1.6 e o Fusion (Ford), o Logan 1.0 e o Fluence (Renault), e o Peugeot 408. A compra responde ainda por 2,9% da produção total de automóveis e veículos leves da indústria automotiva prevista para este ano

Estilo de liderança é fundamental para um grupo inovador Afirmação de Waldir Batista de Oliveira, da Berneck, durante o encontro, na Bahia, reforça a ideia de inovação precisa estar no perfil do profissional


Sua empresa é inovadora? O departamento de tecnologia para o qual você trabalha consegue produzir inovações – seja em soluções, processos ou até mesmo produtos – e ser visto como área relevante à companhia? São perguntas importantes e que muitas vezes vêm acompanhadas de respostas generalistas e mal-fundamentadas. O tema “O departamento de TI como propulsor da inovação” esteve no centro de um dos Intercâmbios de Ideias, organizados durante o IT Forum+ 2011, na Bahia, justamente para elevar o nível de debate neste assunto e até desmistificar a redoma que acaba se criando em torno disso.
Inovação tem que ser algo altamente complexo e concentrado entre poucos integrantes da empresa? A resposta é não. Pelo menos na avaliação de Waldir Batista de Oliveira, CIO da Berneck. O executivo, que coordenou um Intercâmbio sobre o tema, iniciou sua apresentação dizendo que todos, no dia a dia, acabam praticando a inovação em algum nível e disparou: “Não existe fórmula para inovar, mas métodos e critérios aplicados a cada caso.”
O executivo, que comanda uma companhia sediada no Paraná e, atualmente, com cinco indústrias coligadas em um grande parque industrial na cidade de Araucária, lembra que o processo de inovação dentro de uma empresa ou departamento está muito ligado ao estilo da liderança. “Conhecer o negócio é fundamental, assim como ser inovador. É quase que um pré-requisito do gestor de TI ter perfil inovador, mas o time precisa ser estimulado a praticar isso, senão, não temos resultados. Já sofri muito nesses 32 anos de carreira em TI, até atingir nível de maturidade que tenho hoje”, confessou, ao dirigir-se para cerca de outros 20 colegas.
Para Oliveira, outro ponto essencial na disseminação da cultura inovadora é – além de incentivos, claro – criar uma prática de liberdade, para que todos os níveis hierárquicos tenham acesso a trazer ideias e tecnologias. “Se formos centralizadores, não compartilharmos, não darmos liberdade de ação, começaremos a ter problemas. Seja em infraestrutura ou sistemas, eles precisam ter acesso a isso, à exposição de ideias”, comenta, para completar: “São procedimentos simples, sutis e se esquecermos, não existe essa liberdade.”
Essa mudança para um departamento inovador e que propõe ideias deu nova visibilidade à área dentro da empresa e Oliveira afirma que TI é tão importante na Berneck quanto a área industrial.
O departamento de TI na Berneck não ter orçamento, eles apenas realizam os gastos fixos, então, para inovar, além de criatividade, é preciso que os integrantes sejam bons de convencimento, ou seja, tenham habilidades comerciais. “O grande desafio é como vender isso e precisamos ser hábeis nesse processo. Chego com o projeto pronto e todas as possibilidades para execução, isso ajuda muito no processo de convencimento.”

Ethos quer que prefeitos se comprometam com sustentabilidade




SÃO PAULO – O Instituto Ethos lançou nesta sexta-feira (19), junto com outras organizações da sociedade civil, o programa Cidades Sustentáveis. A iniciativa visa a divulgação de ações de sustentabilidade e fazer com que os políticos que disputarão as prefeituras do país nas próximas eleições assumam o compromisso de colocar em prática o programa.

As entidade elaboraram uma cartilha que contém metas de sustentabilidade em 12 eixos. São cerca de cem objetivos gerais e mais de 300 específicos, todos estabelecidos conjuntamente pelo Ethos, a Rede Nossa São Paulo e a Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.

A mobilidade, por exemplo, é um dos eixos da cartilha. Nesse quesito, um dos objetivos gerais é aumentar o uso de transporte público nas cidades. Já um dos objetivos específicos é ampliar a quantidade de corredores para tráfego exclusivo de ônibus.

Para medir a adesão das ações propostas, o Cidades Sustentáveis também criou indicadores. No caso da mobilidade e dos corredores de ônibus, mais especificamente, a iniciativa quer medir quantos quilômetros de vias exclusivas ao transporte público existem nas cidades e comparar a quantidade com a de outros municípios considerados exemplos.

Contudo, para que tudo isso seja feito, as organizações precisam que as cidades adotem o programa. Por isso, elas vão lançar uma campanha publicitária para incentivar que candidatos a prefeito em 2012 assumam o compromisso de seguir as diretrizes do Cidades Sustentáveis.

“Estamos propondo aos candidatos que adotem o programa, se comprometam com os objetivos e prestem conta à população”, disse o coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, durante a cerimônia de lançamento do programa, na capital paulista.

O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, admite que convencer os candidatos a aderirem ao programa será um desafio. Mas entende que os próprios políticos podem se beneficiar com o Cidades Sustentáveis. “Os bons políticos entenderão o programa como um presente, pois ele é um importante 

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florestas ao redor de cana absorveriam mais carbono, segundo estudo
Em média, estima-se que a plantação de cana emita 800 kg de carbono a mais por ano do que é capaz de absorver/Foto: jennifrog
O Brasil precisa ter áreas significativas de florestas ao redor das plantações de cana para ter mais eficiência no sequestro de carbono, de acordo com a conclusão de um grupo de cientistas liderado pelo biólogo da USP Marcos Buckeridge, diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia.
Em artigo para à revista Global Change Biology Bioenergy, ele e colegas afirmam que áreas florestais intercaladas com a cana, técnica batizada de "caminho de meio", reduziria o impacto da produção quanto às emissões de carbono, principalmente onde ainda são feitas queimadas após a colheita.
Os pesquisadores querem informações precisas sobre a área de floresta necessária para reduzir os impactos da produção. "Vamos levantar quantas florestas ainda existem na região dos canaviais de São Paulo para ver quanto mais teríamos de plantar", afirmou Buckeridge à Folha.com. Atualmente, 75% das emissões de carbono do Brasil são provenientes da atividade agropecuária.
A cana consegue absorver cerca de 7,4 toneladas de carbono por hectare a cada ano. Em média, estima-se que a plantação emita 800 kg de carbono a mais por ano do que é capaz de absorver, por causa das emissões do transporte e da queima. As florestas absorvem 17 vezes mais: 140 toneladas ao ano. Essa taxa é ainda maior nas florestas mais novas (de até 30 anos) e em fase de crescimento.
O biólogo quer calcular quanto carbono é armazenado por esses fragmentos de floresta e analisar os benefícios que a presença de áreas florestadas podem trazer ao cultivo. Esse trabalho será feito em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e deve ficar pronto em dois meses.
"É uma pena não termos os dados antes da votação do Código Florestal [que tramita no Senado]", lamentou o especialista. O novo código prevê a redução de áreas florestais para aumentar atividade agropecuária em regiões como margens de rios. Segundo a senadora Kátia Abreu, o texto deverá ser votado até outubro deste ano.

Relatório mostrará emissões de CO2 da soja em MT

19 de agosto de 2011 - 08:43h
Autor: Assessoria

A Aprosoja apresentará na próxima semana relatório de quantificação das emissões dos gases do efeito estufa (GEE) das propriedades de soja de Mato Grosso. As informações irão mostrar os impactos ambientais resultantes de processos produtivos na safra 2010/11 de soja. A ação tem por objetivo desenvolver políticas sustentáveis, visando a redução desses gases no meio ambiente. Ao todo, 107 propriedades foram mapeadas.

No último levantamento – safras 2007/08 e 2008/09 – avaliou-se uma área total de 112 mil hectares de soja, nas regiões Leste, Norte, Oeste e Sul do estado. Os dados utilizados como fonte foram os levantamentos realizados pela equipe do Projeto Referência, programa de gestão rural e benchmarking desenvolvido pela Aprosoja desde 2007. Foram estimadas as emissões de GEE devido à utilização de combustíveis, fertilizantes, calcário, defensivos agrícolas, sementes, energia elétrica e decomposição de restos culturais da soja.

O coordenador da Comissão de Sustentabilidade Socioambiental da Aprosoja, Ricardo Arioli, afirma que o mercado consumidor está cada dia mais exigente, buscando produtos resultantes de processos mais “limpos”, com o mínimo impacto ambiental, sobretudo no que se refere à emissão de gases do efeito estufa. O objetivo do estudo foi avaliar as principais fontes de GEE e calcular a “pegada de carbono” da produção de soja no estado.

O relatório está em sua terceira edição. O material é desenvolvido pela empresa Delta CO2 Sustentabilidade Ambiental, com sede em Piracicaba, no interior paulista. 

Bunge vai investir US$ 2,5 bi em etanol

Uma das maiores processadoras de alimentos do país, a Bunge Brasil anunciou ontem um investimento de US$ 2,5 bilhões em aumento de capacidade de produção de açúcar, etanol e energia elétrica.

Uma das maiores processadoras de alimentos do país, a Bunge Brasil anunciou ontem um investimento de US$ 2,5 bilhões (R$ 3,95 bilhões) em aumento de capacidade de produção de açúcar, etanol e energia elétrica.

Cerca de 55% desse total será destinado à parte agrícola: plantio e renovação de canaviais, aquisição de máquinas, entre outros.

O anúncio acontece um dia depois de a Petrobras -em meio a críticas sobre a falta de capacidade do setor de atender a demanda pelo etanol- divulgar investimentos de R$ 520,7 milhões em Goiás em parceria com o grupo São Martinho.

Desde a crise de 2008, praticamente não foi feito nenhum grande investimento em plantio e ampliação de capacidade no setor. A crise pegou diversas usinas com alto endividamento, e muitas entraram em recuperação judicial ou foram vendidas.

O plano de investimentos da Bunge, anunciado pelo presidente mundial da companhia, Alberto Weisser, em reunião de duas horas com a presidente Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em São Paulo, compreende os anos de 2012 a 2016.

Ele deverá ampliar em 50% a capacidade de processamento de cana-de-açúcar das oito usinas do grupo -de 21 milhões de toneladas para 30 milhões de toneladas.

Segundo o presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente, os investimentos em plantio e renovação de canaviais deverão acompanhar a ampliação da capacidade de moagem.

Atualmente, as usinas operam aquém da capacidade por falta de cana. "Os investimentos que estamos fazendo neste ano já nos permitirão alcançar a capacidade atual de moagem."

Entre expansão de novas áreas e renovação de canaviais, só em 2011 serão 70 mil hectares, dos quais 50 mil hectares de área própria.

Mesmo com esse investimento, Parente não descarta a possibilidade de importar etanol de milho das usinas do Grupo Bunge nos EUA.

Segundo o executivo, a ampliação de capacidade até 2016 visa atender o mercado doméstico, mas também poderá ter como destino o exterior.

"Temos flexibilidade de atuar nas duas pontas, exportando ou importando, de acordo com a necessidade de cada mercado", diz Parente.

No encontro de ontem à tarde, Parente diz que a presidente Dilma demonstrou preocupação em manter um suprimento regular de etanol para não abalar a confiança do consumidor.


COGERAÇÃO

O investimento anunciado ontem elevará em seis vezes a cogeração de energia do Grupo Bunge.

Quando estiver em plena capacidade, a energia gerada será capaz de atender a demanda de uma cidade de 4 milhões de habitantes.

Hoje, a Bunge consome cerca de 700 GWh por ano em suas operações.

A intenção é tornar-se autossuficiente até 2014 e comercializar o excedente.

Marco Ruas elogia evolução do UFC, mas lamenta: 'Perdeu em lealdade'


Homenageado por Pedro Rizzo, precursor do MMA diz que ingratidão de alguns atletas o motivaram a largar carreira de treinador profissional

Por Adriano AlbuquerqueRio de Janeiro
Marco Ruas recebe placa de homenagem (Foto: Adriano Albuquerque / SPORTV.COM)Marco Ruas exibe a placa recebida de Pedro Rizzo
(Foto: Adriano Albuquerque / SPORTV.COM)
Um dos pioneiros do vale-tudo e considerado o "protótipo" do atual lutador de MMA, o ex-atleta e treinador Marco Ruas esteve presente na inauguração do Centro de Treinamentos de Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na quinta-feira. O "Rei das Ruas" fez o corte cerimonial do laço à frente do novo octógono e recebeu uma placa em sua homenagem do idealizador do CT e seu pupilo, Pedro Rizzo. Emocionado, Ruas mostrou seu orgulho com a conquista do ex-aluno e com a evolução do MMA pelo mundo, mas também não escondeu uma ponta de decepção com o lado "business" do esporte, que teria o motivado a parar de treinar atletas de alto rendimento.
Ruas foi um dos primeiros lutadores a buscar o "cross-training", treinando várias artes marciais. O carioca chegou à faixa preta em judô, taekwondo e luta livre, além de ser mestre em capoeira e muay thai. Foi todo esse conhecimento que o levou a brilhar no UFC 7, um dos primeiros torneios do Ultimate Fighting Championship após os irmãos Gracie venderem sua participação no negócio. A competição ainda não tinha categorias de peso, e Ruas superou três adversários dos mais diversos tipos para sagrar-se campeão. O combate final contra o gigante Paul Varelans, de 2,03m e 136kg, marcou época; o brasileiro, de 1,85m e 95kg, desferiu uma série de chutes na perna, minando a resistência do americano até derrubá-lo, com 13m17s de luta.
Ruas tem orgulho daquele título, mas acredita que a implementação de divisões de peso e novas regras desde que o evento foi comprado pela Zuffa LLC, empresa formada pelos irmãos Fertitta e pelo presidente Dana White, impulsionaram o esporte ao sucesso mundial.
- Naquele tempo, o pessoal gostava que era sem peso, tinha uma coisa de Davi x Golias, como na minha luta com o Paul Varelans, mas o esporte venceu o estigma graças às regras de botar luvas e criar divisões de peso. Eu achava bacana dizer que bati no grandalhão, que fiz três lutas numa noite, mas era bom só pro lutador. Hoje é bom pro esporte, é bom pra divulgação. O Dana White é responsável por isso tudo, tem que respeitar. Ele abriga todo mundo, e se você luta bem, ele vai pagar bem - disse Ruas.
Apesar de elogiar a evolução do esporte, o ex-lutador também se decepcionou com a falta de fidelidade de alguns de seus ex-alunos. Ruas fundou a equipe Ruas Vale-Tudo e também treinou o time Southern California Condors, do extinto evento International Fight League, mas disse que a ingratidão de certos lutadores, cujos nomes não citou, lhe motivaram a abandonar a carreira de treinador.
- O negócio cresceu e perdeu um pouco de lealdade. Antes, era uma família. Hoje, se você oferece uma graninha, se o cara fica sabendo que em outra academia tem alguma vantagem, ele muda de time. Fechei as portas e passei a dar aulas só para executivos e madames, que pagam e dão valor ao meu trabalho. Teve muita gente que começou comigo, subiu de vida e nem me ligou para agradecer - revelou.
Pedro Rizzo e Marco Ruas inauguração CT de MMA (Foto: Adriano Albuquerque / SPORTV.COM)Ruas (dir.) inaugurou o octógono de Manguinhos ao lado de Rizzo (Foto: Adriano Albuquerque/SPORTV.COM)
Pedro Rizzo não foi um desses. Segundo o atleta, seu projeto de levar grandes nomes do MMA para treinar no CT de Manguinhos ao lado de um projeto social foi inspirado na academia de Ruas, onde ele, morador do bairro nobre do Leblon, treinou com moradores da favela Chapéu Mangueira. Ruas, cujo apelido "Rei das Ruas" veio justamente por abrigar pessoas das mais diversas classes sociais em sua equipe, louvou o trabalho do ex-aluno.
- Pedro é como um filho para mim. Ele era gordinho e preguiçoso. Tinha que treinar duro, a gente batia mesmo, de 50 alunos ficavam dois. Mas entre eles ficou o Renato (Babalu), ficou o Pedro. Não ganhei grana, mas ganhei filhos. Daqui vão sair campeões, pode escrever. Aqui, essas crianças têm bons exemplos, bons espelhos - afirmou.

Interesse por UFC provoca "guerra" de emissoras por público


O lutador distrubuiu sorrisos durante o programa da  TV Globo .. Foto: Samir Baptista/Especial para Terra
Brasileiro Anderson Silva é uma das maiores atrações do UFC na atualidade
Foto: Samir Baptista/Especial para Terra

RAFAEL PAIVA
Uma disputa fora do octógono esquenta o UFC Rio, que será realizado no próximo sábado, na HSBC Arena. Pela primeira vez na história, uma emissora de TV aberta transmitirá ao vivo o maior evento de MMA do planeta. Sobram também opções na TV fechada para os fãs das artes marciais não ficarem ligados na telinha até a última luta, entre Anderson Silva e Yushin Okami. A Rede TV! e o Combate travam uma disputa acirrada e mostram suas armas para atrair o público que não conseguiu comprar ingressos para o evento.
O MMA ainda enfrenta preconceitos, mas isso não intimidou a Rede TV!, que levou os direitos de transmissão do evento. A emissora aposta no esporte desde 2009, com o programa "UFC Sem Limites", que mostra grandes combates do passado e do presente aos sábados.
No ritmo da competição, a Rede TV! exibe ainda o programa esquenta "UFC Rio", também aos sábados, e confirmou que o lutador Vitor Belfort será comentarista da emissora durante o evento. "Foi uma vitória, e esperamos um retorno grande em números de audiência. Sabemos que é um esporte que vem crescendo muito e já atinge várias faixas etárias e classes sociais. O UFC é um fenômeno de público", afirma Sidnei Bortotto, diretor de esportes da emissora.
Do outro lado, está o Combate, um canal por assinatura 100% de lutas, criado em 2000, que tem a exclusividade de transmitir o card completo, com os 12 confrontos do Ultimate. A partir de segunda, haverá a exibição de programação diária e especial voltada para o evento e, sábado, a transmissão começa às 15h, com as emoções do "Countdown" e flashes ao vivo com os bastidores na HSBC Arena. Além disso, o canal traz ao vivo as coletivas de imprensa do UFC. O SporTV também está na jogada e vai transmitir o card principal.
"Este evento é a nossa aposta. Estamos há 10 anos com este produto na mão e pelo menos em seis tivemos dificuldade e resistência. Mas graças a Deus está valendo a pena o investimento. Apesar de termos muitos bloqueios e rolar algum preconceito, o Combate já vê muitas perspectivas. Muita gente já sabe que o Brasil revela muitos 'Neymares' e 'Gansos' na luta", salienta Armando Augusto Nogueira, gerente de programação dos canais Premiere, da Globosat