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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Redecard anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 457 milhões de reais no quarto trimestre, ante 348,7 milhões de reais em igual período de 2010.

RIO DE JANEIRO, 1 Fev (Reuters) - A Redecard anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 457 milhões de reais no quarto trimestre, ante 348,7 milhões de reais em igual período de 2010.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização)ajustado no período ficou em 711,4 milhões de reais, 29,6 por cento em relação ao mesmo período em 2010.ao
A previsão média de analistas consultados pela Reuters foi de 402,2 milhões de reais para a Redecard no último quarto de 2011. A estimativa de Ebitda ficou em 653,6 milhões de reais, com margem de 65,4 por cento.
Mesmo com as mudanças regulatórias implementadas em 2011 pelo governo para incentivar maior competição no setor de credenciamento, Cielo e Redecard seguiram mandando no setor como antes, mesmo após a entrada da GetNet/Santander, o que amainou as preocupações do mercado.
Com isso, as ações de ambas deram um salto no ano passado, recuperando-se das perdas do ano anterior. Cielo subiu 53,3 por cento e Redecard ganhou 49,2 por cento, num ano em que o Ibovespa tombou 18,1 por cento.
Além de conseguirem proteger market share, as companhias passaram a ser vistas como porto seguro pelos investidores que, preocupados com os efeitos da crise sobre transnacionais como Vale e CSN, migraram para ações de companhias ligadas ao mercado doméstico.
E, apesar da desaceleração da economia brasileira no segundo semestre, o setor seguiu crescendo. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços, o faturamento dessa indústria no quarto trimestre subiu 20,9 por cento no crédito e 18,7 por cento no débito.
No entanto, alguns analistas enxergam esse cenário benigno como temporário, à medida que novas entrantes chegam. Nesta quarta-feira, a Elavon (do Citi) anunciou que fez a primeira transação no país e que quer ter 15 por cento do mercado brasileiro nos próximos cinco anos.
(Por Aluisio Pereira)

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